Vinte e dois dias depois de enterrar o filho, Lívia Duarte aceita trabalhar como empregada na mansão de Dante Moretti. Ela precisa pagar o aluguel — e encontrar forças para atravessar mais um dia. Não espera ouvir um bebê chorando. Viúvo, poderoso e acostumado a controlar tudo, Dante não consegue acalmar o próprio filho. O menino rejeita enfermeiras, babás e até o colo do pai. Mas, quando vê Lívia, estende os braços. Basta ela segurá-lo para o choro parar. Dante quer saber o que aquela desconhecida tem de tão especial. Lívia tenta não procurar o rosto do filho que perdeu em outra criança. Até encontrarem, escondido no berço, um pequeno pingente de prata. O mesmo que ela acreditava ter enterrado com seu bebê. Agora, entre o medo de acreditar e o perigo de descobrir a verdade, Lívia se aproxima de um homem que também conhece a dor da perda. E a única pessoa capaz de ajudá-la pode ser quem mais tem a perder com a resposta.