"Meu Alfa, Meu Prisioneiro" Capítulo 8
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Capítulo 8:
O som do monitor cardíaco ecoava de forma rítmica e constante pelas paredes de metal polido do laboratório secreto nas montanhas.
Dante abriu os olhos lentamente, sentindo uma claridade suave banhar o ambiente estéril onde ele repousava após a cirurgia de emergência.
Sua respiração, antes curta e sufocante, agora preenchia seus pulmões com uma leveza que ele não experimentava desde o dia em que expulsara Helena.
Ele virou o rosto com dificuldade para o lado, encontrando a figura dela sentada em uma cadeira de metal, com os braços cruzados e o semblante exausto.
"Você finalmente acordou, seu teimoso irrecuperável", disse Helena com a voz branda, embora tentasse manter uma pose de severidade que não colava mais.
Dante tentou se mover para fitá-la melhor, mas uma pontada de dor aguda em suas costas o obrigou a conter um gemido abafado.
"Helena...", murmurou o Supremo Alfa com a voz profundamente rouca, tateando desajeitadamente o lençol à procura da mão dela.
Helena suspirou profundamente, cedendo ao impulso inevitável de estender os dedos e permitir que ele apertasse sua mão com uma força desesperada.
"Fique quieto, Dante, os pontos ainda estão cicatrizando e qualquer movimento brusco vai abrir o corte novamente", advertiu ela com um tom de preocupação genuína.
O temido e implacável líder da Alcateia Sombra da Noite, que antes aterrorizava continentes inteiros, agora parecia um garoto assustado e culpado.
Dante encostou a bochecha na palma da mão dela, fechando os olhos enquanto deixava escapar uma confissão dolorosa que guardava no fundo da alma.
"Eu tive tanto medo de te perder para sempre, Helena... mais do que tive medo de morrer naqueles meses de inferno", confessou o Alfa com a voz embargada.
"Você dizia que eu era fraco por temer o destino, mas a verdade é que eu era apenas um covarde apavorado com a grandiosidade do que sentia", continuou ele, abrindo o coração sem defesas.
Helena sentiu a armadura de gelo que construíra ao redor do peito derreter por completo diante daquela rendição total e incondicional do homem que a ferira.
Ela afagou com carinho os cabelos escuros dele, permitindo que a suavidade daquele toque curasse as fendas invisíveis que ainda restavam em suas almas.
"Eu sei, Dante... eu sei o quanto o peso daquela coroa esmagava a sua sanidade", respondeu Helena com um sussurro aveludado e pacificador.
Naquele instante de vulnerabilidade mútua, a distância fria entre o carrasco e a vítima transformou-se em uma ponte de cura e aceitação profunda.
O orgulho feroz de Dante havia sido reduzido a cinzas, deixando apenas um homem profundamente arrependido e disposto a entregar o seu destino nas mãos dela.
No entanto, a trégua pacífica e acolhedora daquele refúgio durou muito menos tempo do que eles gostariam naquelas circunstâncias de paz frágil.
Um bipe estridente e contínuo começou a ecoar subitamente pelos terminais de computadores espalhados pelos cantos da sala de controle subterrânea.
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A tela principal do painel holográfico acendeu-se em vermelho vivo, exibindo os alertas máximos de invasão e emergência disparados pelas defesas externas.
Nesse exato momento, a porta do laboratório abriu-se de supetão com um estrondo, revelando a figura esbelta e ofegante de Zoe, a principal hacker de Helena.
"Chefe, nós temos um problema gravíssimo na rede de satélites da capital das alcateias!", exclamou Zoe, ajustando os óculos com expressão aterrorizada.
"O que aconteceu, Zoe? Fale logo sem rodeios", ordenou Helena, levantando-se imediatamente da cadeira com o cenho franzido de apreensão.
"O Elder Marcus aproveitou a ausência prolongada de Dante para articular uma traição em larga escala dentro do conselho supremo", relatou Zoe rapidamente.
A jovem hacker digitou alguns comandos velozes no teclado portátil, projetando imagens de câmeras de segurança que mostravam tropas rebeldes invadindo o palácio.
"Eles tomaram o controle das torres de comando, declararam o deposto do Supremo Alfa e prenderam todos os nossos guerreiros leais nas masmorras", acrescentou ela, tensa.
Dante ouviu a notícia e sentiu o sangue ferver em suas veias, esquecendo-se instantaneamente da dor lancinante em suas costas recém-costuradas.
O Alfa tentou arrancar os cobertores de cima de si, apoiando os braços trêmulos na lateral da maca com a intenção clara de pular no chão.
"Meus guerreiros estão lá sofrendo nas mãos daquele rato traidor, eu preciso voltar agora mesmo para estripar o Marcus com as minhas próprias mãos", rosnou Dante, furioso.
"Deixe-me levantar, Helena, a minha alcateia está em perigo mortal e o trono exige a minha presença imediata no campo de batalha", insistiu o Alfa, rangendo os dentes.
Helena deu dois passos firmes na direção da maca, colocou as palmas abertas contra os ombros largos dele e o empurrou de volta com autoridade absoluta.
Dante piscou surpreso diante daquela demonstração repentina de força, encontrando os olhos âmbar da companheira brilhando com uma frieza letal e soberana.
Helena inclinou-se ligeiramente sobre ele, esboçando um sorriso cortante e destemido que fez a respiração do Supremo Alfa travar em sua garganta em brasa.
"Deite-se e fique quietinho aí na cama, Dante Vance, porque a sua era de mandar sozinho acabou oficialmente", ordenou ela com um tom de voz gélido e imperativo.
"Nesta guerra contra o Marcus, quem vai liderar o exército de volta para casa sou eu", concluiu Helena, ajeitando a jaqueta de couro com um sorriso mortal.
"Fique deitado e recupere essas costas estragadas, meu querido Alfa, porque agora a rainha vai te levar de volta para casa no comando de tudo", arrematou ela com frieza.
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