Durante nove anos, Camila Duarte acreditou ter apenas um filho. Até o dia em que Theo apontou para um menino no aeroporto e perguntou: “Mãe, por que ele tem a minha cara?” O desconhecido se chamava Noah. Tinha os mesmos olhos, a mesma covinha e um casaco grande demais para esconder a fome e o abandono. No pescoço, carregava uma placa riscada: BEBÊ Nº 2. Para Camila, aquelas palavras trouxeram de volta um choro que todos juraram que ela havia imaginado. Decidida a descobrir quem lhe roubou o filho, ela começa a procurar respostas. Mas os documentos antigos revelam um nome que jamais esperava encontrar: o do próprio marido, morto cinco anos antes. Enquanto tenta reconstruir aquela noite, Camila precisa se aproximar de um menino que tem uma pergunta ainda mais dolorosa: por que seu irmão cresceu numa família, enquanto ele ficou para trás?