"A Rainha do Abismo: A Noiva Sombria do Magnata" Capítulo 10
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Capítulo 10: A Última Cartada (Desespero e O Cano da Arma)
O calor do beijo voraz que selara o pacto de sangue e desejo na cobertura de Matheus ainda reverberava na pele de Helena quando o sol da manhã seguinte trouxe a inevitável ressaca da realidade para os derrotados.
A engenharia financeira implacável havia empurrado a família Almeida para a margem do abismo absoluto, trancando todas as portas de saída do mercado financeiro paulistano.
Totalmente arruinados, humilhados perante a elite e sem um único centavo para financiar a própria fuga, Lucas e Isabella perderam completamente os últimos vestígios de sanidade que lhes restavam.
Num ato de desespero delirante e cego por vingança final, Isabella usou as antigas credenciais de acesso que ainda não haviam sido revogadas pelo sistema para invadir o escritório pessoal de Helena na sede da holding.
Helena estava sentada atrás da imensa mesa de vidro fumê, analisando os novos gráficos de recuperação de ativos, quando a porta foi arrombada com violência. Isabella cruzou o umbral com as roupas desalinhadas, os cabelos desfeitos e os olhos injetados de sangue, empunhando um revólver calibre trinta e oito com as duas mãos trêmulas.
"A sua festa de comemoração acabou hoje, sua desgraçada maldita que deveria estar apodrecendo no fundo do mar!" gritou Isabella, com a voz esganiçada pelo choro histérico que travava sua garganta.
"Você realmente achou que entrar na minha sala berrando como uma louca de hospício resolveria os seus problemas contábeis, Isabella?" respondeu Helena, sem levantar o tronco da cadeira de couro nem por um microssegundo.
A serenidade assustadora da nova CEO diante do cano cromado da arma preencheu o recinto com um suspense psicológico agudo que desestabilizou ainda mais a invasora.
Helena manteve os braços apoiados suavemente sobre os braços da poltrona presidencial, encarando os olhos perturbados da meia-irmã com o mais absoluto e gélido desdém.
"Eu vou estourar os seus miolos e recuperar tudo o que você roubou de mim e do Lucas nesta última semana!" esbravejou a golpista, tentando firmar o cano do revólver que oscilava violentamente devido ao seu tremor físico.
"Você não consegue nem manter a linha de mira reta, quanto mais planejar um assassinato decente na luz do dia" ironizou Helena, deixando escapar uma risada curta e cortante que ecoou pelas paredes acústicas.
Isabella começou a chorar descontroladamente em público, sentindo as lágrimas quentes de humilhação mancharem a maquiagem pesada enquanto percebia que perdera absolutamente tudo o que tentara usurpar.
O império, o status social, as joias de grife e até mesmo o respeito dos próprios advogados haviam sumido, restando apenas aquela patética tentativa de retaliação.
"Você sempre se achou melhor do que eu em tudo, o papai sempre olhava para você com orgulho enquanto eu era apenas a sombra rejeitada nesta família!" desabafou ela, soluçando alto entre as ameaças.
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"O papai olhava para mim com orgulho porque eu passava as noites estudando balanços patrimoniais enquanto você gastava o dinheiro dele com bolsas caras e amantes idiotas" rebateu Helena, desarmando psicologicamente a rival com verdades cruéis sobre sua profunda mediocridade.
"Cale a boca! Cale a boca ou eu juro que puxo este gatilho agora mesmo e acabo com essa sua arrogância de rainha do gelo!" gritou Isabella, destravando o cão da arma com um estalo metálico assustador.
Helena não demonstrou um pingo de medo ou hesitação física diante do perigo iminente, achando genuinamente divertida a imagem da sua antiga carrasca reduzida a um animal acuado e choroso. Ela levantou-se da cadeira de forma lenta e calculada, mantendo a coluna perfeitamente ereta sob o blazer escuro de alfaiataria.
"Se você estivesse no fundo daquele oceano gelado como eu estive, saberia que o medo é um luxo que eu não possuo mais" afirmou a herdeira biológica, fixando as pupilas na direção da invasora.
"Não dê mais nenhum passo à frente, eu não estou brincando com você, Helena!" implorou Isabella, dando um passo para trás à medida que a rival se aproximava.
Neste exato instante de tensão máxima, o som nítido de passos pesados e apressados começou a ecoar pelo corredor de mármore do lado de fora da sala da diretoria.
A cadência firme das passadas indicava que Matheus Monteiro e seu esquadrão de segurança de elite estavam a escassos segundos de invadir o local para conter a crise.
"O seu tempo de antena está se esgotando, Isabella, e o homem que me protege não costuma fazer prisioneiros quando se trata da minha segurança" alertou Helena, com um sorriso enigmático surgindo nos lábios.
"Eu não me importo mais com o que o Monteiro vai fazer comigo, se eu for para o inferno hoje, eu vou levar você junta!" rugiu a mulher, fechando os olhos de desespero enquanto apertava o dedo contra o metal do gatilho.
Ação final da cena ganhou contornos de pura insanidade quando Helena avançou um passo inteiro em direção ao cano da arma, encostando o próprio peito contra o metal frio do revólver.
Ela inclinou o rosto para a frente, desafiando Isabella a ter a coragem necessária para puxar o gatilho e arcar com as consequências de sangue daquele ato definitivo.
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