"Domando o Rival: O Alfa Imperfeito" Capítulo 5
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Capítulo 5: A Dança do Predador
A marcação brutal na nuca ainda queimava com uma pulsação quente quando Alexis se encarou no espelho da suíte três dias depois.
O terno de alta costura em tom cinza-chumbo ajustava-se com precisão impecável ao seu corpo alto e esbelto.
Um colarinho alto e rígido de seda preta cobria completamente a ferida cicatrizada da mordida de Leonardo, ocultando a humilhação biológica sob uma camada de elegância fria.
"O soro que alterou sua genética não veio de um laboratório estrangeiro, Alexis," disse Leonardo, entrando no quarto enquanto ajustava os abotoadores de ouro de sua camisa preta.
"Você descobriu quem financiou o projeto?" perguntou Alexis, sem se virar para olhar o rosto do seu captor no espelho.
"O comprador oficial do lote experimental está organizando um baile de gala no Palácio das Laranjeiras esta noite," respondeu Leonardo, parando logo atrás dele.
Ao erguer os olhos, Alexis encontrou a figura de Leonardo refletida no vidro, vestindo um terno preto sob medida que realçava seu porte imponente de Alpha.
"E quem seria o nosso anfitrião generoso?" questionou Alexis, girando sobre os calcanhares com uma postura fria e calculista.
"Seu próprio tio e ex-subcomandante," revelou Leonardo, com o tom de voz calmo e mortal. "Dmitry Voronov."
O nome ecoou na suíte como um tiro, fazendo os olhos azuis de Alexis se estreitarem em uma promessa implícita de assassinato.
"Aquele coiote miserável vendeu o próprio sangue para os laboratórios," rosnou Alexis, sentindo suas mandíbulas se contrairem com violência.
"Para entrar na festa de Dmitry sem disparar os alarmes de segurança, precisamos aparecer como uma aliança inquebrável," explicou Leonardo, estendendo a mão para ele.
Alexis encarou a mão estendida de Leonardo com repulsa indisfarçável, recusando-se a tocar no homem que o havia marcado.
"Não espere que eu desempenhe o papel de um fetiche submisso ao seu lado," avisou Alexis, desviando do toque e caminhando em direção à saída.
"Você só precisa manter a cabeça erguida e sorrir, amor," provocou Leonardo, seguindo-o com um brilho divertido e perigoso nos olhos âmbar.
Uma hora mais tarde, o comboio de carros blindados da família Castro estacionou diante do Palácio das Laranjeiras, onde a elite do crime organizado se reunia.
O salão principal brilhava sob lustres de cristal caríssimos, enquanto taças de champanhe e aromas pesados de nobres e mercenários preenchiam o ar.
Ao lado de Leonardo, Alexis caminhava com a espinha ereta, mantendo o olhar frio e distante como se ainda comandasse exércitos de elite.
No entanto, por baixo do terno impecável, a proximidade do corpo de Leonardo enviava ondas contínuas de calor para a sua nuca marcada.
A marca temporária reagia à presença do Alpha dominante, exigindo inconscientemente que Alexis se mantivesse a poucos passos de distância dele.
"Olhe discretamente para o mezanino no segundo andar," murmurou Leonardo, deslizando a mão com firmeza pela cintura de Alexis.
O toque na cintura fez Alexis congelar por um segundo, e uma vontade visceral de quebrar o pulso de Leonardo atravessou sua mente.
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"Tire essa mão daí antes que eu a corte em público," sussurrou Alexis entre os dentes, mantendo um sorriso falso para os fotógrafos locais.
"Paciência, querido," disse Leonardo, apertando a cintura dele com um pouco mais de força para conter a resistência do ex-Alpha. "Dmitry está nos observando da varanda."
No andar superior, Dmitry Voronov segurava um copo de uísque com um sorriso ganancioso, cercado por seguranças armados até os dentes.
Antes que Alexis pudesse dar um único passo em direção às escadas do mezanino, um Alpha de porte avantajado bloqueou seu caminho.
O homem era um influente traficante de armas da fronteira, exalando um aroma agressivo de charuto e couro barato que fez o nariz de Alexis se franzir.
"Castro!" saudou o homem com uma gargalhada rouca, ignorando a presença de Leonardo e fixando os olhos em Alexis. "Quem é esse acompanhante tão refinado que você trouxe para a festa?"
