"Domando o Rival: O Alfa Imperfeito" Capítulo 6
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Capítulo 6: Marcas de Possessão
O sussurro de Leonardo sobre a marca ainda ecoava como uma maldição quando eles finalmente retornaram à mansão no Alto da Boa Vista.
O gatilho emocional da festa e o confronto com a traição de Dmitry agiram como uma bomba-relógio no organismo instável de Alexis.
Assim que pisou no quarto principal, Alexis caminhou em passos trôpegos em direção ao banheiro privativo, ignorando o chamado de Leonardo.
A marca temporária em sua nuca começou a queimar com uma intensidade insuportável, rejeitando a dor e a humilhação do que havia acontecido.
O ex-comandante trancou a porta de vidro fosco do banheiro e ligou a ducha no máximo, deixando a água fria desabar sobre seu corpo.
O terno cinza de alta costura e a camisa de seda rasgada ficaram instantaneamente encharcados, colando em sua pele branca e trêmula.
Diante do grande espelho embaçado pelo vapor da água, Alexis encarou o reflexo avermelhado e inflamado da mordida de Leonardo.
O sentimento de degradação biológica e a raiva de ter sido exposto como um objeto marcado corroeram o resto de sua sanidade.
Com as mãos trêmulas e descontroladas, Alexis levou as unhas até a pele da nuca e começou a arranhar a marca com violência.
Ele cravava os dedos no próprio pescoço em uma tentativa desesperada e doentia de arrancar a carne marcada do seu corpo.
O sangue vermelho misturou-se imediatamente com a água corrente da ducha, escorrendo em fiapos escuros pelo chão de mármore branco.
"Abre essa porta, Alexis!" gritou Leonardo do outro lado, desferindo um soco pesado contra o vidro temperado.
Alexis não respondeu; ele apenas aumentou a força dos arranhões, soltando um arquejo doloroso enquanto a pele se rasgava sob suas unhas.
O som do vidro se estilhaçando ecoou pelo ambiente quando Leonardo arrombou a porta com o próprio ombro, invadindo o banheiro.
Ao ver Alexis de joelhos sob a água do chuveiro, ensanguentado e tentando mutilar o próprio pescoço, o peito do Alpha se contraiu em choque.
"Ficou completamente louco?" rosnou Leonardo, avançando sob o jato de água sem se importar com seu próprio terno caríssimo.
Leonardo segurou os pulsos de Alexis com força brutal, afastando as mãos ensanguentadas do rival da ferida aberta na nuca.
"Me solta, Castro!" gritou Alexis, desferindo uma cabeçada violenta no nariz de Leonardo enquanto tentava se libertar do aperto.
O impacto fez a cabeça de Leonardo pender para trás, mas o Alpha usou o peso do seu corpo encharcado para prensar Alexis contra a parede do box.
"Pare de se destruir, seu idiota!" ordenou Leonardo, tentando imobilizar os braços do ex-comandante contra o azulejo molhado.
"Eu prefiro arrancar a minha própria pele a carregar o seu cheiro no meu corpo!" rebateu Alexis, desferindo uma joelhada nas coxas de Leonardo.
A briga física dentro do box tornou-se caótica, com o som da água caindo misturado a arfadas pesadas e impactos de corpos contra o vidro.
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A camisa encharcada de Leonardo se rasgou durante a luta corporal, revelando seu tórax musculoso e coberto por marcas antigas de combate.
Em meio à troca de golpes desesperada, a mão de Alexis colidiu com o lado esquerdo das costelas de Leonardo, agarrando o tecido rasgado.
Sob a água que corria sem parar, os dedos de Alexis deslizaram sobre uma cicatriz profunda e esbranquiçada na pele do Alpha.
O ex-comandante paralisou por um milésimo de segundo ao reconhecer a forma exata daquela marca antiga de corte.
Era o traço inconfundível deixado pela sua própria faca tática durante o duelo mortal que travaram na Europa Oriental anos atrás.
"Você ainda se lembra dessa cicatriz, não lembra?" perguntou Leonardo, rouco, aproveitando a hesitação para prensar o corpo do rival com mais força.
