"Domando o Rival: O Alfa Imperfeito" Capítulo 9
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Capítulo 9: Febre de Obsessão
O ardor da explosão do bunker ainda queimava nos pulmões dos dois homens quando o ar denso da montanha começou a mudar de forma drástica.
O gás tóxico libertado pela autodestruição do laboratório agiu como um catalisador definitivo, destruindo qualquer resquício de inibidor que ainda restava no sangue de Alexis.
Ao entrarem na pequena cabana de caça isolada na Serra dos Órgãos, o corpo do ex-comandante desmoronou sobre o assoalho de madeira velha.
Um "Cio Verdadeiro" — avassalador, biolustroso e sem qualquer barreira farmacológica — tomou conta do sistema nervoso de Alexis de forma brutal.
A pele branca do ex-Alpha acendeu em uma febre incandescente, enquanto suas pupilas azuis se dilatavam até engolirem quase toda a íris.
"Castro..." engasgou Alexis, cravando as unhas no chão de madeira enquanto o pescoço arqueava em um espasmo de dor e desejo incontrolável.
Leonardo fechou a porta grossa da cabana e trancou o ferrolho de ferro, sentindo o ar da sala ficar instantaneamente denso e sufocante.
O aroma de rosa gélida e fumaça que exalava de Alexis não era mais um pedido de ajuda; era um comando biológico de acasalamento absoluto.
"Nós não temos inibidores aqui, Alexis," disse Leonardo, com a voz baixando para uma frequência grave que fez as vigas da cabana vibrarem.
"Eu não... quero a porra do inibidor..." arfou Alexis, arrastando-se para trás até encostar as costas na parede de troncos rústicos.
Leonardo caminhou devagar na direção dele, despindo o sobretudo manchado de fuligem e revelando o tórax largo impregnado de feromônios de Alpha.
O cheiro de madeira queimada e pólvora de Leonardo encontrou o perfume do Omega no ar, fundindo-se em uma névoa inebriante e quase visível.
"Se eu te tocar agora, não haverá volta," avisou Leonardo, ajoelhando-se entre as pernas trêmulas do ex-comandante. "Eu vou selar o nó e te marcar até a última célula do seu corpo."
Alexis encarou o rival através do nevoeiro da febre, e por baixo do delírio da dor física, uma clareza assustadora brilhou em seus olhos.
"Então para de falar, Leonardo..." pediu Alexis, usando as últimas forças para puxar o Alpha pela gola da camisa rasgada. "...e toma o que é seu."
A última barreira de orgulho e negação ruiu quando os lábios de Leonardo colidiram com os de Alexis em um beijo feroz e desesperado.
Não havia mais a agressividade de um duelo nem a hesitação de dois inimigos; era a capitulação inevitável de duas almas que se buscavam há anos.
Leonardo rasgou o restante das roupas de Alexis, expondo a pele coberta de suor, fuligem e cicatrizes de batalhas que travaram juntos.
Cada toque de Leonardo sobre a carne escaldante do ex-Alpha fazia Alexis soltar um suspiro agudo, entrelaçando os dedos no cabelo preto do rival.
"Você é lindo assim, sabia?" murmurou Leonardo, descendo a boca pelo peitoral de Alexis até alcançar o abdômen rígido que arfava sem parar.
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"Cala a boca..." sussurrou Alexis, jogando a cabeça para trás enquanto seus quadris se erguiam involuntariamente ao encontro do toque do Alpha.
A entrega que se seguiu na penumbra da cabana abandonou qualquer vestígio de dominação forçada para se tornar uma fusão de almas devastadora.
Quando Leonardo se posicionou sobre ele e cravou novamente os dentes na glândula da nuca, o ato da marcação definitiva foi selado com o nó de Alpha.
O impacto biológico do
knotting
fez o corpo de Alexis esticar em um arco perfeito, e um grito trêmulo ecoou pelo espaço rústico da cabana.
No pico do delírio sensório, as memórias, a dor do passado e a rivalidade de ambos se dissolveram no calor incandescente da unão.
Alexis cravou as unhas nas costas de Leonardo, enchendo os pulmões com o ar impregnado do seu dominador enquanto chorava sem perceber.
"Leonardo... meu Deus, Leonardo..." chamou Alexis, pronunciando o nome do rival em um sussurro quebrado que desmontou a armadura do Alpha.
O som do seu próprio nome vindo da boca daquele guerreiro indomável fez o peito de Leonardo afundar em uma onda indescritível de amor sombrio.
Leonardo segurou o rosto de Alexis com as duas mãos, limpando as lágrimas do ex-comandante com os polegares enquanto mantinha o nó firme e profundo.
"Eu estou aqui," respondeu Leonardo, selando seus lábios com extrema ternura enquanto o ritmo de suas respirações se tornava perfeitamente uníssono.
A marca definitiva estabeleceu no mesmo segundo uma ponte empática e irremovível entre os sistemas nervosos de ambos.
Leonardo sentiu, no fundo do seu próprio peito, a dor aguda da ferida no ombro de Alexis e o alívio avassalador que o abraço de Alpha trazia.
Alexis, por sua vez, percebeu a vulnerabilidade aterrorizante e a devoção absoluta que o chefe da máfia tentara esconder sob a máscara de pedra.
A fusão de feromônios atingiu o ápice, criando um aroma novo e inconfundível que marcou o ambiente com a presença inseparável dos dois reis.
Horas se passaram enquanto a febre do cio lentamente se transformava em uma exaustão serena e profunda sobre as cobertas de lã rústica.
A tempestade na montanha havia passado, e os primeiros raios mornos do sol da manhã começaram a atravessar as frestas da madeira velha.
Alexis estava deitado com a cabeça apoiada no peito nu de Leonardo, sentindo as batidas calmas do coração do homem que costumava odiar.
Sua mão esquerda repousava sobre a cicatriz antiga que ele próprio havia deixado nas costelas de Leonardo, mas sem qualquer sombra de violência.
Leonardo passava os dedos devagar pelos fios de cabelo prateado e macio de Alexis, inalando a fragrância de rosa e madeira que agora pertenciam ao mesmo corpo.
A conexão criada pela marca definitiva pulsava baixinho no pescoço do ex-Alpha, trazendo uma sensação de segurança que ele jamais conhecera.
"A ferida no seu ombro parou de sangrar," comentou Leonardo com a voz rouca pelo cansaço da noite, beijando o topo da cabeça de Alexis.
"Sua biologia de Alpha é absurdamente invasiva," respondeu Alexis, mantendo os olhos fechados enquanto aproveitava o calor do abraço.
"Você ainda pode tentar me matar se quiser quando nos levantarmos," provocou Leonardo, com um sorriso fraco e satisfeito no canto dos lábios.
Alexis abriu os olhos azuis devagar, encarando a mandíbula marcada do rival com um olhar calmo e assustadoramente honesto.
"Eu não posso mais te matar, Castro," admitiu Alexis, aproximando o rosto para roçar a ponta do nariz no pescoço quente de Leonardo. "Sua dor agora é a minha."
Leonardo fechou os braços em volta da cintura de Alexis, puxando o ex-comandante para ainda mais perto do seu corpo na cama improvisada.
Com a luz dourada da manhã cobrindo os dois guerreiros entrelaçados, a nova realidade do submundo parecia finalmente ter sido traçada.
Leonardo inclinou o rosto até a nuca marcada do seu amor e respirou fundo a pele cicatrizada que agora carregava sua assinatura biológica eterna.
"Você nunca mais vai pisar em um campo de batalha sem mim," sussurrou Leonardo no cabelo prateado e suado de Alexis, selando a promessa.
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