"Ele não é um acompanhante," respondeu Leonardo, com a voz baixando para um tom perigosamente calmo.
O traficante deu um passo ousado para a frente, estendendo a mão grossa na direção do colarinho alto de seda que cobria o pescoço de Alexis.
"Um rosto tão bonito não deveria ficar escondido atrás de panos tão rígidos," comentou o Alpha invasor, tentando tocar a pele do pescoço de Alexis.
A aura de Alpha dominante de Leonardo explodiu no salão como uma onda de choque invisível e devastadora.
Antes que o sujeito pudesse encostar a ponta dos dedos em Alexis, Leonardo segurou a mão do homem no ar com a velocidade de um bote de serpente.
Um estalo seco e aterrorizante ecoou pelo salão de festas quando Leonardo torceu e quebrou os cinco dedos do sujeito em uma fração de segundo.
O homem soltou um urro de dor agonizante, caindo de joelhos no chão de mármore enquanto segurava a mão completamente deformada.
A música da festa parou instantaneamente, e o silêncio mortal tomou conta do Palácio das Laranjeiras enquanto todos os convidados se viravam para a cena.
"Se você ao menos pensar em direcionar as suas mãos imundas para ele novamente," disse Leonardo, pisando com o sapato de luxo no pulso do homem caído, "eu vou garantir que você nunca mais consiga segurar uma garrafa na sua vida."
"Acalme-se, Castro!" pediu o homem, chorando de dor no chão sob os olhares atentos da máfia carioca.
Alexis observou a cena com uma mistura complexa de desprezo e choque velado diante da brutalidade imediata de Leonardo.
O ex-comandante percebeu que a reação do rival não fora um movimento calculado de negócios, mas um surto de posse puramente primal.
"Vamos sair daqui," murmurou Alexis, sentindo os olhares curiosos das dezenas de convidados queimarem sobre a sua figura.
Leonardo soltou o homem no chão e colocou a mão no pescoço de Alexis, conduzindo-o com autoridade através da multidão estupefata.
Eles atravessaram um corredor lateral ornamentado com tapeçarias antigas até encontrarem a porta de um banheiro reservado para convidados VIP.
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Alexis empurrou a porta de madeira nobre e entrou primeiro, tentando se distanciar da presença sufocante e possessiva de Leonardo.
Assim que a porta se fechou com um estalo do trinco de ouro, Leonardo avançou com passos rápidos e pesados.
Ele empurrou Alexis com força contra a borda de mármore da pia luxuosa, prendendo o corpo do ex-Alpha entre a estrutura e o seu próprio peito.
"Ficou maluco?" rosnou Alexis, tentando colocar os braços entre eles para empurrar o Alpha dominante. "Você chamou a atenção de todo o salão para nós!"
"Ninguém toca no que é meu, Alexis," respondeu Leonardo, com os olhos âmbar brilhando com uma chama sombria e incontrolável.
"Eu não sou a sua propriedade, seu desgraçado!" gritou Alexis, tentando acertar uma joelhada nas coxas de Leonardo.
Leonardo bloqueou o movimento facilmente com o joelho, usando as duas mãos para rasgar o colarinho de seda do terno de Alexis.
Os botões de pano voaram pelo chão do banheiro, expondo a pele branca da nuca e a marca da mordida que ainda brilhava avermelhada.
O aroma de rosa gelada jorrou do corpo de Alexis, reagindo instantaneamente ao toque e aos feromônios carregados de violência de Leonardo.
Leonardo segurou a nuca do rival com a mão firme, forçando o rosto de Alexis a se aproximar do grande espelho emoldurado acima da pia.
Alexis encarou o próprio reflexo, vendo a pele de seu pescoço marcada com os dentes de Leonardo e as suas próprias pupilas dilataram com o choque biológico.
"Dmitry está lá fora nos procurando agora mesmo," sussurrou Leonardo, encostando os lábios na orelha trêmula do ex-comandante.
Alexis tentou puxar o ar, mas sua respiração falhou diante da proximidade dos dentes do Alpha roçando sua pele sensível.
"Quando o seu tio entrar por aquela porta para negociar o seu sangue," continuou Leonardo, apertando a nuca de Alexis com mais força. "...conta pra ele de quem é o cheiro na sua pele."
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