"Quando a Flor Murcha" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Minhas mãos ainda estavam rígidas ao segurar a jarra; troquei de mão e servi um copo de água morna.
"Como ela é?" A voz da minha mãe veio da sala, num tom de sondagem cautelosa.
Saí com o copo na mão e sentei-me na outra extremidade do sofá: "Muito simpática, bonita, sabe conversar."
Minha mãe virou-se um pouco e perguntou: "E eles... deu certo?"
"Sim, deu certo."
Olhei para a superfície da água que oscilava levemente no copo; minha voz saiu mais calma do que eu esperava.
"Até oficializaram nas redes sociais."
Minha mãe pegou o copo e suspirou.
"Você e o Lucas cresceram juntos, são vinte anos. Eu pensei..."
Percebi o lamento nas entrelinhas; o que ela não disse ficou suspenso, pesado, no ar.
Sorri e interrompi: "Mãe, ele e eu... não somos compatíveis."
Minha mãe abriu a boca, querendo dizer algo mais.
Coloquei o copo na mesa e tomei a iniciativa: "Mãe, aquele encontro que você mencionou da última vez... pode marcar para mim?"
Ela ficou estática, a expressão mudando de tristeza para surpresa: "Você aceita ir?"
Assenti.
"Mas você não disse que não queria conhecer ninguém?" ela perguntou, hesitante, quase sem acreditar.
De repente, lembrei da cena de Lucas arremessando as coisas pela janela.
Recuperei o pensamento e respondi com voz leve: "Antes era antes, agora eu quero conhecer."
Capítulo 5
Na tarde seguinte, sentei-me em uma mesa perto da janela em um restaurante de comida ocidental.
Do outro lado estava um homem de óculos, Thiago, um engenheiro.
Ele era mais bonito do que na foto, falava de forma gentil e tinha duas covinhas leves nas bochechas quando sorria.
Por coincidência, ele era um veterano da minha universidade.
Ele serviu uma xícara de chocolate quente para mim e sorriu ao empurrá-la em minha direção.
"Acho que já vi você antes. Você não ficava sempre no terceiro andar da biblioteca? Mas parece que não estava sozinha."
O líquido no café oscilou suavemente.
Thiago estava prestes a continuar quando uma voz familiar se intrometeu: "Thiago, quanto tempo."
Levantei a cabeça e vi Lucas se aproximando, com uma expressão comum.
Thiago também se levantou e cumprimentou com um sorriso: "Quanto tempo, Lucas."
Descobri que eles eram do mesmo time de basquete.
Após algumas gentilezas, Lucas olhou para mim.
Cruzamos os olhares, e eu desviei o meu primeiro.
Foi então que Sara surgiu atrás de Lucas.
Hoje ela usava um vestido rosa claro, o mesmo da foto oficial das redes sociais.
Thiago olhou para a mão de Sara, que segurava o braço de Lucas, e perguntou de forma exploratória: "Lucas, esta é..."
No segundo de espera pela resposta, peguei minha xícara e tomei um gole, sem olhar para eles.
Sara sacudiu o braço de Lucas discretamente, com os lábios levemente franzidos em um gesto mimado.
Lucas desviou o olhar e respondeu com voz suave: "Minha namorada."
A parede da xícara estava muito quente, e o calor queimava a ponta dos meus dedos.
PUBLICIDADE
Sara inclinou a cabeça, olhando para mim e para Thiago com curiosidade.
"E vocês? Também são como nós?"
Thiago riu suavemente e balançou a cabeça: "Não."
Após um breve momento, ele virou a cabeça para mim, seus olhos se curvaram e as covinhas apareceram.
Sua voz era gentil, mas sem hesitação.
"Estou tentando conquistá-la."
O rosto de Lucas escureceu e ele foi embora sem dizer mais nada.
Thiago acompanhou a silhueta de Lucas, fazendo uma pausa.
Ele parecia ponderar algo antes de mudar de assunto.
"Falando nisso, esse meu veterano era uma figura popular na faculdade. Inúmeras meninas o perseguiam, e ele não economizava em escrever cartas de amor para todas elas."
Meus dedos que seguravam a xícara se contraíram; forcei um sorriso.
Thiago, sem notar meu desconforto, continuou.
"Mas, pelo que sei, ele parece ter sido sincero com apenas uma pessoa."
O café que eu segurava esfriou aos poucos; a frieza da cerâmica contra a palma da minha mão penetrava até os ossos.
De quem ele falava? Da Sara, certamente.
Na faculdade, escrevi tantas cartas para ela em nome dele; quem mais ele poderia ter sido sincero senão com ela?
Baixei os olhos e sorri, sem responder.
Thiago colocou a xícara na mesa e olhou para mim, mudando para um tom de voz sério: "Júlia, acho que nos damos muito bem."
Levantei a cabeça e encontrei seu olhar.
"Podemos tentar continuar assim?" ele perguntou.
Não respondi imediatamente.
