"A Vingança da Perfumista Exilada" Capítulo 9
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Capítulo 9: Combustão Proibida
O silêncio do corredor do hotel Fasano finalmente deu lugar ao eco dos passos de Fiora, que cruzou o laboratório privativo da Place Vendôme em sua filial paulistana na madrugada seguinte à assinatura forçada da fusão.
Balthazar a seguira pelas sombras da cidade, com o corpo ainda queimando em uma febre violenta e os olhos azul-escuro fixos na mulher que detinha o controle de sua sanidade.
As luzes do laboratório estavam apagadas, restando apenas o brilho azulado dos destiladores industriais e o aroma denso de sândalo, testosterona e suor que preenchia o ar rarefeito. Fiora mal teve tempo de pousar sua bolsa de grife sobre a bancada de mármore antes que a silhueta massiva do ex-marido bloqueasse a sua única rota de fuga.
"Você achou que me deixando congelar naquele corredor conseguiria apagar o que os nossos corpos lembram cada vez que respiramos o mesmo ar, Fiorella?" questionou Balthazar, a voz rouca e arrastada pela febre enquanto ele a encurralava contra a estante de essências raras.
"O seu nome para mim é Fiora, senhor Albuquerque, e sugiro que afaste esse seu corpo doentio da minha área de manipulação antes que eu chame os seguranças" respondeu ela, embora o calor que emanava da pele dele já estivesse acendendo uma faísca perigosa em seu baixo ventre.
Balthazar não respondeu com palavras, usando a mão esquerda saudável para segurar os dois pulsos de Fiora acima da cabeça dela, prendendo-os contra a estrutura de metal da prateleira.
Os frascos de vidro vibraram com o impacto, exalando notas de almíscar e baunilha escura que pareceram misturar-se instantaneamente à combustão proibida que estalou entre os dois.
"Chame quem você quiser, mas antes olhe nos meus olhos e diga que o toque das minhas mãos não é a única coisa que faz o seu sangue ferver nesse inferno de gelo que você criou" sibilou o magnata, colando o peito largo contra os seios dela através do tecido fino da blusa de seda.
A tensão sexual reprimida por quatro longos anos de exílio e ódio explodiu em uma fusão violenta, carnal e absolutamente incontrolável na penumbra do laboratório.
Balthazar atacou os lábios de Fiora com uma fome predatória, um beijo desesperado que misturava o gosto do arrependimento com a possessividade insana de um homem que estava disposto a morrer para possuí-la novamente.
Fiora soltou um gemido abafado contra a boca dele, sentindo as defesas de sua mente lutarem contra a onda de prazer físico que o toque daquele monstro desencadeava em sua pele.
Ela tentou empurrá-lo com os joelhos, mas Balthazar usou o próprio peso para abrir as pernas da perfumista, encaixando-se firmemente entre as coxas dela enquanto rasgava os botões de sua camisa social.
"Você continua sendo minha, Fiorella, odeie-me o quanto quiser, mas o seu corpo implora pelo meu toque tanto quanto eu imploro pelo seu perdão" proferiu o bilionário, descendo os beijos famintos pelo pescoço dela até morder a linha da clavícula.
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"Eu não sou sua, Balthazar, eu estou apenas usando o seu desespero para saciar a minha própria carne enquanto assisto você se destruir aos meus pés" rebateu ela, arqueando as costas quando os dedos ávidos do magnata rasgaram a sua lingerie preta.
Ele a ergueu do chão sem o menor esforço, sentando-a na borda da bancada de mármore gelado, criando um contraste violento com o calor febril que emanava de sua própria pele.
Balthazar despiu-se de suas roupas com movimentos brutos e desajeitados pelas faixas na mão direita, expondo o corpo musculoso e suado que tremia pela necessidade absoluta de possessão.
O primeiro impacto da união de seus corpos foi seco, profundo e dilacerante, arrancando um grito agudo de Fiora que ecoou pelas paredes de isolamento acústico. Balthazar segurou a cintura dela com uma força que deixaria marcas roxas na pele alva, iniciando um ritmo forte, possessivo e sem nenhuma pátina de delicadeza.
"Diga que você se lembra do meu cheiro, diga que nenhum daqueles franceses malditos tocou no que sempre foi meu!" exigiu o tirano, desferindo estocadas profundas que faziam os frascos de perfume balançarem nas prateleiras acima deles.
Fiora cedeu ao prazer físico avassalador do ato, envolvendo as pernas longas em torno do quadril dele e arranhando as costas suadas de Balthazar com as unhas pintadas de vermelho.
Sua mente, no entanto, permanecia trancada em uma fortaleza de gelo intransponível, assistindo àquela humilhação carnal como um mero peão em seu tabuleiro de vingança.
No auge do clímax, quando o corpo do bilionário se contraiu em espasmos de puro êxtase e entrega, Fiora jogou a cabeça para a frente e cravou os dentes com violência no ombro esquerdo dele.
O corte foi profundo o suficiente para que o sangue escuro escorresse pelo peito do magnata, misturando-se ao suor que cobria os dois corpos interligados.
"Gema para mim, Balthazar, rasteje como o animal que você é e entenda que você nunca mais terá a alma da mulher que expulsou na chuva" sussurrou ela contra o ouvido dele, usando palavras cruéis que excitaram e torturaram o magnata no ápice do prazer.
Balthazar soltou um rugido de dor e satisfação pecaminosa, derramando-se dentro dela com uma intensidade que o deixou completamente sem forças, desabando com o rosto escondido nos cabelos cold brown de Fiora.
Ele entregava cada milímetro de seu corpo e de sua dignidade naquele ato, aceitando a dor dos dentes dela como um castigo sagrado que ele merecia carregar.
O silêncio retornou ao laboratório nas horas que antecederam o amanhecer, restando apenas o som da respiração pesada de Balthazar, que acabou adormecendo pelo esgotamento da febre e do ato sexual sobre o sofá de couro do escritório.
Fiora afastou-se do corpo dele com movimentos felinos, sem emitir um único ruído que pudesse despertar o gigante adormecido.
Ela olhou para o ex-marido deitado na penumbra, notando as marcas de seus dentes no ombro dele e o rastro de sangue que já começava a secar na pele do bilionário.
Sem demonstrar qualquer vestígio de romance ou arrependimento, ela se aproximou do paletó de Balthazar que estava jogado no chão, tateando os bolsos internos com os dedos ávidos.
Seus dedos tocaram o metal frio do chaveiro de platina que continha a chave pantográfica do cofre central da família Albuquerque, o local onde repousavam as ações originais da holding.
Fiora retirou o objeto silenciosamente, deslizando-o para dentro do bolso de seu próprio paletó de alfaiataria com um sorriso enigmático que cortou a escuridão.
Ela caminhou até o banheiro privativo, limpou os vestígios daquela combustão proibida com uma toalha úmida e vestiu um novo terno cinza que guardava no armário reserva. Fiora ajustou o colarinho de seda, calçou seus saltos agulha e deixou o laboratório antes que os primeiros raios de sol cortassem o céu cinzento de São Paulo.
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