"Domando o Rival: O Alfa Imperfeito" Capítulo 3
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Capítulo 3: A Gaiola de Ouro
O cano da arma ainda pressionava a barriga de Leonardo quando os olhos azuis de Alexis finalmente cederam e se fecharam por completo.
A pistola escorregou das mãos trêmulas do ex-comandante e caiu ruidosamente sobre o chão de concreto moído do subsolo.
Leonardo segurou o corpo desfalecido de Alexis antes que ele colidisse com os escombros, erguendo-o nos braços com facilidade.
Minutos depois, a equipe de resgate liderada por Mateo abriu caminho através dos destroços do galpão destruído.
"Traga o carro blindado para a saída dos fundos e não diga uma única palavra a ninguém," ordenou Leonardo ao emergir na noite chuvosa.
O helicóptero particular da família Castro cortou os céus do Rio de Janeiro em direção à propriedade privada no topo do Alto da Boa Vista.
A mansão de arquitetura moderna e vidros blindados erguia-se como uma fortaleza inexpugnável no meio da mata atlântica.
Alexis foi deitado sobre uma maca cirúrgica na clínica subterrânea mantida por Leonardo no subsolo da propriedade.
A Doutora Helena Rossi ajustou os óculos de armação fina enquanto analisava os gráficos holográficos que surgiam no monitor.
"O sequenciamento genético dele foi completamente adulterado por um retrovírus sintético," explicou Helena, sem desviar os olhos da tela.
"Diga de uma vez o que isso significa, Helena," exigiu Leonardo, observando o rosto pálido do rival através do vidro do leito.
"Significa que o seu querido guerreiro sofreu uma regressão irreversível," respondeu a médica Beta, com um tom seco e sarcástico. "Ele agora é biologicamente um Omega, e dos mais instáveis que já vi."
Leonardo cruzou os braços sobre o peito, sentindo uma mistura estranha de triunfo e preocupação sombria apertar seu coração.
"Quanto tempo ele aguenta sem intervenção?" perguntou Leonardo, mantendo o tom de voz frio e controlado.
"Sem a marca temporária de um Alpha compatível para estabilizar o sistema imunológico, a mutação matará Alexis em semanas," afirmou Helena.
Ao ouvir a confirmação, Leonardo ordenou que Helena saísse e levou Alexis para a suíte principal, prendendo seu pulso esquerdo à cabeceira da cama com uma algema de titânio.
Horas mais tarde, os raios de sol começaram a atravessar as janelas panorâmicas, iluminando a figura de Alexis na cama king size.
O ex-comandante piscou devagar, sentindo a cabeça explodir em uma dor lancinante enquanto recuperava os sentidos.
Ao perceber a contenção de metal em seu pulso, a reação de Alexis foi imediata e terrivelmente violenta.
Ele puxou a corrente com força brutal, fazendo o metal ranger contra a madeira nobre da cabeceira.
"Castro!" rosnou Alexis, encarando a figura de Leonardo sentado confortavelmente em uma poltrona de couro no canto do quarto.
"Você deveria economizar suas forças, Alexis," sugeriu Leonardo, bebericando um gole de uísque sem se alterar.
"Tire essa porra de algema antes que eu arranque os seus olhos com as minhas próprias mãos," ameaçou Alexis, com os dentes cerrados.
"Você continua tentando agir como um predador, mas esquece que agora está na minha gaiola," disse Leonardo, levantando-se devagar.
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Alexis olhou ao redor rapidamente, avistando um copo de água sobre a mesa de cabeceira ao alcance da sua mão livre.
Com um movimento ágil e desesperado, ele derrubou o copo no chão, fazendo o vidro se estilhaçar em dezenas de pedaços afiados.
Alexis pegou a maior lasca de vidro e avançou contra o pescoço de Leonardo no momento em que o Alpha se aproximou do leito.
A lâmina improvisada cortou o ar com precisão morta, rasgando a bochecha de Leonardo e deixando um sulco profundo de sangue.