"Eu devia ter enterrado aquela lâmina alguns centímetros mais fundo," respondeu Alexis, com a voz embargada pela exaustão e pela febre.
"Mas você não enterrou," disse Leonardo, aproximando o rosto molhado do dele até suas respirações quentes se misturarem na água fria. "Porque até hoje você sabe que nós dois fomos feitos para nos destruir juntos."
A linha tênue que separava o ódio visceral do desejo incontrolável evaporou por completo sob a tempestade da ducha.
Alexis tentou dizer mais alguma coisa, mas o aroma de madeira queimada e pólvora de Leonardo invadiu seus pulmões com força total.
Sua biologia de Omega, agredida pela tentativa de automutilação, implorou desesperadamente pela reconexão com o Alpha que o havia marcado.
Em vez de desferir outro soco, as mãos de Alexis cravaram nos ombros molhados de Leonardo, puxando o rival para um confronto de lábios.
O beijo que se seguiu não tinha nada de delicado; era uma batalha desesperada de dentes, sangue, água e fome reprimida por anos.
Leonardo soltou um grunhido gutural ao sentir a língua de Alexis se chocar contra a sua com uma agressividade selvagem.
A raiva que ambos acumulavam transformou-se em uma entrega física avassaladora, onde a dominação e o desespero se fundiram.
Leonardo usou as duas mãos para rasgar o que restava das roupas de Alexis, expurgando os tecidos encharcados para fora do box.
O contato da pele nua de Alexis contra o corpo quente de Leonardo fez o Omega soltar um gemido abafado na boca do rival.
"Você é o meu pior pesadelo, Castro," arfou Alexis, cravando as unhas nas costas de Leonardo enquanto os corpos se chocavam contra a parede.
"Então acorde e tente escapar de mim se for capaz," provocou Leonardo, descendo os dentes pela mandíbula molhada do rival até alcançar o pescoço.
A água da ducha continuava a lavar o sangue da ferida aberta, mas os feromônios de Leonardo saturaram o local com uma intensidade curativa.
A cada toque bruto de Leonardo, a febre e o desespero de Alexis eram substituídos por ondas esmagadoras de alívio e prazer punitivo.
Alexis fechou os olhos, jogando a cabeça para trás contra o azulejo frio enquanto permitia que o homem que jurou matar o consumisse por completo.
O choque de vulnerabilidade atingiu ambos no peito, revelando que a obsessão que os unia era mais profunda do que qualquer rivalidade.
Leonardo segurou as coxas de Alexis e o ergueu contra a parede, sentindo as pernas do ex-comandante se contrairem em volta de sua cintura.
O som da respiração desgovernada dos dois ecoava pelo banheiro úmido, abafando o barulho constante da água que caía do teto.
"Olhe para mim, Alexis," exigiu Leonardo, com a voz embargada pela paixão sombria que o dominava.
Alexis abriu os olhos devagar, e o azul-piscina de suas pupilas brilhava com uma mistura devastadora de sujeição física e orgulho intocado.
Leonardo puxou os pulsos do ex-Alpha para cima, prendendo ambas as mãos de Alexis contra a parede acima de sua cabeça com apenas uma das palmas.
O sangue que antes corria pelo pescoço do Omega finalmente parou, estancado pela presença avassaladora dos feromônios do Alpha dominantemente conectado.
Sob o fluxo incansável da água corrente, Leonardo aproximou o rosto do ouvido de Alexis, com os olhos âmbar brilhando no escuro.
"Se você tentar tocar nessa marca de novo," avisou Leonardo, apertando os pulsos de Alexis contra a parede com uma autoridade inabalável, "eu juro que te prendo nesta cama até você esquecer como se usa as mãos."
Alexis arfou pesadamente, tentando sustentar o olhar do rival enquanto sua pele ardia sob o toque possessivo de Castro.
"Você acha que me assusta, Leonardo?" desafiou Alexis, com a voz rouca, embora seu corpo trêmulo traísse a entrega total àquele momento.
Leonardo sorriu com frieza, roçando os lábios úmidos no corte cicatrizado da nuca do rival antes de dar seu aviso final.
"A única pessoa autorizada a te fazer sangrar sou eu."
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