"Ele Me Abandonou em Trabalho de Parto" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Gabriel ergueu o rosto.
Eu não me mexi.
Vanessa também ficou em silêncio.
Eduardo sabia.
Não suspeitava.
Não imaginava.
Sabia.
Ele sabia que eu estava em trabalho de parto.
E tinha continuado a caminho do aeroporto.
A dor que senti naquele instante não veio do meu corpo.
Vanessa foi a primeira a reagir.
"Você sabia?"
"Isso não importa agora."
"Você sabia que ela estava assim?"
"Vanessa, presta atenção."
"Ela mal consegue ficar em pé."
"Eu disse para prestar atenção."
A voz de Eduardo ganhou o tom que eu conhecia tão bem.
Controlado.
Impaciente.
O tom que ele usava quando queria transformar qualquer conversa em uma ordem.
"Descobre o que ela fez."
Vanessa me encarou.
"Ela não fez nada."
"Ela acabou de dizer que fez."
"Ela está no chão."
"Não subestima Helena."
Quase sorri.
Era curioso ouvir aquilo dele.
Durante anos, Eduardo tinha feito exatamente o contrário.
Vanessa se aproximou.
"Me dá o relógio."
"Não."
"Me dá."
Ela agarrou meu pulso.
A dor subiu pelo meu braço.
Gabriel se moveu.
"Solta ela."
Vanessa virou a cabeça.
"Você ainda está aqui?"
"Solta o braço dela."
"Ou o quê?"
Gabriel se endireitou completamente.
Até então, o casaco velho e a postura curvada faziam com que ele parecesse cansado.
Quando ficou de pé, a impressão mudou.
"Ou você vai piorar muito a sua situação."
Vanessa soltou meu pulso.
Não por medo.
Ainda não.
Mas porque alguma coisa naquele homem finalmente a incomodou.
"Quem é você?"
Gabriel não respondeu.
Eduardo ouviu.
"Quem está aí?"
Vanessa ergueu o telefone.
"Um mendigo."
Gabriel passou o polegar pelo canto da boca, limpando o sangue.
"Interessante."
Vanessa franziu a testa.
"O quê?"
"Você acha que aparência substitui informação."
"Eu não faço ideia do que você está falando."
"Eu sei."
Eduardo interrompeu.
"Vanessa, quem é esse homem?"
Ela olhou para Gabriel.
"Como você se chama?"
Gabriel não falou.
Eu respondi.
"Gabriel Nogueira."
O silêncio do outro lado da ligação foi instantâneo.
Vanessa percebeu antes de mim.
Ela olhou para o telefone.
"Eduardo?"
Ele demorou a responder.
"Helena."
Foi a primeira vez naquela noite que ouvi meu nome na voz do meu marido.
Sem sarcasmo.
Sem superioridade.
Sem fingimento.
Havia medo.
"Escuta."
Vanessa virou o rosto para mim.
"Você conhece ele?"
Eduardo ignorou a pergunta.
"Helena, eu não sei o que você acha que encontrou."
"Você sabe."
"Não."
"Então por que está com medo?"
"Eu não estou com medo."
"Está."
A voz dele ficou mais dura.
"Você está em trabalho de parto. Está sob estresse. Não é hora para tomar decisões financeiras."
Deixei escapar uma risada baixa.
Foi a primeira da noite.
Vanessa me olhou como se eu tivesse enlouquecido.
"Decisões financeiras?"
Eu repeti as palavras devagar.
"Engraçado você usar essa expressão agora."
"Helena."
"Durante anos você dizia que eu não entendia mais da empresa."
"Não começa."
"Que eu tinha ficado enferrujada."
"Não faz isso."
"Que eu só brincava com contratos em casa."
PUBLICIDADE
Vanessa olhou para ele pelo telefone.
Depois para mim.
"Do que vocês estão falando?"
Passei a mão pela barriga.
Sofia se mexeu de novo.
"Você nunca perguntou, Vanessa."
Ela franziu a testa.
"Perguntei o quê?"
"Quem eu era antes de você me chamar de esposa inútil."
"Eu nunca usei essa palavra."
"Usou outras."
Vanessa abriu a boca.
Eu continuei.
"Eu não vivia do dinheiro de Eduardo."
Ela riu.
"Claro que não."
"Eu era advogada de compliance empresarial."
O sorriso dela desapareceu um pouco.
"Antes da VittaSul existir, eu trabalhava com estruturas societárias, prevenção a fraude, contratos de investimento e proteção patrimonial."
Vanessa olhou para Eduardo.
"Isso é verdade?"
Ele não respondeu.
Eu continuei.
"Quando a VittaSul ainda era uma sala alugada com oito funcionários, fui eu que escrevi a primeira política interna de integridade."
Gabriel permaneceu em silêncio.
"Fui eu que revisei os contratos dos primeiros investidores."
Vanessa não piscava.
"Fui eu que criei a cláusula de proteção acionária que Eduardo chamou de paranoia."
"Helena, chega."
"Fui eu que estabeleci os controles antifraude."
A ironia quase me fez rir de novo.
"E fui eu que ensinei meu marido a nunca confiar em uma empresa que não pudesse provar para onde o dinheiro estava indo."
Eduardo bateu em alguma coisa dentro do carro.
O ruído atravessou o viva-voz.
"Você não tem direito de mexer nas contas."
"Não mexi no que era seu."
"Você congelou dinheiro meu."
"Não."
Minha voz saiu mais firme.
"Eu bloqueei dinheiro sob disputa."
"Isso é ilegal."
"Você sabe que não é."
Vanessa olhou para ele.
"Eduardo, que dinheiro é esse?"
"Não entra nisso."
"Eu já estou nisso."
"Vanessa."
"Você disse que estava resolvido."