Ele não teve pressa; ficou ali, apenas me olhando em silêncio, esperando a minha resposta.
Alguns segundos depois, ele sorriu e acrescentou: "Se der certo, acho que serei o primeiro a postar nas redes sociais para oficializar."
Meus dedos se contraíram levemente.
Oficializar nas redes sociais no primeiro instante... essa frase foi algo que esperei por três anos, algo que implorei por três anos e nunca consegui.
Sendo dita pela boca de outra pessoa, soava tão casual e natural.
Não respondi, baixei a cabeça e mexi no café que já estava frio.
Thiago, sendo muito sensato, não insistiu.
Ao chegar em casa, minha mãe veio logo ao meu encontro, com expectativa nos olhos: "E então, como foi o Thiago que você conheceu hoje?"
Coloquei a bolsa no sofá e pensei um pouco: "Muito bom."
Minha mãe ficou surpresa: "O que quer dizer com 'muito bom'?"
Refleti um pouco e respondi honestamente: "Pelo menos ele disse que, se estivéssemos namorando, ele certamente faria questão de postar e oficializar para todo mundo ver."
Minha mãe sorriu sem entender: "Isso não é o básico? Isso conta como ser bom?"
É verdade, é apenas o básico.
Mas algumas pessoas, simplesmente, não conseguem fazer.
Não disse mais nada, apenas murmurei que estava cansada e entrei no quarto.
Ao fechar a porta, o mundo ficou em silêncio.
Deitei-me na cama e abri o e-mail que estava parado na minha caixa de entrada há um bom tempo.
Era uma oferta de emprego como gerente de projetos em uma filial em Xangai.
PUBLICIDADE
Desta vez, sem pensar duas vezes, cliquei em confirmar.
Capítulo 6
Quando a campainha tocou, eu tinha acabado de largar o celular.
Olhei pelo olho mágico e era Lucas.
Respirei fundo e abri a porta.
Ele estava parado no batente, a luz do corredor incidindo sobre seus ombros, e não consegui identificar bem a expressão em seu rosto.
"Onde está a chave do meu apartamento?", ele perguntou, com a voz mais grave que o habitual.
"O quê?", franzi a testa levemente. "Você veio até aqui só para recuperar essa chave?"
Ele não negou.
Virei-me, peguei a bolsa que estava no aparador e puxei o zíper.
Quando meus dedos tocaram a chave, uma frieza percorreu minha mão e chegou ao coração.
Apertei-a bruscamente e entreguei-a a ele.
Lucas a pegou, fechou a mão sobre ela e não foi embora.
Apoiei-me no batente da porta e esperei alguns segundos: "Mais alguma coisa?"
Após um momento de silêncio, Lucas franziu a testa: "Você não vai perguntar por quê?"
Balancei a cabeça: "Não precisa."
Levantei o olhar e encarei seus olhos: "Lucas, o que você descarta, você nunca mantém."
Ele engoliu em seco, seus lábios se moveram como se quisesse dizer algo.
Mas não lhe dei a chance.
"Devolvi a chave. Vá embora."
Dei um passo atrás e segurei a maçaneta.
Ele ficou parado à porta sem se mover; a luz do corredor se apagou, e na escuridão não consegui ver sua expressão.
"Júlia..."
"Hum."
Depois de uma longa pausa, ele disse: "Nada."
Ele se virou e foi embora sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me nela.
Coloquei a mão no bolso e toquei o pingente de chaveiro vazio que restou.
Agora, sobrou apenas um aro solitário, parecendo um anel, mas também um laço de enforcamento.
A tela do celular iluminou-se de repente; uma mensagem de Lucas com sua habitual maldade e desejo de sondagem.
"Você e Thiago... é sério?"
Fixei o olhar na linha de texto, mas não respondi.
Saí da caixa de diálogo, silenciei as notificações de Lucas e desliguei o celular.
A tela escureceu e o quarto ficou em silêncio.
Assim que guardei o telefone, a tela acendeu de novo; Lucas estava ligando.
Olhei para o nome que saltava na tela e não atendi.
A chamada caiu sozinha, e após alguns segundos, tocou novamente.
Segunda, terceira vez... ele parecia determinado a continuar ligando até que eu atendesse.
Por fim, atendi, mas não disse nada.
"Júlia."
A voz de Lucas soava abafada: "Faz poucos dias que você conhece o Thiago e já se envolve com ele. Você sabe que tipo de pessoa ele é?"
"Isso é da sua conta?"
Houve uma pausa do outro lado, como se ele não esperasse essa resposta.
Em seguida, Lucas soltou um riso sarcástico, com aquele tom de escárnio desinteressado que me era tão familiar.
"Estou preocupado que você seja enganada e ainda ajude a contar o dinheiro. Afinal, você se rastejou por mim durante vinte anos e não parece ter aprendido nenhuma lição."
Apertei os dedos em silêncio.
"Mas é verdade, gente como você tem o destino de se oferecer a qualquer um."
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4104 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127