"Domando o Rival: O Alfa Imperfeito" Capítulo 11
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Capítulo 11: Sangue e Pólvora
O helicóptero de combate roubado cortava os céus da Baixada Fluminense em velocidade máxima, rasgando as nuvens escuras da madrugada.
No interior da cabine de comando, Alexis mantinha a mão ferida firme no manche, ignorando a dor da carne cortada pelo vidro esmagado.
A conexão empática em sua nuca pulsava em frenesi, enviando rajadas de dor lancinante que vinham diretamente do corpo de Leonardo.
O Alpha dominante estava sendo brutalmente torturado na refinaria abandonada de Duque de Caxias, a poucos quilômetros de distância.
No galpão principal da refinaria, o som de correntes pesadas batendo contra a estrutura metálica ressoava entre os tanques de combustível.
Leonardo estava suspenso pelos pulsos, com o colete rasgado e o peito coberto por queimaduras e cortes profundos desferidos por Marcus.
A Doutora Helena assistia a tudo acorrentada a um pilar distante, com os lábios sangrando e os olhos mareados de pavor.
"Onde está o código do antídoto parcial, Castro?" rosnou Dmitry Voronov, desferindo um soco pesado no rosto já machucado de Leonardo.
Leonardo cuspiu uma golfada de sangue negro no sapato de luxo de Dmitry, mantendo um sorriso frio e debochado nos lábios cortados.
"Você pode me esquartejar, Dmitry," sussurrou Leonardo, com a voz rouca e gutural, "mas nunca vai encostar a mão no Alexis."
"Sua arrogância é patética," disse Dmitry, sacando um revólver banhado a ouro e engatilhando o cão contra a testa de Leonardo.
"Atire logo, seu velho miserável," desafiou Leonardo, fechando os olhos enquanto esperava pelo disparo final.
Antes que o dedo de Dmitry terminasse de puxar o gatilho, a grande cúpula de vidro temperado no teto da refinaria explode em milhares de cacos.
Uma tempestade de estilhaços e fumaça preta despencou sobre o galpão, acompanhada pelo som ensurdecedor de uma rajada de fuzil de alto calibre.
Alexis surgiu caindo de uma corda tática vestido inteiramente de preto, disparando duas submetralhadoras simultaneamente no ar antes mesmo de tocar o chão.
A chuva de projétil atinge quatro mercenários de Marcus antes que eles pudessem levantar suas armas, espalhando sangue pelas estruturas de aço.
"Invasor!" gritou Marcus, tentando erguer seu fuzil de assalto enquanto recuava para trás dos tanques.
Com a agilidade sobre-humana de um comandante militar treinado para o massacre, Alexis rolou pelo chão de concreto e executou dois guardas a queima-roupa.
Os projétil perfuraram os coletes dos mercenários em uma sequência cirúrgica, demonstrando uma precisão letal e hipnotizante.
Ao ver a figura de Alexis surgindo da fumaça com os olhos azuis queimando em fúria pura, o peito ferido de Leonardo estremeceu em choque e alívio.
"Alexis... seu maluco..." arfou Leonardo, tentando erguer a cabeça ensanguentada no meio das correntes.
"Abaixe a cabeça, Castro!" ordenou Alexis, trocando os carregadores das submetralhadoras com um movimento duplo inacreditavelmente rápido.
Marcus avançou pela lateral com uma faca tática, tentando aproveitar a distração de Alexis para rasgar o pescoço do Omega.
Alexis nem sequer se virou; ele apenas inclinou o corpo para o lado, esquivando-se da lâmina e cravando o cano de sua arma no queixo do mercenário.
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Um único disparo ecoou pelo galpão, lançando o corpo sem vida de Marcus contra os tubos de ferro da refinaria.
Dmitry Voronov entrou em pânico ao ver toda a sua escolta eliminada em menos de dois minutos pela fúria de seu próprio sobrinho.
O velho coiote agarrou o frasco contendo a fórmula do antídoto recuperada e tentou correr em direção à saída de emergência do galpão.
Alexis ergueu a pistola pesada com a mão esquerda ensanguentada, disparando uma vez com uma precisão devastadora.
O projétil atravessou o joelho direito de Dmitry, fazendo o velho desabar no chão de concreto gritando em agonia pura.