Ele não respondeu.
Vanessa perdeu mais um pouco da cor.
"Você disse que as contas estavam limpas."
Eduardo falou mais baixo.
"Não fala assim."
"Por que não?"
"Porque você está no viva-voz."
Gabriel sorriu de leve.
Vanessa percebeu.
"Você acha graça?"
"Um pouco."
Ela desligou o viva-voz por um segundo.
"Eduardo, eu vou te ligar de volta."
"Não desliga."
"Preciso entender o que está acontecendo."
"Vanessa."
Ela encerrou.
O silêncio voltou ao estacionamento.
Dessa vez, não havia triunfo nenhum no rosto dela.
"Que dinheiro?"
Olhei para Gabriel.
Ele não precisava dizer nada.
"Pergunta ao Eduardo."
"Estou perguntando a você."
"Então pergunta direito."
Vanessa deu um passo na minha direção.
"Você roubou as contas dele?"
"Não."
"Você transferiu dinheiro?"
"Dinheiro recuperável."
"Recuperável de onde?"
"De empresas que não deveriam existir."
O rosto dela ficou rígido.
Foi pequeno.
Quase imperceptível.
Mas eu vi.
"Que empresas?"
"Interessante."
"O quê?"
"Você ficou nervosa antes de eu dizer qualquer nome."
"Estou nervosa porque você está falando besteira."
"Então não tem com o que se preocupar."
Vanessa apertou a bolsa contra o corpo.
"Quanto?"
Não respondi.
"Quanto dinheiro?"
"R$ 46,8 milhões."
Ela ficou imóvel.
Nem respirou.
"Você está mentindo."
"Gostaria."
"Eduardo não faria isso."
Olhei para ela.
"Você realmente acredita nisso?"
PUBLICIDADE
"Eu conheço ele."
"Não."
Fiz uma pausa.
"Você conhece a versão dele que precisava de você."
Vanessa estreitou os olhos.
"Não fala como se soubesse da nossa relação."
"Eu não preciso saber."
"Você não sabe nada."
"Sei que ele está a caminho de Paris sem ter contado a você que as contas já estavam sob risco."
"Ele contou."
"Então por que você está surpresa?"
Ela não respondeu.
A pergunta ficou entre nós.
Eu tinha acertado.
Vanessa sabia que havia dinheiro sendo movimentado.
Mas não sabia tudo.
Eduardo tinha mentido para mim.
E, aparentemente, também mentia para ela.
Gabriel deu um passo para fora da sombra.
Vanessa voltou a olhar para ele.
"Você."
"Eu."
"Como ela sabia de tudo isso?"
"Trabalho."
"Que tipo de trabalho?"
Gabriel abriu o casaco apenas o suficiente para mostrar um pequeno porta-documentos preso por dentro.
Retirou uma carteira.
Jogou na direção dela.
Vanessa segurou.
Abriu.
O rosto mudou.
"Investigador particular?"
"Licenciado."
Ela levantou os olhos.
Gabriel continuou.
"Antes disso, investigador de crimes financeiros."
Vanessa fechou a carteira.
"Polícia?"
"Ex-polícia."
"Você está me dizendo que ficou vestido assim para me seguir?"
"Não exatamente."
"Então por quê?"
"Porque gente arrogante olha para alguém com roupa velha e para de prestar atenção."
Vanessa devolveu a carteira com força.
"Você não pode fazer nada comigo."
"Eu não disse que podia."
"Então para de me ameaçar."
"Não estou ameaçando."
Gabriel colocou a carteira de volta.
"Só estou explicando por que você deveria pensar antes de falar."
Vanessa olhou para mim.
"Você armou isso."
"Não."
"Claro que armou."
"Eu não mandei você vir até aqui."
"Você sabia que eu viria."
"Não."
"Mentira."
"Vanessa."
Minha voz saiu mais cansada.
"Você me encontrou no chão, em trabalho de parto."
Ela não disse nada.
"Você impediu alguém de me ajudar."
Gabriel tocou discretamente a boca ferida.
"Você chutou um homem."
O rosto dela endureceu.
"Ele avançou em mim."
"Ele estava tentando chamar ajuda."
"Você está distorcendo tudo."
"Eu não preciso distorcer."
Vanessa respirou fundo.
"Você não vai conseguir provar nada."
Gabriel inclinou a cabeça.
"Tem certeza?"
Ela se virou.
"Do que você está falando?"
Ele não respondeu de imediato.
Vanessa começou a parecer realmente incomodada.
"Você está tentando me assustar."
Gabriel abriu devagar o casaco velho.
Por baixo da camisa escura, preso à altura do peito, havia um pequeno dispositivo preto.
Uma luz verde piscava.
Uma vez.
Depois outra.
Vanessa olhou para ele.
O sangue desapareceu do rosto dela.
Gabriel apontou para o aparelho.
"Você está sendo gravada desde que entrou aqui."
PARTE 3
Três Meses Antes
Três meses antes de eu estar ajoelhada no chão de um estacionamento, com Vanessa Albuquerque sorrindo diante de mim e Gabriel Nogueira escondendo uma câmera sob um casaco velho, eu ainda acreditava que meu casamento tinha problemas comuns.
Distância.
Cansaço.
Uma gravidez que mudava tudo.
Eduardo chegava mais tarde.
Dormia com o celular virado para baixo.
Atendia ligações na varanda.
Eu percebia.
Mas perceber alguma coisa e aceitar o que ela significa são coisas completamente diferentes.
Naquela época, eu estava com seis meses de gravidez e passava boa parte dos dias em casa.
Meu escritório ficava no segundo andar da casa no Morumbi.
Eduardo gostava de chamá-lo de "o cantinho dos contratos".
Eu odiava aquela expressão.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127