"Ela Mostrou Sua Verdadeira Face 2: A Vingança de Vitória" PARTE 6
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Depois da fotografia que abalou a relação entre Henrique Augusto Vasconcelos e Clara Maria Mendes, Vitória Albuquerque Ferraz percebeu que havia conseguido algo que parecia impossível.
Pela primeira vez, Clara havia duvidado.
Não porque deixava de amar Henrique.
Mas porque, no fundo, ela ainda carregava o medo de perder alguém que parecia pertencer a um mundo muito distante do dela.
Vitória sabia que aquele era o momento perfeito.
Ela não poderia esperar mais.
A dúvida precisava se transformar em uma ferida maior.
E para isso, ela precisava usar a arma mais poderosa que existia.
Uma criança.
Durante dias, Vitória planejou cada detalhe.
Ela sabia que uma simples notícia poderia ser esquecida.
Uma fotografia poderia ser explicada.
Mas uma gravidez mudava tudo.
Uma gravidez criava responsabilidade.
Criava culpa.
Criava uma ligação que parecia impossível de quebrar.
No apartamento de luxo na Vila Nova Conceição, Vitória estava sentada diante de uma mesa cheia de documentos.
Na frente dela havia um envelope branco.
Dentro dele estava o resultado de um exame falso.
Ela segurou o papel por alguns segundos.
Não havia arrependimento em seus olhos.
Apenas determinação.
Gustavo Ribeiro estava sentado do outro lado da mesa.
Ele olhou para o documento.
"Você tem certeza de que quer fazer isso?"
Vitória levantou o olhar.
"Eu já perdi tudo uma vez."
Ela colocou o papel sobre a mesa.
"Não vou perder novamente."
Gustavo ficou em silêncio.
"Mas se essa mentira for descoberta, as consequências serão grandes."
Vitória sorriu levemente.
"Então ela não pode ser descoberta."
Ela pegou o documento.
"Porque desta vez eu não vou deixar espaço para dúvidas."
Naquela manhã, a Mansão Vasconcelos estava tranquila.
Henrique estava no escritório analisando alguns documentos.
Clara estava no jardim com Sofia.
A menina corria pelo gramado enquanto Clara sorria observando.
Por alguns minutos, tudo parecia perfeito.
Mas aquela paz estava prestes a acabar.
O som de um carro chegando chamou a atenção dos funcionários.
Clara olhou em direção ao portão.
Seu coração acelerou quando viu quem era.
Vitória.
Ela desceu do carro usando óculos escuros.
Mas diferente das outras vezes, não carregava arrogância.
Parecia abatida.
Parecia destruída.
Clara percebeu imediatamente.
Havia algo errado.
Vitória entrou na mansão sem esperar convite.
O segurança tentou impedir.
Mas ela falou:
"Eu preciso falar com Henrique."
Poucos minutos depois, Henrique apareceu no hall.
Ao ver Vitória, seu rosto ficou sério.
"Vitória, o que você está fazendo aqui?"
Ela não respondeu imediatamente.
Seus olhos começaram a encher de lágrimas.
Henrique percebeu.
Mas não sentiu a mesma preocupação de antes.
Agora ele sabia que precisava ter cuidado.
"Eu vim porque você precisa saber de uma coisa."
Ele cruzou os braços.
"Que coisa?"
Vitória respirou fundo.
Aquele era o momento que ela havia esperado.
Ela colocou a mão sobre a barriga.
E disse em voz baixa:
"Henrique... eu estou grávida."
O mundo pareceu parar.
O silêncio tomou conta da sala.
Henrique ficou completamente imóvel.
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Por alguns segundos, ele não conseguiu responder.
Aquela frase era inesperada.
Era impossível.
Era exatamente a reação que Vitória queria provocar.
"Como assim?"
A voz dele saiu baixa.
Vitória começou a chorar.
"Eu descobri há algumas semanas."
Ela tirou um envelope da bolsa.
"Eu não sabia como contar."
Henrique pegou o documento.
Abriu.
Seus olhos passaram rapidamente pelas informações.
Era um exame médico.
Um relatório.
Uma confirmação.
Pelo menos parecia.
Ele ficou em silêncio.
Naquele momento, Clara estava descendo a escada.
Ela tinha ouvido vozes no hall.
Mas não imaginava o que encontraria.
Quando chegou ao último degrau, ouviu novamente.
"Henrique... eu estou grávida."
O corpo dela parou.
