"O Amor que Nunca Existiu" Capítulo 6
PUBLICIDADE
Ela conseguiu se transformar, de uma alpinista social ativa, em uma vítima coagida.
No chat ao vivo, o clima começou a mudar discretamente.
Muitos sentiram pena dela, pensando que ela era apenas uma garota tentando vencer no entretenimento, vulnerável às ameaças de um homem mais velho. Outros começaram a acreditar que, apesar de tudo, ela ainda me amava, mas escolheu o caminho errado.
Vendo esses comentários, meu desprezo só aumentava. Vanessa, sua atuação é realmente brilhante, mas agora é minha vez.
Vanessa continuou sua performance, atacando o outro ator.
“Nunca imaginei que o amigo em quem eu mais confiava me trairia por interesses no momento em que eu mais precisava, chutando alguém que já estava caído...”
Ela chorava compulsivamente, como se tivesse sofrido a maior injustiça do mundo.
“Eu sempre te tratei como o melhor irmão e melhor amigo, te introduzi aos melhores recursos e te defendi quando você era atacado na rede. Mas é assim que você me retribui?”
O ambiente da transmissão ao vivo atingiu o ápice com suas palavras. Todos começaram a sentir pena dela e a insultar o outro ator, chamando-o de traidor e ingrato. As redes sociais dele foram invadidas por internautas furiosos. Vanessa observava tudo com um brilho de triunfo dissimulado no fundo dos olhos; ela sabia que tinha vencido aquela rodada.
Exatamente quando ela se preparava para encerrar seu “show pessoal”, a tela principal da conferência ficou preta.
Todos ficaram paralisados, inclusive ela, que olhou para os bastidores em choque.
No segundo seguinte, a tela se iluminou novamente, mas não era com fotos dela. Era um vídeo de vigilância de um quarto de hospital. Na cama, estava um jovem inconsciente: eu, dois anos atrás. Uma garota de pijama limpava minha testa com uma toalha de forma desajeitada, parecendo exausta, mas com movimentos suaves. A garota era a pessoa que realmente me ajudou.
O vídeo continuava: ela cuidou de mim dia e noite durante dois dias, até que minha febre baixou e ela adormeceu de cansaço. Então, Vanessa entrou, viu-me e olhou para a garota com impaciência, acordando-a e ordenando que ela fosse embora porque “eu precisava ver ela ao acordar”.
O silêncio absoluto tomou conta do local. Os repórteres estavam chocados e as mensagens no chat começaram a explodir após alguns segundos de paralisação.
As pessoas perceberam que Vanessa era a usurpadora e que ela estava vendendo uma imagem de vítima enquanto fingia ser a salvadora. Vanessa, paralisada no palco, viu a cor desaparecer do seu rosto. Ela tentava negar desesperadamente, gritando que tudo era mentira e que eu e a outra garota a estávamos incriminando.
Nesse momento, um novo vídeo surgiu: uma gravação de áudio de Vanessa e sua assistente dentro de um carro. Vanessa admitia friamente que usou o favor de uma vida inteira como moeda de troca por um contrato de marca de luxo, sabendo que eu acreditaria em tudo o que ela dissesse.
PUBLICIDADE
A gravação terminou. O local estava em silêncio absoluto. A gravação pregou Vanessa ao pilar da vergonha, expondo sua natureza cruel, egoísta e calculista. Ela desmoronou no chão, emitindo um lamento de desespero enquanto os flashes das câmeras registravam seu momento mais humilhante.
Desliguei a transmissão. O eco do grito dela ainda parecia ressoar. O jogo acabou, Vanessa. Dei ordens para o departamento jurídico enviar a notificação extrajudicial.
Recostado na cadeira, fechei os olhos. Em minha mente, a imagem daquela que realmente cuidou de mim aparecia constantemente. A “pequena bruxa” que eu julgava ser apenas mimada foi a única que me ofereceu ternura em meu momento mais sombrio, enquanto eu a ignorei e a interpretei mal por causa de uma mentira.
Senti uma palpitação estranha no peito. Peguei o telefone e, impulsionado por um instinto, entrei no perfil dela, onde havia uma foto fazendo careta para a câmera. Após hesitar, digitei uma linha.
“Tem tempo hoje à noite? Queria te convidar para jantar.”
Assim que enviei, notei que minhas mãos estavam suando levemente. Ela respondeu rapidamente.
Apenas uma palavra:
“Combinado.”
Capítulo 6
“O que você quer comer?”
Olhei para o “Combinado” que ela me enviou, sentindo um misto sutil de complexidade, enquanto meus dedos digitavam na tela.
“O mais caro.”
Ela respondeu instantaneamente, acompanhada de um emoji de sorriso banguela.
Ainda tão direta, sem nenhuma cerimônia.
Não pude evitar um sorriso e respondi: “Escolha o local.”
“Certo, aguarde meu sinal.”
