"O preço de roubar tempo" Capítulo 11
PUBLICIDADE
O cadeado caiu instantaneamente na fenda profunda e sem fim da geleira, desaparecendo sem deixar rastros.
"Já que nossos corações não estão mais no mesmo lugar, não há necessidade de manter isto."
Sua voz era mais fria que o vento gélido que soprava.
Lucas sentiu uma dor aguda no peito; ele cobriu o coração enquanto um gosto metálico de sangue subia à garganta, forçando-o a engolir.
"Clara, meu amor por você nunca mudou..."
Com a voz amarga, ele tirou de forma trêmula o amuleto da paz que havia restaurado antes de chegar e o estendeu para Clara.
"Veja, consertei o amuleto, não há um único arranhão. Mesmo que tenha sido danificado antes, não importa; tudo pode ser reparado, e nós também podemos..."
Clara pegou o amuleto; não havia emoção em seus olhos, apenas um sarcasmo profundo.
Ela o interrompeu diretamente.
"Lucas, coisas que foram destruídas, mesmo restauradas, nunca serão como no início." Sua voz não tinha temperatura. "Assim como nós, já não podemos voltar atrás. Desde o momento em que você escolheu aquela mulher, nós acabamos."
"Você não fez tudo aquilo no início justamente para me forçar a assinar o acordo de divórcio? Agora eu concordei, deixando você livre para ficar com ela; por que você insiste em fazer essas coisas? Não se sente ridículo?"
Ela olhava para ele, cada palavra como se estivesse banhada em gelo.
Lucas ficou pálido, avançando ansioso para tentar explicar: "Não é isso, Clara, acredite em mim, não existe nada entre mim e ela, nós apenas..."
"Apenas o quê? Vai dizer que estavam atuando de novo?" Clara interrompeu com uma risada fria. "Lucas, você me acha tão fácil de enganar, ou aos seus olhos eu sou realmente uma tola, a ponto de acreditar em um motivo tão absurdo?"
"Já que diz que estavam atuando, então para que afinal você encenou essa peça para me enganar?"
"Eu..."
Todas as palavras de Lucas foram bloqueadas.
Ele abriu a boca, mas não emitiu som algum, como se uma mão invisível estrangulasse sua garganta.
Ele queria explicar, mas percebeu que não havia por onde começar.
Clara tinha esquecido.
Qualquer coisa que ele dissesse aos olhos dela seria apenas uma mentira absurda.
Ela não acreditaria nele de jeito nenhum.
Clara virou-se resoluta e foi embora pelo mesmo caminho.
Ao ver as costas dela desaparecendo gradualmente, a força que mantinha Lucas de pé finalmente se dissipou.
Sentiu uma dor sufocante no peito; a ferida antiga, não cicatrizada, latejou sob o frio intenso, e ele começou a tossir incontrolavelmente.
O sangue acumulado há muito tempo não pôde mais ser contido, jorrando de sua boca e manchando a neve branca de um vermelho ofuscante.
"Sr. Lucas!"
O assistente, que o seguia o tempo todo, viu a cena e mudou de expressão, correndo para ampará-lo, com a voz embargada: "Por que o senhor faz isso consigo mesmo, forçando este corpo para escalar montanhas..."
Sem resposta, tudo ficou escuro diante de Lucas e ele desmaiou.
PUBLICIDADE
Ele foi enviado às pressas para o hospital novamente.
O médico avisou severamente que a ferida estava infectada e que o hematoma intracraniano corria risco de piorar devido ao frio extremo, exigindo repouso absoluto.
Ele permaneceu no hospital por dois dias, até que finalmente conseguiu sair da cama e ir novamente à pousada.
No entanto, recebeu a notícia de que Clara já havia partido.
"Sr. Lucas, descobrimos que a Sra. Clara voltou ao país ontem."
O assistente, vendo seu estado de desolação, sussurrou com pesar.
Lucas cambaleou, mas pediu imediatamente que o assistente reservasse as passagens para casa.
Capítulo 18
Após retornar ao país, Clara dedicou toda a sua energia à reconstrução da "Casa de Doces".
Aquele lugar carregava seu antigo sonho; ela não queria que fosse destruído e desejava restaurá-lo pouco a pouco.
No dia da reabertura, após o corte da fita, aquela mulher invadiu o local agressivamente.
Sem dizer uma palavra, começou a quebrar as coisas.
Felizmente, Clara já estava preparada e tinha contratado guarda-costas que detiveram a invasora.
"O que você está fazendo, enlouqueceu?"
Clara gritou severamente.
A mulher, contida por dois guarda-costas, continuava gritando.
"Soltem-me!"
Seu rosto estava vermelho e distorcido pela raiva, sua voz aguda. "Clara, você ainda tem a cara de pau de voltar? Você não tinha se jogado no mar? Por que não morreu? Jogando o jogo da vítima, não é? E ainda contou tudo àquela pessoa; você sabe o que ele fez comigo?"
