"O Adeus Silencioso do Maquiador de Defuntos" Capítulo 4
PUBLICIDADE
Ao sair da funerária, ela parou diante daquele prédio cinzento e observou por muito tempo, antes de ir para casa arrumar as malas.
Não havia muita coisa.
Algumas mudas de roupa e um par de sapatos baixos.
Ao chegar ao fundo do armário, seus dedos tocaram um pedaço de papel rígido —
Era a foto do registro de casamento dela e de Julian.
Tirada em uma máquina automática, custou vinte yuans, e era também a única foto que tinham juntos.
Na foto, ele não sorria, seus lábios estavam cerrados em uma linha reta.
Ela, por outro lado, sorria com força, como se estivesse sorrindo pelos dois.
Naquela época, ela acreditava que, se sorrisse alto o suficiente, algum dia conseguiria cobrir o silêncio dele.
Giovana colocou a foto de volta no lugar; não a levou consigo.
Ao anoitecer, quando Julian chegou, ela já havia colocado a mala no depósito.
Ao terminar o banho e voltar ao quarto, ele estava encostado na cabeceira da cama, lendo um documento, algo raro de se ver, já que ele não estava de costas para ela.
"Venha aqui."
Julian entregou-lhe o documento.
Giovana baixou os olhos e viu que era a confirmação de contratação.
Cargo de enfermagem em cirurgia cardíaca, no mesmo departamento que ele.
Nome: Giovana.
Idade: 28.
Unidade de origem: Funerária da Cidade.
Cargo proposto: Enfermagem em cirurgia cardíaca.
Em todos os lugares que precisavam de assinatura, ele já havia assinado.
Incluindo a coluna de "opinião do cônjuge", onde ele escreveu "concordo" por ela.
"Você disse da última vez que não queria trabalhar com Sabrina." O tom de Julian era plano, como se estivesse agendando uma cirurgia eletiva.
"Pensei um pouco, vir para o meu departamento também serve. Sob meus olhos, ninguém vai te tratar com dificuldade."
Ao dizer isso, sua expressão era muito sincera; não havia sarcasmo, não era uma ordem, era uma convicção genuína de que ele estava ajudando-a.
"Julian, eu fui muito clara da última vez: eu não vou mudar de emprego."
Julian franziu a testa, como se estivesse ouvindo um paciente que se recusava a seguir o protocolo.
"Você insiste em ser essa tanatologista?"
"Insisto."
Ao ouvir isso, Julian a observou com um olhar repleto de confusão, como se encarasse um problema matemático que ele não conseguia resolver.
"Não entendo. Você se formou em enfermagem, poderia estar em um hospital de verdade, por que insiste em ficar com os mortos?"
Giovana olhou para sua expressão de total incompreensão e percebeu uma coisa.
Ele nunca lhe perguntou "por que".
Três anos atrás, quando ela disse que era tanatóloga, ele respondeu "combina bastante", e ela achou que ele aceitava.
Mais tarde, ele pediu repetidamente para ela pedir demissão, trocar de cargo, e agora preencheu o formulário por ela; ela achava que ele a desprezava.
Mas não era isso.
Do início ao fim, Julian nunca sentiu que ela estivesse em uma profissão que merecesse ser levada a sério.
PUBLICIDADE
Tanatóloga não era uma profissão, era um problema, um problema que precisava ser resolvido.
E o método dele para resolver problemas era preencher o formulário por ela, arranjar as coisas por ela, assinar por ela.
Ele nunca pensou em lhe perguntar uma única vez —
Por que você escolheu isso? O que você pensa quando está fazendo essas coisas?
"Julian, e se eu simplesmente não assinar?"
A expressão de Julian não mudou muito; ele apenas retirou o documento das mãos dela, colocou-o na mesa de cabeceira e o pressionou sob a luminária.
"Tudo bem se não assinar."
"Eu disse antes, se você não quer mudar de emprego, podemos ter filhos primeiro. Depois que tivermos um filho, você pode ficar em casa e não precisa mais sair para trabalhar."
"Esse seu trabalho também não faz bem para a saúde."
O mesmo tom, a mesma calma.
Giovana olhou para ele e deu um sorriso repentino.
"Julian, será que você nunca pensou em uma terceira possibilidade?"
Capítulo 7
O tom de Giovana era calmo, cada palavra pausada.
"Não assinarei a confirmação, não terei filhos, continuarei sendo tanatóloga."
Julian virou a cabeça para olhá-la, sem fúria, sem acusações.
Em seu rosto havia apenas uma expressão — ele realmente não compreendia.
"Então, o que você quer?"
Giovana olhou para Julian, e a última brasa que restava em seu coração se apagou.
"Nada. Vou dormir no quarto de hóspedes."
Julian virou uma página do livro de medicina, sem impedi-la.
Na manhã seguinte, quando Julian saiu, Giovana ainda não havia se levantado.
Ele bateu na porta do quarto de hóspedes: "Lembre-se de se apresentar ao hospital hoje, já avisei a enfermeira-chefe."
