"A Mulher Grávida Que Ele Jogou Na Rua… Mas O Bilionário Protegeu" Parte 2
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A chuva continuava caindo sobre São Paulo quando Isabela percebeu que suas pernas já não tinham mais forças.
Tudo aquilo parecia um sonho ruim.
Horas antes, ela ainda era esposa de Rodrigo Montenegro Vasconcelos.
Agora, estava parada em frente ao Fórum João Mendes usando o casaco de um desconhecido, cercada por homens de segurança e tentando entender por que um dos homens mais poderosos do Brasil havia parado tudo para protegê-la.
Gabriel Montenegro Almeida observava cada detalhe do rosto dela.
Ele percebeu o medo.
Percebeu o cansaço.
Percebeu uma dor que ela tentava esconder atrás de uma postura firme.
"Você consegue andar?"
Isabela tentou responder, mas sua voz saiu fraca.
"Eu estou bem."
Gabriel franziu a testa.
Não acreditou nem por um segundo.
"Uma mulher grávida de oito meses sendo deixada sozinha em uma tempestade não está bem."
Ela abaixou o olhar.
Aquelas palavras simples quase fizeram suas lágrimas voltarem.
Porque durante meses ninguém havia perguntado se ela estava bem.
Nem Rodrigo.
Nem a família dele.
Nem as pessoas que antes diziam amá-la.
Gabriel tirou o celular do bolso.
"Preparem o carro. Vamos para o hospital."
Isabela imediatamente levantou a cabeça.
"Não, eu não posso."
Ele ficou surpreso.
"Não pode?"
Ela segurou a própria bolsa.
"Eu não quero dever nada a ninguém."
Por alguns segundos, Gabriel ficou em silêncio.
Ele estava acostumado com pessoas tentando se aproximar dele por interesse.
Pessoas que queriam seu dinheiro.
Sua influência.
Seu sobrenome.
Mas aquela mulher diante dele estava recusando ajuda justamente quando mais precisava.
"Você acha que eu estou fazendo isso porque espero alguma coisa em troca?"
Isabela não respondeu.
Gabriel se aproximou um pouco.
"Eu estou fazendo porque você está prestes a ter um filho e alguém precisa se importar."
Aquelas palavras atingiram Isabela de uma forma diferente.
Ela olhou para ele.
E pela primeira vez desde que saiu do tribunal, permitiu que alguém cuidasse dela.
O carro preto de Gabriel atravessou as ruas molhadas de São Paulo em direção ao Hospital Albert Einstein.
Durante o caminho, Isabela permaneceu em silêncio.
Ela olhava pela janela observando a cidade passar.
Uma cidade onde ela tinha vivido seus maiores sonhos.
E também sua maior humilhação.
Gabriel observava discretamente pelo retrovisor.
Ele notou que ela apertava a barriga a cada poucos minutos.
"Está sentindo dor?"
Ela rapidamente respondeu:
"Não é nada."
Mas sua expressão dizia o contrário.
Quando chegaram ao hospital, a equipe médica já estava esperando.
Gabriel tinha feito apenas uma ligação.
E em poucos minutos, tudo estava preparado.
Isabela foi levada para avaliação.
Enquanto isso, Gabriel ficou parado no corredor.
O mesmo homem que fazia investidores tremerem em reuniões internacionais agora parecia preocupado esperando notícias de uma mulher que ele mal conhecia.
Pouco depois, a médica saiu da sala.
Era a doutora Camila Rocha, especialista em gestação de alto risco.
Ela olhou primeiro para Isabela.
Depois para Gabriel.
"O senhor é familiar dela?"
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Gabriel hesitou.
A pergunta era simples.
Mas ele não tinha uma resposta.
"Não."
A médica pareceu surpresa.
"Então por que está aqui?"
Gabriel olhou para a porta do quarto.
"Porque ninguém deveria passar pelo que ela passou hoje."
A médica respirou fundo.
"Ela está muito fraca."
O rosto de Gabriel mudou.
"Fraca como?"
"A pressão dela está baixa. Ela está com sinais de estresse extremo, falta de descanso adequado e alimentação insuficiente."