Em passos lentos e pesados, com a sola de suas botas táticas estalando sobre os cacos de vidro, Alexis caminhou até o tio caído.
A aura que exalava de Alexis não era a de um Omega submisso ou fragilizado, mas a do guerreiro definitivo que governara os campos de batalha.
"Por favor, Alexis..." implorou Dmitry, rastejando para trás enquanto sangrava sem parar. "Nós somos do mesmo sangue... eu posso te dar o antídoto para reverter essa mutação!"
"Você vendeu meu sangue para ser torturado em uma mesa de laboratório, Dmitry," disse Alexis, com a voz baixando para um tom congelante.
Sem demonstrar a menor hesitação ou piedade, Alexis apontou o cano da arma para o peito de Dmitry e puxou o gatilho duas vezes.
O eco dos disparos finais cessou, deixando a refinaria mergulhada em um silêncio absoluto, quebrado apenas pelas dores de Leonardo.
Alexis pegou o frasco do antídoto das mãos do cadáver de Dmitry e caminhou até a Doutora Helena, cortando suas amarras com um movimento rápido.
"Vá para o helicóptero e ligue os sistemas médicos agora," ordenou Alexis à médica, que assentiu e correu em direção à saída.
Em seguida, Alexis subiu na estrutura metálica e usou uma lâmina de titânio para cortar as correntes que prendiam os pulsos de Leonardo.
O corpo pesado do chefe da máfia caiu para a frente, mas Alexis o amparou nos braços, sustentando o impacto com o próprio peito.
A conexão de feromônios em sua nuca explodiu em uma onda avassaladora de alívio e cura, acalmando os batimentos cardíacos dos dois.
Leonardo segurou a cintura de Alexis com as mãos trêmulas e ensanguentadas, encarando o rosto do homem que viera resgatá-lo do inferno.
"Você deveria estar desacordado na minha cama," murmurou Leonardo, com um sorriso fraco e orgulhoso surgindo em seus lábios cortados.
"Seu sedativo era uma piada, Castro," respondeu Alexis, tocando o rosto ferido de Leonardo com a mão ainda coberta de sangue seco.
Helena correu de volta com duas seringas contendo o antídoto neutralizador derivado da fórmula recuperada do laboratório.
"Isso vai estancar a degeneração celular da mutação e neutralizar a dependência extrema," explicou a médica, entregando as doses a Alexis. "Se aplicarmos a dose completa no pescoço, ela pode até mesmo dissolver a marca biológica e restaurar o seu status original."
Alexis olhou para o frasco contendo a substância capaz de apagar para sempre a assinatura de Leonardo de sua nuca.
Ele encarou os olhos âmbar de Leonardo, vendo a resignação e o respeito silencioso do Alpha, pronto para aceitar qualquer escolha do rival.
Sem desviar os olhos dos de Leonardo, Alexis pegou a seringa e injetou apenas a metade necessária para salvar sua vida e estabilizar suas células.
Ele descartou a outra metade da dose no chão, recusando-se voluntariamente a apagar a marcação e o vínculo criado entre eles.
"Você não vai desfazer a marca?" perguntou Leonardo, surpreso com o gesto do homem que costumava odiar seu cheiro.
"Eu não preciso apagar a marca para provar que continuo sendo mais forte que você, Castro," disse Alexis, com um brilho de deboche e paixão nos olhos azuis.
Alexis ajudou Leonardo a se levantar, apoiando o braço do Alpha dominante sobre seus próprios ombros largos com firmeza inabalável.
Juntos, os dois reis do submundo caminharam lado a lado através da fumaça e dos corpos eliminados no chão da refinaria.
A ilusão de que o Omega precisava ser protegido fora destruída para sempre sob os escombros daquele confronto sangrento.
Alexis parou por um segundo sobre o corpo de Dmitry, tirando a arma do cinto e soprando a fumaça que ainda saía do cano de aço.
Ele olhou de lado para Leonardo acorrentado ao seu lado, abrindo um sorriso selvagem e bonito na penumbra da madrugada.
"O sedativo era fraco, fofo," disse Alexis, ajustando o peso de Leonardo em seu ombro. "Agora vamos pra casa."
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