Leonardo nem sequer piscou enquanto o sangue quente escorria pelo seu rosto, manchando o colarinho de sua camisa branca.
"Essa foi uma boa tentativa," sussurrou Leonardo, segurando o braço armado de Alexis e torcendo o pulso até o vidro cair na colcha.
"Eu vou te matar, Castro," jurou Alexis, tentando acertar uma joelhada no estômago do homem que o prendia.
Leonardo usou seu peso corporal para prensar Alexis contra o colchão, posicionando a mão livre no pescoço do prisioneiro.
Os dedos longos de Leonardo desceram pela gargantilha tática até encontrarem a pele descoberta e hiper-sensível da nuca.
Com uma pressão precisa e calculada, o Alpha apertou a glândula de feromônios recém-formada no pescoço de Alexis.
Uma descarga de choque biológico atravessou instantaneamente o sistema nervoso do Omega, fazendo seu corpo inteiro paralisar.
Os olhos de Alexis se arregalaram em puro choque enquanto seus músculos perdiam a capacidade de sustentar qualquer resistência.
A respiração de Alexis virou um engasgo rasgado, e a lasca de vidro que sobrou em seus dedos caiu definitivamente no colchão.
"O que... você fez... comigo?" arquejou Alexis, sentindo uma onda de fraqueza humilhante se espalhar por seus membros.
"Sua biologia mudou, Alexis," respondeu Leonardo, mantendo os dedos pressionados com firmeza contra o ponto vulnerável. "Seu corpo agora responde ao comando do meu toque, quer sua mente aceite isso ou não."
A traição brutal da própria fisiologia fez o peito de Alexis arfar de desespero e raiva impotente.
Ele tentou erguer a mão algemada para empurrar o braço de Leonardo, mas seus dedos mal conseguiam fechar um punho.
"Prefiro que você corte a minha cabeça a ter que obedecer a você," disse Alexis, com a voz embargada pela humilhação profunda.
"Você sempre foi muito dramático com as suas escolhas," provocou Leonardo, inclinando a cabeça para observar o sangue que pingava de seu próprio queixo.
Com a mão livre, Leonardo passou os dedos no corte da bochecha e limpou o excesso de sangue na pele pálida do peito de Alexis.
A mancha vermelha sobre a pele branca do ex-Alpha parecia uma marca de posse territorial em meio à batalha silenciosa.
Alexis fechou os olhos com força, tentando bloquear o aroma sufocante de madeira e pólvora que dominava todo o quarto.
"Você pode se conter o quanto quiser, mas a Doutora Rossi me deu um diagnóstico bastante claro sobre o seu estado," revelou Leonardo.
"Eu não preciso... dos seus médicos... e muito menos de você," rebateu Alexis, recusando-se a abrir os olhos para encarar o captor.
Leonardo aumentou ligeiramente a pressão no pescoço do rival, fazendo um gemido involuntário e abafado escapar dos lábios de Alexis.
O som do gemido ecoou na suíte silenciosa, destruindo os últimos vestígios da postura inabalável que o guerreiro tentava manter.
Leonardo aproximou a boca da orelha de Alexis, sentindo a pele do Omega arrepiar completamente sob a sua respiração quente.
"Você tem poucas semanas de vida se não aceitar a minha marca," sussurrou Leonardo, com a voz grave e carregada de uma autoridade sombria.
Alexis abriu os olhos devagar, revelando uma tempestade de ódio e vulnerabilidade na cor azul-piscina de suas pupilas.
Leonardo finalmente soltou a glândula do rival e usou a mão ensanguentada para segurar o queixo de Alexis com força inflexível.
Os olhos dourados do Alpha brilharam com um triunfo predatório enquanto ele encarava o rosto bonito e devastado do seu pior inimigo.
"Seu orgulho é lindo, Alexis," disse Leonardo, ajustando o aperto em seu queixo enquanto limpava o sangue do rosto. "Mas sua glândula é mais honesta que você."
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