"Depois Da Fuga, O Magnata Frio Me Coroou Rainha" Capítulo 2
PUBLICIDADE
Enquanto isso, nas sombras daquela suíte exclusiva, o silêncio mortal foi subitamente quebrado por um rangido metálico que fez o coração de Lúcia disparar ainda mais rápido.
O cheiro de chuva misturava-se ao aroma amadeirado e caro do perfume que dominava o ambiente, sufocando os sentidos já alterados da jovem.
Lúcia tateou a escuridão com as palmas das mãos trêmulas, tentando encontrar um apoio qualquer para não desabar de vez no chão frio.
"Quem está aí?", ela balbuciou em um tom quase inaudível, com a garganta seca implorando por uma única gota de água.
Do outro lado do cômodo espaçoso, uma silhueta imponente moveu-se lentamente, rompendo a penumbra desenhada pelos relâmpagos que cortavam o céu de São Paulo.
Era Lorenzo Valente, o homem cuja fama de crueldade e poder absoluto fazia a elite paulistana tremer apenas ao ouvir seu sobrenome.
Ele cruzou os braços largos sobre o peito, observando a intrusa com uma curiosidade fria que logo se transformou em algo muito mais intenso.
"Você escolheu a porta errada para se esconder, garota", a voz grave e magnética de Lorenzo cortou o ar como o gume de uma lâmina afiada.
Lúcia ergueu o rosto embaçado pelas lágrimas e pela febre, tentando focar os olhos na figura misteriosa que bloqueava sua única rota de fuga.
O veneno em suas veias exigia alívio, transformando cada segundo de lucidez em uma tortura insuportável que nublava completamente o seu raciocínio.
"Me ajude... por favor...", ela gemeu baixinho, dando dois passos desequilibrados antes de perder o controle das próprias pernas.
Antes que seu corpo pudesse atingir o carpete persa, braços fortes e implacáveis a envolveram com uma firmeza que não admitia contestação.
O contraste entre a pele escaldante de Lúcia e o corpo frio e musculoso de Lorenzo criou uma faísca elétrica imediata entre os dois.
Lorenzo sentiu o perfume doce e embriagador da jovem invadir seus sentidos, enquanto os olhos cor de âmbar fixavam-se naqueles lábios trêmulos.
"Você não tem ideia de quem sou eu, tem?", murmurou ele, com um sorriso irônico e perigoso desenhando-se lentamente em seus lábios finos.
"Eu não me importo... só... está doendo tanto...", balbuciou Lúcia, cujos dedos arranharam as lapelas do terno de grife de Lorenzo em busca de refúgio.
A cada trovão que estalava violentamente lá fora, a tempestade parecia refletir o caos absoluto que se instalava dentro daquele quarto luxuoso.
Lorenzo deixou escapar um suspiro rouco, sentindo a armadura de gelo que mantinha ao redor do coração ruir diante daquela entrega involuntária.
"Você caiu direto na minha armadilha sem saber, Lúcia Monteiro", sussurrou ele, pronunciando o sobrenome dela com uma familiaridade aterrorizante.
Antes que Lúcia pudesse processar o fato de que ele sabia exatamente quem ela era, os lábios de Lorenzo selaram os dela em um beijo devastador.
Foi um choque térmico de pura dominação e desespero, onde toda a lucidez restante de Lúcia evaporou em uma única fração de segundo.
PUBLICIDADE
O mundo exterior, com sua hipocrisia, suas festas de gala e sua família cruel, deixou de existir para dar lugar ao calor daquele abraço.
Fora da suíte, a chuva castigava as vidraças com fúria, enquanto dentro, duas almas feridas colidiam em uma dança inevitável de destruição e ressurreição.
Lúcia entregou-se ao delírio daquela noite chuvosa, permitindo que o homem mais perigoso da cidade se tornasse seu único porto seguro.
As horas seguintes arrastaram-se em um torvelinho de sussurros abafados, lençóis amassados e a promessa tácita de que nada voltaria a ser igual.
A lua escondeu-se por completo atrás das nuvens negras de São Paulo, abrigando o segredo daquela união marcada pelo fogo e pelo destino.
O silêncio da madrugada acabou por se instalar na suíte, substituindo a urgência febril por uma calmaria pesada e profunda.
Lúcia adormeceu exausta, com o rosto apoiado no travesseiro de plumas, tendo o corpo marcado pelo peso de uma noite inesquecível.