Gabriel fechou as mãos.
A raiva começou a crescer dentro dele.
"Ela está grávida de oito meses."
A médica confirmou.
"E mesmo assim passou por uma situação emocional muito agressiva."
Por alguns segundos, ninguém falou nada.
Gabriel pensou em Rodrigo.
Pensou na forma como aquele homem olhou para Isabela.
Como se ela fosse descartável.
Como se uma mulher que carregava seu filho não tivesse valor algum.
"Ela contou o que aconteceu?"
A médica balançou a cabeça.
"Não precisou contar. O corpo dela contou."
Gabriel ficou em silêncio.
Depois perguntou:
"Ela e o bebê estão seguros?"
A médica respondeu:
"Por enquanto sim. Mas ela precisa de acompanhamento. E precisa de tranquilidade."
Gabriel olhou para o quarto.
Naquele momento, uma decisão começou a nascer dentro dele.
Ele não sabia explicar por quê.
Mas sentia que aquela história estava longe de terminar.
Enquanto Isabela descansava no hospital, Rodrigo Montenegro estava vivendo o pior momento da sua vida.
Ele voltou para a Mansão Montenegro no Jardim Europa completamente irritado.
Jogou o celular sobre a mesa.
"Descubram quem é esse homem."
Valentina, ainda usando o colar de esmeralda, se aproximou.
"Você está preocupado com ele?"
Rodrigo tentou esconder o medo.
"Eu só quero saber quem pensa que pode me enfrentar."
Um funcionário trouxe algumas informações iniciais.
"Senhor Rodrigo, encontramos o nome dele."
Rodrigo pegou o documento.
Seus olhos começaram a percorrer as informações.
Gabriel Montenegro Almeida.
CEO da Cross Meridian.
Bilionário.
Um dos maiores investidores da América Latina.
Proprietário de empresas em tecnologia, energia e finanças.
Com influência em bancos, políticos e grandes grupos internacionais.
O sorriso de Rodrigo desapareceu.
"Isso não faz sentido."
Valentina se aproximou.
"Quem é ele?"
Rodrigo continuou lendo.
E quanto mais lia, mais desconfortável ficava.
Porque aquele homem não era apenas rico.
Ele era alguém que poderia destruir uma empresa inteira apenas com uma decisão.
"Ele não deveria ter se envolvido."
Valentina tocou no braço dele.
"Rodrigo, é só uma mulher."
Ele olhou para ela.
Mas dessa vez não respondeu.
Porque pela primeira vez começou a pensar que talvez Isabela não fosse tão insignificante quanto ele imaginava.
No hospital, Gabriel estava sentado no corredor quando recebeu uma ligação.
Era Eduardo Martins.
Seu advogado e uma das poucas pessoas em quem confiava.
"Gabriel, eu investiguei o caso de Isabela."
Gabriel ficou atento.
"E?"
Houve uma pausa do outro lado.
"Existe algo errado nesse divórcio."
Gabriel levantou lentamente.
"Explique."
Eduardo continuou:
"O acordo pré-nupcial apresentado por Rodrigo tem informações inconsistentes. Algumas assinaturas precisam ser verificadas."
Gabriel ficou sério.
"Você está dizendo que o documento pode ser falso?"
"Ainda não posso afirmar. Mas existe uma possibilidade."
Gabriel olhou para a porta do quarto onde Isabela estava.
Uma mulher grávida.
Sem família.
Sem dinheiro.
Expulsa da própria casa.
E talvez vítima de uma armação.
"Continue investigando."
Eduardo ficou em silêncio por alguns segundos.
Então disse:
"Gabriel, tem outra coisa."
"O quê?"
"Eu procurei informações sobre Isabela Almeida Vasconcelos."
Gabriel esperou.
A voz do advogado ficou mais baixa.
"E descobri que ela não é uma mulher comum."
Gabriel permaneceu parado no corredor.
Pela primeira vez em muitos anos, algo despertou sua curiosidade.
Porque talvez a mulher que todos abandonaram fosse exatamente a pessoa que todos deveriam temer.
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