"Pecado Absoluto: Herdeiros do Sangue" Capítulo 5
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Capítulo 5:
O pen drive criptografado, obtido após a vitória esmagadora no cassino subterrâneo de Brasília, foi guardado com segurança enquanto o casal deixava a capital federal para trás.
A rota impiedosa traçada por Victoria e Enzo os conduziu de volta a São Paulo, desta vez para os arredores esquecidos e sombrios de uma zona industrial decadente.
O veículo blindado parou diante dos portões enferrujados das ruínas de um antigo manicômio abandon, um complexo de concreto cinzento esquecido pelo tempo e pela lei.
O ar naquele lugar fedia a mofo, urina seca e o desespero silencioso de almas que haviam sido silenciadas para sempre pelas mãos da própria família Medeiros.
"Seu querido tio Ricardo escolheu exatamente este recinto fétido para tentar encerrar a linhagem da nossa família", comentou Enzo com um sorriso mortal, verificando o pente da arma.
"Ele acha que trancar-me aqui vai repetir a história trágica da minha mãe, mas mal sabe que os monstros do passado agora vieram cobrar a fatura", retrucou Victoria com os olhos brilhando de ódio.
Enzo abriu a porta pesada do carro, estendendo a mão firme para ajudá-la a descer sobre o chão coberto por folhas secas e entulho. "Fique por perto e deixe que eu abra o caminho com dinamite caso as portas estejam trancadas", ordenou ele, mantendo a guarda alta.
Eles caminharam silenciosamente pelos corredores escuros e ecoantes, onde o som de seus passos parecia despertar ecos fantasmas de tratamentos desumanos e cruéis.
No final do corredor principal, uma pesada porta de ferro maciço bloqueava o acesso ao quarto de isolamento onde a mãe de Victoria havia sido aprisionada.
"Achei que demoraria mais tempo para a minha sobrinha rebelde vir engatinhar de volta ao berço da nossa loucura familiar", disse uma voz sínica e gélida vinda das sombras.
Ricardo Medeiros emergiu da penumbra com um sorriso cruel no rosto enrugado, segurando nas mãos uma chave enferrujada que tilintava de forma macabra.
"Você é apenas um verme patético, tio Ricardo, que sobreviveu sugando o sangue daquคนที่ você traiu", cuspiu Victoria, encarando-o sem um pingo de medo.
Com um movimento rápido e traiçoeiro, Ricardo empurrou Victoria para dentro do quarto escuro e bateu a porta de ferro com força, girando a chave na fechadura.
"Aproveite a mesma vista que a sua mãe teve antes de perder a sanidade por completo, minha cara", zombou Ricardo do outro lado da divisória.
"Você vai pagar caro por cada segundo que me mantiver trancada aqui dentro, seu desgraçado", gritou Victoria, socando a chapa grossa de metal com fúria cega.
Do lado de fora do quarto, Enzo observava a cena com um olhar tão frio quanto o gelo, ajustando os detonadores remotos dos explosivos em suas mãos.
"Ricardo, parece que você cometeu o pior erro da sua vida ao tocar no que pertence a mim", murmurou Enzo com uma calma aterrorizante.
"Quem ousa falar assim comigo dentro da minha propriedade privada?", perguntou Ricardo, virando-se bruscamente com uma arma em punho.
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"O homem que vai explodir cada centímetro desta merda de lugar com você e seus segredos lá dentro", retrucou Enzo, pressionando o botão do acionador à distância.
Uma detonação ensurdecedora estilhaçou o silêncio da noite, fazendo as paredes de concreto do manicômio ruírem em uma cascata de poeira, pedras e fogo.
O impacto da explosão arrebentou a porta de ferro do quarto de isolamento, derrubando-a no chão em meio a uma nuvem densa de fumaça escura.
"Você enlouqueceu de vez, seu maldito", gritou Ricardo, tossindo violentamente enquanto tentava se proteger dos escombros que desabavam ao seu redor.
Enzo cruzou as ruínas fumegantes em passos largos, ignorando o caos ao redor para segurar o pescoço do tio de Victoria com uma força brutal.
"A única loucura aqui é achar que alguém sairia vivo depois de tentar aprisionar a minha rainha", rosnou Enzo, prensando Ricardo contra a parede estilhaçada.
Victoria saiu do quarto escuro respirando fundo, com os olhos fixos na figura patética do tio que tremia de pavor diante de sua execução iminente.
"Termine o serviço, Enzo, e mostre a ele que a maldição dos Medeiros foi finalmente quebrada com sangue", ordenou ela com absoluta frieza.
O som seco de um disparo abafado encerrou a vida de Ricardo, cujo corpo despencou inerte sobre o chão coberto de entulho e poeira.
No meio dos escombros da parede destruída pela dinamite, o brilho metálico de uma caixinha antiga chamou a atenção de Victoria.
Ela abaixou-se entre a fumaça e recolheu um estojo de veludo esfarrapado que continha as joias perdidas da sua mãe, intocadas pelo tempo.
"O passado finalmente foi vingado, Enzo, e agora só resta o nosso império para construir sobre estas cinzas", sussurrou ela, erguendo o colar valioso.
Na ruína fumegante, misturando o cheiro forte de cinzas, pólvora e ferro oxidado, os dois se uniram em um ato feroz como sacrifício de sangue ao passado.
Cada toque era uma reafirmação de poder absoluto, selando a destruição de seus inimigos enquanto o fogo consumia o resto do manicômio maldito.
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