Quando os primeiros raios dourados e tímidos do amanhecer começaram a filtrar-se pelas frestas das cortinas, o quarto já estava frio.
Lorenzo já não estava deitado ao lado dela; ele vestia sua camisa social preta com perfeição cirúrgica, observando a jovem adormecida por um instante.
Seu olhar cor de âmbar suavizou-se por uma fração de segundo, carregando uma possessividade silenciosa que definiria o futuro de ambos.
Com movimentos calculados, ele retirou uma pesada abotoadura de prata com o brasão da família Valente e a colocou delicadamente na mesa de cabeceira.
Ao lado do objeto metálico, deixou um pequeno cartão de visitas com um número de telefone direto escrito à mão em caligrafia firme.
"Até logo, minha pequena prisioneira", murmurou Lorenzo para o vento da manhã, antes de girar a maçaneta e desaparecer sem fazer o menor ruído.
O som abafado da porta fechando-se no corredor ecoou levemente, rompendo o torpor que mantinha Lúcia desacordada.
Lentamente, as pálpebras de Lúcia começaram a tremer, lutando contra o cansaço extremo que pesava sobre todo o seu corpo dolorido.
Ela virou o rosto no travesseiro, piscando repetidas vezes para afastar a cerração do sono enquanto tentava entender onde estava.
O cheiro do perfume amadeirado ainda impregnava os lençóis de seda, mas o lado esquerdo da cama estava completamente vazio e frio.
"Lorenzo...", o nome escapou de seus lábios secos quase como um eco, num misto de confusão e pavor recém-descoberto.
Lúcia ergueu o tronco com dificuldade, sentindo cada músculo de seu corpo protestar contra o movimento brusco e repentino.
Foi então que seus dedos esbarraram em algo duro e metálico que reluzia fracamente sob a luz fraca da manhã que entrava pela janela.
Ela estendeu a mão trêmula e apanhou a abotoadura prateada, sentindo o relevo frio do brasão gravado com precisão milimétrica.
Ao lado da joia, o pequeno cartão de papel grosso exibia uma sequência de números que parecia uma sentença de liberdade ou de condenação.
Lúcia apertou a abotoadura contra o peito, sentindo o metal ainda guardar um vestígio quase imperceptível do calor daquele homem.
PUBLICIDADE
As memórias fragmentadas da noite anterior começaram a invadir sua mente como ondas violentas batendo contra um penhasco de pedra.
O veneno, a fuga desesperada, a invasão daquela suíte e os braços fortes que a protegeram de um destino muito pior.
Lúcia olhou para o próprio reflexo no espelho embaçado do armário, vendo os cabelos desgrenhados e as marcas vermelhas em sua pele pálida.
A ficha caiu com o peso de uma tonelada: ela havia se entregado de corpo e alma ao homem mais temido do estado.
"Por que você fez isso comigo... por que...", sussurrou ela para o vazio do quarto, sentindo o nó na garganta se apertar dolorosamente.
Lúcia deitou novamente a cabeça nos travesseiros e, incapaz de conter a enxurrada de emoções conflitantes, desabou em prantos.
As lágrimas quentes escorreram livremente por suas bochechas, lavando a última gota de inocência que ainda restava em sua alma ferida.
Mas, por entre o choro compulsivo, havia algo novo crescendo em seu peito, uma centelha fria de determinação e sobrevivência.
Ela já não era mais a garota frágil e submissa que aceitava passivamente as humilhações impostas pela madrasta dentro da mansão Monteiro.
Lúcia segurou a abotoadura e o cartão com tanta força que as bordas do papel amassaram-se entre seus dedos finos e pálidos.
Ela sabia que voltar para casa significava enfrentar o julgamento cruel da família e o desprezo cego de seu pai, Rodrigo Monteiro.
No entanto, segurando aquela prova irrefutável de sua passagem pela vida de Lorenzo Valente, ela percebeu que o jogo de poder apenas começara.
Com um suspiro trêmulo, ela enxugou o rosto com as costas da mão, erguendo o queixo com uma nova e inesperada altivez.
Lúcia vestiu novamente o vestido de linho cru, agora amarrotado e marcado pelo caos daquela noite que mudaria sua existência para sempre.
Ela abriu a porta da suíte e deu o primeiro passo para fora, respirando fundo o ar gélido do corredor que levava de volta à sua realidade.
O que ela não sabia era que, naquele exato momento, na imponente sala de jantar da mansão Monteiro, uma tempestade pior estava prestes a explodir.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4104 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127