Ao deixar o celular de lado, o sorriso ainda permanecia no canto dos meus lábios.
Durante esses dois anos, todas as minhas emoções giravam em torno de Vanessa — repressão, raiva, planos — mas nunca me senti tão leve quanto agora.
Então, é essa a sensação de sair da lama.
À noite, segui o endereço enviado e cheguei a um restaurante privado escondido no fundo de um beco.
O pátio tinha um ar antigo e elegante, e o ambiente era tranquilo e requintado.
Ao abrir a porta da sala reservada, ela já estava lá.
Ela vestia um vestido vermelho com ombros de fora, que contrastava com sua pele branca como a neve; seus cabelos longos e levemente ondulados estavam soltos, dando-lhe um ar mais deslumbrante que o habitual.
Ela estava distraída com o celular e, ao ouvir a porta se abrir, levantou a cabeça.
Nossos olhares se cruzaram. Ela hesitou por um momento, antes de curvar os lábios e arquear as sobrancelhas para mim.
“Ora, ora, até que está apresentável.”
Ri e sentei-me à sua frente. “Digo o mesmo.”
“E aí? Assistiu à transmissão desta tarde? Foi satisfatório?” Ela jogou o celular na mesa, inclinou-se para frente e olhou para mim com olhos brilhantes, cheios de empolgação por fofoca.
“Foi razoável.”
“Como assim, razoável?” Ela fez um bico insatisfeita. “Foi um vídeo exclusivo que copiei da sala de monitoramento do hospital, correndo o risco de meu pai quebrar minhas pernas! E você diz apenas ‘razoável’?”
PUBLICIDADE
“E o que mais você quer?” Olhei para ela, achando graça. “Que eu me ajoelhe para você?”
“Não precisa tanto.” Ela balançou a mão e, em seguida, estendeu-a na minha direção. “Mas o jantar de hoje não pode ser qualquer coisa.”
“O que você quer?”
“Quero que você cozinhe pessoalmente.” Seus olhos se curvaram como luas crescentes. “Ouvi dizer que o talento culinário do jovem mestre é comparável ao de chefs com três estrelas Michelin. Para conquistar aquela mulher, você dominou desde a alta gastronomia francesa até a culinária japonesa.”
Fiquei paralisado.
Nesses dois anos, minha habilidade na cozinha realmente se refinou.
Porque Vanessa sempre dizia que adorava comer o que eu fazia.
Mas ela não sabia que cada prato que aprendi foi porque, anos atrás, ouvi casualmente Qin Yue dizer à mãe dela o que gostava de comer.
Acontece que, depois, todos esses pratos foram parar na barriga de outra mulher.
E eu, aos poucos, esqueci a intenção original de ter aprendido.
Ao notar que eu não respondia, ela recolheu a mão, sem jeito, resmungando: “Se não quer, tudo bem, por que essa cara? Parece que pedi para você enfrentar fogo e lâminas.”
“Não é que eu não queira.” Voltei a mim, olhando para ela com um olhar complexo. “É só que... faz muito tempo que não cozinho.”
“Então volte à ativa por mim.” Ela piscou para mim, com um tom manhoso. “Por favor, irmão Dante?”
Ela raramente me chamava assim.
O “irmão Dante” fez meu coração tremer.
Olhei para o sorriso astuto dela e, após engolir em seco, acabei balançando a cabeça.
“Está bem.”
“Eba!” Ela fez um sinal de vitória, toda contente.
Os pratos chegaram rapidamente, todos especialidades da casa.
Qin Yue comia feliz e não esquecia de me provocar entre uma garfada e outra.
“Ei, diga-me, será que você estava cego na época? Como pôde se apaixonar por uma mulher como ela? Nem é tão bonita quanto eu, não tem um corpo tão bom quanto o meu, e é menos inteligente que eu.”
Enquanto falava, ela estufou o peito, com uma expressão de “me elogie logo”.
Fui tomado pelo riso. “Sim, sim, você é a mais bonita e a mais inteligente.”
“Claro que sou!” Ela ergueu o queixo, triunfante.
“Mas,” olhei para ela e perguntei seriamente, “por que você não me contou naquela época?”
O movimento de Qin Yue ao pegar a comida parou.
Ela pousou os hashis, pegou o suco e deu um gole antes de falar calmamente:
“Contar o quê? Que a deusa que você tanto idolatrava foi passar férias com outro homem enquanto você estava entre a vida e a morte? Ou contar que quem cuidou de você foi a ‘pequena bruxa’ que você tanto detestava?”
Ela deu uma risada de desdém.
“Dante, na época, você olhava para ela como se ela fosse o mundo inteiro. Se eu tivesse falado, você não só não teria acreditado em mim, como teria achado que eu estava semeando discórdia por inveja.”
“Eu não queria que você me odiasse.”
A última frase saiu tão baixa, como uma pena roçando meu coração.
Olhei para ela e, por um momento, não soube o que dizer.
Então, ela não era indiferente.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127