Naquele dia no clube, depois que Lucas partiu, ela foi surrada pelos subordinados dele e jogada no porão por vários dias e noites.
Mais tarde, aproveitou uma distração dos guardas e fugiu.
Desde criança, ela nunca tinha sofrido tal tortura; só de pensar, desejava despedaçar os dois.
Mas a mais odiada ainda era Clara; se não fosse por ela, Lucas não a teria tratado assim.
"Clara, você acha que fazendo isso ele vai voltar para você? Pare de sonhar, não importa o que faça, nunca deixarei que ele fique com você!"
Clara franziu a testa, achando aquelas palavras absurdas.
"Não sei de que besteiras você está falando, mas eu e ele já estamos divorciados. Com quem ele ficará no futuro não é da minha conta; peço que parem de perturbar minha vida."
"Divorciados? Você se divorciaria dele?" Ela não acreditava, soltando uma risada sarcástica. "Ele tratou você tão mal antes e você continuou colada nele como um adesivo. Agora diz que estão divorciados? Quem vai acreditar!"
No meio da discussão, uma figura irrompeu no local.
Era Lucas.
Ele acabara de desembarcar e correu assim que recebeu a notícia; a ansiedade fez seu peito latejar violentamente.
Mas, no momento, ele não se importava.
Ele não podia permitir que o mal-entendido de Clara aumentasse.
"Clara, não a ouça. Já rompi totalmente com essa mulher. O que ela fez contra você, já a fiz pagar o preço. Se você ainda não estiver satisfeita, farei o que você quiser..."
PUBLICIDADE
A mulher observou Lucas tentando desesperadamente se distanciar dela diante de Clara.
Ouvindo aquelas palavras, o ódio em seu coração intensificou-se e ela gritou com Lucas.
"Lucas, se você a ama tanto, por que me procurou para encenar aquela peça? Você veio até mim, e agora, depois de me usar, quer me chutar. Aos seus olhos, o que eu sou!"
Lucas soltou uma risada fria, com olhos cheios de nojo.
"O que você é? Precisa que eu enumere aqui cada coisa que você fez?"
"Eu já tinha te poupado uma vez; se não fosse por isso, apenas pelo que você fez, eu poderia ter te colocado na cadeia."
"De onde você tirou coragem para vir aqui fazer cena!"
Clara observava friamente aquela farsa.
A discussão dos dois era como ruído em seus ouvidos, causando-lhe cansaço e irritação.
"Terminaram? Se querem encenar, vão para outro lugar, não atrapalhem meus negócios aqui."
Ela ordenou que os guarda-costas os expulsassem.
"Clara..."
Lucas ainda queria dizer algo.
Foi interrompido por Clara: "Saiam, não quero ver vocês nunca mais."
No final, ele e a outra mulher foram expulsos.
...
Faltavam apenas poucos dias para o prazo de um mês combinado com a guardiã do submundo.
Lucas olhava para o calendário com um desespero calmo.
Ele já sabia o desfecho.
Talvez, como dissera a guardiã, o destino deles estivesse realmente esgotado e eles estivessem destinados a se perder.
Ele não lutou mais, não forçou nada, apenas começou a organizar seus últimos assuntos com serenidade.
Ele chamou o advogado de divórcio de Clara, alterou os termos do acordo e transferiu todos os ativos sob seu nome para ela.
Só então assinou o documento.
"Se ela não concordar, se não quiser o dinheiro, então também não aceitarei o divórcio."
Ele temia que ela recusasse até o dinheiro dele.
Portanto, só podia usar esse meio para deixar tudo com ela.
"Se ela perguntar o motivo, diga que é uma dívida que eu tinha, apenas uma compensação."
Embora soubesse que talvez não fosse o suficiente, era tudo o que ele podia lhe dar.
O advogado, ao ver o rosto pálido e os olhos sem vida de Lucas, sentiu um aperto no peito e assentiu solenemente.
Após resolver tudo, Lucas foi à "Casa de Doces".
Ele só queria vê-la uma última vez, mesmo que fosse de longe.
Ele ficou na sombra da esquina, olhando para a figura esguia atrás da vitrine.
Seu olhar vagava sobre ela com ganância; queria memorizar sua imagem, gravá-la em seu coração.
Às dez da noite, Clara fechou a loja e saiu.
Lucas estava prestes a segui-la quando uma van preta parou rapidamente diante dela.
Vários homens vestidos como vândalos saíram e tentaram arrastá-la para dentro.
As pupilas de Lucas se contraíram e ele avançou por puro instinto.
"Larguem-na!"
Capítulo 19
Mas ele chegou um passo atrasado.
A porta do carro se fechou diante de seus olhos e o veículo partiu velozmente, levantando poeira.
Lucas viu, impotente, Clara sendo levada na van e seu coração quase parou.
Ele pressionou o peito, onde sentia uma dor dilacerante, tentando conter o gosto de sangue que subia pela garganta.
Enquanto chamava a polícia, correu para a beira da estrada e interceptou um carro.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127