Ela segurou o corrimão.
Por alguns segundos, parecia que não conseguia respirar.
Ela olhou para Vitória.
Depois para Henrique.
E tudo começou a fazer sentido em sua mente.
A fotografia.
As notícias.
As dúvidas.
Agora aquilo.
Um filho.
Um vínculo para sempre.
Clara sentiu uma dor profunda.
Porque naquele instante ela acreditou que talvez nunca pudesse vencer.
Ela nunca teria a mesma história que Vitória.
Nunca teria o mesmo sobrenome.
Nunca teria o mesmo passado.
E agora Vitória tinha algo que parecia impossível de superar.
Um bebê.
Henrique percebeu Clara na escada.
O rosto dele mudou.
"Clara..."
Ela tentou sorrir.
Mas não conseguiu.
Vitória olhou para trás.
Quando viu Clara ali, percebeu que o golpe tinha sido ainda mais forte do que imaginava.
Clara desceu lentamente.
"Desculpem."
Sua voz estava fraca.
"Eu não sabia que vocês estavam conversando."
Henrique se aproximou.
"Clara, espera."
Mas ela levantou a mão.
Não queria ouvir naquele momento.
Não porque não amava Henrique.
Mas porque estava tentando proteger o próprio coração.
Vitória observava tudo em silêncio.
Ela queria que Clara se sentisse exatamente assim.
Pequena.
Insegura.
Sem lugar.
Henrique olhou novamente para Vitória.
"Você tem certeza disso?"
A pergunta fez Vitória congelar por um segundo.
Mas ela rapidamente recuperou a expressão triste.
"Você acha que eu inventaria uma coisa dessas?"
Henrique não respondeu.
Ele sabia que Vitória já havia mentido antes.
Mas aquele assunto era diferente.
Era uma vida.
Era uma criança.
Ele não poderia simplesmente ignorar.
Naquela noite, a notícia ainda não tinha chegado à imprensa.
Mas dentro da mansão, tudo havia mudado.
Clara ficou no quarto em silêncio.
Ela olhava pela janela para o jardim onde tantas vezes havia visto Sofia brincar.
Uma lágrima caiu.
Ela lembrava de tudo que viveu com Henrique.
Da noite em que ele estava sozinho.
Do momento em que ele confiou nela.
Do dia em que ele disse que ela era sua escolha.
Mas agora uma pergunta machucava sua alma.
Será que ela realmente era?
Henrique bateu na porta.
"Clara?"
Ela limpou o rosto rapidamente.
"Pode entrar."
Ele entrou.
Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.
Até que Henrique se aproximou.
"Eu sei que isso parece impossível."
Clara ficou olhando para o chão.
"É verdade?"
A pergunta saiu quase como um sussurro.
Henrique ficou em silêncio.
Porque ele ainda não tinha uma resposta.
E aquele silêncio machucou Clara mais do que qualquer palavra.
"Eu não sei."
Ela fechou os olhos.
Aquelas duas palavras eram tudo que ela precisava ouvir.
Porque pela primeira vez, Henrique não conseguiu garantir que tudo ficaria bem.
Nos dias seguintes, Vitória começou a aparecer novamente nos círculos sociais.
As pessoas que antes a ignoravam voltaram a procurá-la.
A notícia ainda não era pública.
Mas os rumores já começavam.
A antiga noiva de Henrique Vasconcelos estaria esperando um filho dele.
E para Vitória, aquilo era apenas o começo da sua volta.
Enquanto isso, Clara começou a se afastar lentamente.
Ela não queria lutar contra uma criança.
Não queria parecer uma mulher tentando tirar algo de uma mãe.
Mesmo que tudo fosse uma mentira.
Ela apenas sentia que estava perdendo.
Naquela noite, Vitória recebeu uma mensagem de Gustavo.
"Está funcionando."
Ela olhou para a tela.
Depois abriu uma foto de Henrique e Clara.
Seu sorriso desapareceu.
Porque naquele momento ela percebeu uma coisa.
Ela não queria apenas recuperar Henrique.
Ela queria que Clara sentisse a mesma dor que ela sentiu quando perdeu tudo.
Vitória segurou o falso exame de gravidez nas mãos.
E disse em voz baixa:
"Agora todos vão acreditar em mim."
Mas ela ainda não sabia que havia cometido um erro.
Porque uma mentira criada para destruir uma família poderia acabar revelando uma verdade muito maior do que ela imaginava.
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