Os passos se afastaram e a porta da entrada se fechou.
Giovana abriu os olhos e sentou-se na cama.
A mala estava no guarda-roupa, o acordo de divórcio na gaveta, a passagem de trem no celular.
Ela tirou tudo, uma a uma, e colocou sobre a cama.
Havia poucas coisas; tudo o que ela poderia levar desse lar após três anos, ela podia carregar com as duas mãos.
O acordo de divórcio ela já havia assinado na noite anterior.
Ela colocou a caneta sobre ele e, tirando a chave da casa do chaveiro, deixou-a ao lado.
Antes de sair, ela deu uma última volta pela sala.
O sofá, a mesa de centro, a cadeira onde ele costumava sentar; tudo estava limpo e organizado, como se ninguém ali tivesse vivido.
De repente, ela se lembrou da pergunta dele na noite anterior: "Então, o que você quer?".
Não era uma cobrança, nem uma súplica.
Ele estava dizendo sinceramente: "Eu não sei o que mais você deseja, já te dei todas as opções que consigo compreender".
Mudar de emprego ou ficar em casa — escolha uma.
Mas o que Giovana queria nunca esteve entre as opções dele.
Ela arrumou tudo, fechou a porta e deixou aquele chamado "lar" sem olhar para trás.
PUBLICIDADE
Antes de embarcar no trem, ela colocou o acordo de divórcio em um envelope, escreveu o endereço do hospital e o nome de Julian, e enviou.
Em seguida, ela encontrou o vagão 09 e sentou-se no lugar próximo à janela.
O celular brilhou; Julian enviou uma mensagem no WeChat: 【A que horas chega hoje? A enfermeira-chefe está esperando.】
Ela não respondeu.
Ele enviou uma segunda mensagem: 【Responda quando vir, vou para uma cirurgia.】
Giovana deletou a conversa e desligou o celular.
Pela janela, os trilhos se estendiam para longe; o céu estava muito azul, as nuvens, muito leves.
Nesses três anos, ela se transformou em uma variável nas opções de Julian.
Adaptável, substituível.
Nas opções que ele lhe dava, nunca existiu a alternativa "continuar sendo tanatóloga".
Mas hoje, ela mesma escolheu.
Não escolheu uma das opções dele, mas saiu de dentro delas.
……
Do outro lado, no hospital.
Quando Julian olhou para o celular pela terceira vez, a enfermeira-chefe entrou na sala.
"Dr. Julian, sua familiar ainda não chegou?"
Ele bloqueou a tela e discou o número de Giovana.
Desligado.
Ele fixou o olhar nas palavras "Giovana" na tela do celular, batendo os dedos na mesa inconscientemente.
Giovana nunca desligava o celular.
Durante três anos, seu aparelho esteve sempre ligado; ela atendia às chamadas sempre em menos de três toques.
Às vezes, quando ele ligava de madrugada após uma cirurgia, ela atendia sonolenta, com a voz suave, perguntando se ele ia chegar em casa para comer.
O que teria acontecido hoje?
Sabrina passava pela porta da sala e, ao ouvir a enfermeira-chefe, colocou metade do corpo para dentro.
"Colega, você não disse antes que faria a esposa vir trabalhar no hospital? Ela ainda não chegou?"
"Sim", Julian respondeu de forma breve.
Sabrina sorriu e insistiu: "Por que mudou para o seu departamento? Não tinha dito antes que ela viria para a vaga de enfermagem comigo?"
Julian virou o celular de cabeça para baixo na mesa, seu tom era muito seco.
"Por perto, fico mais tranquilo."
O sorriso de Sabrina vacilou por um instante, antes de voltar ao normal.
"É verdade, aquele trabalho da esposa realmente não deixa ninguém tranquilo."
Julian a observou com um olhar sombrio, seu tom era calmo, mas sem qualquer margem para negociação.
"Sabrina, daqui para frente, além de cirurgias e assuntos do departamento, manteremos distância."
"Quando Giovana vier trabalhar, não quero que ela ouça mais nenhuma fofoca."
Sabrina ficou estática por um momento, antes de forçar um sorriso.
"Tudo bem, entendi."
Ela virou-se e saiu, seus passos um pouco mais rápidos que o normal.
Nesse momento, a enfermeira-chefe bateu na porta, segurando um envelope pardo.
"Dr. Julian, acabou de chegar pelo correio, disseram ser um material enviado por sua familiar."
Julian pegou e viu o nome de Giovana no remetente.
Sabrina, que não estava longe, voltou para ver: "Será o material de admissão da esposa? É bem formal da parte dela enviar assim."
Algumas enfermeiras ao lado se aproximaram: "O Dr. Julian é bom demais com a esposa, arrumou tudo para ela ficar ao lado dele."
"Pois é, o Dr. Julian é tão sério, mas é muito atencioso com a esposa."
Julian ouviu, seus lábios finos levemente curvados.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127