"Meu Alfa, Meu Prisioneiro" Capítulo 12
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Capítulo 12:
O vento gélido da madrugada chicoteava as paredes externas do laboratório subterrâneo, mas lá dentro o ar estava rarefeito, pesado e eletrificado pela tensão do confronto iminente.
Dante cerrou os punhos com tanta força que os nós de seus dedos estalaram, enquanto o Doutor Alistair, longe de demonstrar qualquer pânico, abriu um sorriso sádico e calculista.
"Vocês realmente acharam que seria tão fácil assim me capturar ou desligar o meu sistema de defesa?", provocou o cientista, digitando freneticamente um código de emergência no console principal.
De repente, as portas de contenção de titânio fecharam-se com um estrondo ensurdecedor, trancando hermeticamente o laboratório e isolando-os do restante da base.
Alarmes secundários começaram a uivar em tom estridente, enquanto colunas de gás paralisante e fumaça densa jorravam descontroladamente dos dutos de ventilação do teto.
"Cuidado, Dante, o ar está contaminado com uma toxina sintética desenvolvida especificamente para paralisar o sistema nervoso dos lobisomens", alertou Helena sem perder a compostura.
Dante rosnou furiosamente, sentindo o veneno químico queimar sua garganta e tentar adormecer a força de sua fera interior, mas a marca espiritual com Helena o protegeu.
Alistair recuou para uma área protegida por vidro blindado à prova de explosões, rindo histericamente enquanto acionava o próximo estágio de sua armadilha mortal.
Do chão do laboratório, dezenas de painéis metálicos abriram-se com um chiado mecânico, revelando uma legião de ciborgues de combate com os olhos brilhando em vermelho.
"Vamos ver se o amor de vocês sobrevive quando forem estilhaçados em milhares de pedaços por minhas criações perfeitas", zombou o cientista através do vidro reforçado.
Os autômatos avançaram em sincronia perfeita, empunhando lâminas de plasma puro e desferindo golpes letais em direção ao casal encurralado na penumbra.
Dante não hesitou um segundo sequer; ele saltou à frente de Helena, absorvendo o impacto do primeiro oponente cibernético com um rugido de pura fúria alfa.
Suas garras rasgaram o metal reforçado do robô, mas o atrito constante começou a abrir novos cortes sangrentos em seus braços e em suas costas.
"Não ouse gastar suas forças protegendo-me, Dante, concentre-se em abrir caminho até aquele painel de vidro!", ordenou Helena com uma autoridade gélida.
Helena girou sobre os calcanhares com agilidade sobre-humana, desviando de um golpe de lâmina e canalizando a energia dourada da lua diretamente em suas palmas abertas.
Com um grito de comando ancestral, ela desferiu uma rajada sônica de puro poder que pulverizou três autômatos de uma só vez, fazendo faíscas voarem por toda a sala.
No entanto, novos inimigos continuavam surgindo das sombras, transformando o laboratório em um verdadeiro matadouro mecânico onde cada centímetro era conquistado a sangue.
Dante sentiu o corpo enfraquecer levemente devido à toxina no ar, mas a visão de Helena lutando com tanta letalidade renovou suas energias de forma violenta.
Ele avançou implacável ao lado dela, criando uma barreira intransponível de carne, osso e feromônios alfa que esmagava qualquer máquina que ousasse se aproximar.
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"Ninguém toca nela!", berrou o Supremo Alfa, desferindo um golpe devastador que arrancou a cabeça do autômato principal e abriu caminho à força.
Com um esforço supremo de vontade e cooperação tática perfeita, os dois finalmente alcançaram a barricada de vidro onde Alistair assistia ao massacre pálido de pavor.
Helena ergueu a lâmina prateada e, usando toda a força de sua linhagem, desferiu um golpe certeiro que estilhaçou o vidro blindado em um milhão de cacos.
Alistair tentou erguer uma arma de pulso, mas Dante foi mais rápido, agarrando-o pelo pescoço e erguendo-o no ar com os olhos escarlates brilhando de ódio.
"O seu jogo acabou, doutor", rosnou Dante, antes de lançar o cientista desacordado contra os escombros da sala de controle.
Com a ameaça global totalmente neutralizada e a paz restaurada, o continente inteiro curvou-se diante do retorno triunfal de seus verdadeiros soberanos.
Três dias depois, o vasto e imponente pátio central do palácio estava completamente lotado de guerreiros, líderes de clãs e aliados de todas as regiões.
As bandeiras da Alcateia Sombra da Noite tremulavam orgulhosas sob o sol da tarde, marcando o início de uma era dourada de união e poder inabalável.
Dante e Helena caminhavam lentamente em direção ao trono de obsidiana e cristal lunar, vestidos com mantos reais bordados a ouro e prata pura.
A multidão irrompeu em aplausos ensurdecedores e uivos uníssonos de reverência quando os dois soberanos subiram juntos os degraus da imponente estrutura de pedra.
O General Vitor aproximou-se cerimoniosamente, carregando em uma almofada de veludo negro as coroas gêmeas que simbolizavam o domínio absoluto sobre a terra.
Dante pegou a coroa menor, adornada com pedras lunares, e colocou-a com extrema delicadeza sobre os cabelos escuros de Helena.
Helena, por sua vez, pegou a coroa de ouro macio e encaixou-a na cabeça do companheiro, selando a igualdade de forças entre os dois governantes.
"Lorde Dante e Rainha Helena, os legítimos e eternos soberanos de todos os mundos e alcateias!", proclamou o General Vitor para o público extasiado.
As vozes de milhares de súditos ecoaram pelos céus em uma comemoração apoteótica que entrava para a história como o nascimento de uma lenda imorredoura.
Dante virou-se para encantar-se com a mulher que enfrentara o inferno ao seu lado, segurando-a firmemente pela cintura diante de toda a multidão.
"Nós vencemos a guerra, minha rainha, e agora o mundo inteiro nos pertence", sussurrou o Supremo Alfa com um sorriso apaixonado.
Helena ergueu o queixo com soberba e doçura, acariciando a bochecha marcada do companheiro com uma ternura que apenas ele tinha o privilégio de conhecer.
"O mundo é apenas um detalhe, Dante, porque a nossa vitória definitiva foi ter conquistado a alma um do outro", respondeu ela com a voz embargada.
O sol poente tingia o horizonte com tons dourados e vermelhos, projetando uma luz mágica sobre a silhueta dos dois líderes coroados.
Dante puxou Helena ainda mais para perto, aprofundando o contato em um beijo eterno que sintetizava a dor, a superação e a glória de sua jornada.
Em meio aos aplausos estrondosos e aos uivos de celebração de todo o seu povo, Dante a abraçou profundamente, completando a promessa de um amor além da vida.
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