"Renascida das Cinzas: Casada com o Inimigo do meu Ex" Capítulo 14
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Capítulo 14: Inferno no Velho Casarão
A antiga mansão de veraneio da família Volkov, isolada no topo de uma colina enevoada em Campos do Jordão, erguia-se contra o céu escuro como um monumento decadente do passado. As janelas coloniais estavam escancaradas, permitindo que o vento gelado da montanha uivasse pelos corredores vazios onde Alissa e Diego haviam acabado de invadir com as armas em punho.
"Eu sei que você está aqui, Camila, o jogo acabou e as suas rotas de fuga foram todas bloqueadas pelos meus homens", a voz de Diego ecoou pelo imenso saguão de entrada, sua submetralhadora tática erguida na direção da escuridão do segundo andar.
Alissa caminhava logo atrás dele, vestindo um sobretudo de couro preto, com os dedos firmes ao redor do cabo de uma pistola de nove milímetros que Diego lhe ensinara a usar com precisão cirúrgica nas últimas semanas.
O cheiro denso e adocicado de querosene e pólvora que emanava das paredes de madeira nobre fez a espinha de Alissa enrijecer, ativando o alerta máximo de seu instinto de sobrevivência.
Uma risada estridente, completamente despida de qualquer sanidade, ecoou do topo da escadaria principal, chamando a atenção dos dois protagonistas para a silhueta desgrenhada da irmã bastarda.
Camila Volkov surgiu no parapeito do mezanino, segurando um sinalizador militar aceso na mão direita e um detonador remoto na esquerda, com o vestido de seda branca sujo de graxa e os olhos dourados dilatados pelo mais puro delírio de vingança.
"Você achou que ficaria com os bilhões da mamãe e com o homem mais desejado deste país, Alissa, enquanto eu apodreceria na lama da rejeição pública?"
"Abaixe esse detonador, Camila, a sua mãe já está morta e o seu cúmplice Lucas vai passar o resto dos dias em uma penitenciária federal", Alissa respondeu, dando um passo à frente enquanto mantinha a mira da pistola fixa no peito da irmã.
"Eu não me importo mais com o dinheiro ou com a prisão, eu só quero ver a perfeição de porcelana do seu rosto derreter junto com a estrutura desta casa que o papai construiu!", Camila gritou com uma fúria insana, soltando o sinalizador aceso diretamente sobre as cortinas de veludo que haviam sido encharcadas de combustível.
O fogo subiu pelas paredes em uma velocidade assustadora, transformando o imenso saguão em uma fogueira monumental em menos de cinco segundos, enquanto o temporizador do detonador começava a emitir um bipe agudo nas sombras.
Alissa não hesitou por um único milésimo de segundo e não permitiu que qualquer pingo de remorso ou piedade familiar nublasse sua mente focada na destruição definitiva de seus algozes.
Seu dedo pressionou o gatilho da nove milímetros com firmeza, disparando dois tiros consecutivos que perfuraram o peito de Camila antes que a irmã bastarda pudesse acionar o botão de detonação manual.
O corpo de Camila tombou para trás sobre o parapeito em chamas, caindo na escuridão do andar inferior e encerrando de forma permanente o ciclo de traições que havia condenado Alissa à morte em duas vidas diferentes.
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"Nós precisamos sair agora, as vigas do teto estão cedendo!", Diego rugiu, segurando o braço de Alissa com força possessiva enquanto uma imensa coluna de madeira desabava entre eles e a porta de saída principal do casarão.
O calor tornou-se insuportável na cabine de fogo, o teto antigo estalando sob a pressão das chamas que consumiam a estrutura de sustentação da mansão com a violência de um inferno particular.
O amor deles, que havia nascido no gelo dos negócios e se consolidado na escuridão do submundo, estava sendo batizado no fogo daquela provação final de vida ou morte.
Diego empurrou Alissa em direção ao escritório dos fundos, o único cômodo que ainda mantinha uma janela de vidro voltada para o pátio externo onde os bombeiros tentavam montar o perímetro de contenção.
Antes que eles pudessem alcançar a abertura, um estrondo violento sacudiu o chão de madeira e uma imensa viga de sustentação em chamas despencou diretamente sobre a rota onde Alissa caminhava.
Diego usou a totalidade de sua força tática e de seu corpo monumental para empurrar Alissa para longe do raio de impacto, jogando-se sob a madeira ardente para servir de escudo vivo contra a destruição.
O impacto da viga atingiu as costas do Jaguar com um som abafado, arrancando um gemido de pura dor do homem que preferia ver sua própria pele queimar a permitir que um único arranhão tocasse a mulher que escolhera como destino.
"Diego!", Alissa gritou em desespero, correndo de volta pelo chão enfumaçado e usando as mãos nuas para tentar empurrar a estrutura pesada que prendia as pernas do homem que ela amava.
Diego tossiu violentamente devido à fumaça tóxica que invadia seus pulmões, a consciência começando a oscilar sob a dor extrema do ferimento em suas costas, mas mantendo os olhos âmbar fixos nos dela com uma urgência terminal.
"Não perca tempo comigo, Imperatriz... você precisa pular por aquela janela antes que os tanques de gás no subsolo explodam tudo."
"Eu não vou embora sem você, Silva, nós assinamos o pacto de sangue e você prometeu que a minha segurança pertencia a você!", ela sibilou, as lágrimas de pura angústia correndo por seu rosto sujo de fuligem enquanto tentava alavancar a madeira com um pedaço de ferro.
Diego esticou a mão grande e calejada, segurando o pulso de Alissa com o último rastro de energia que restava em seu corpo antes que a escuridão o levasse por completo.
"Eu preciso que você ouça um segredo antes que eu apague nesta fumaça, Alissa", ele sussurrou, a voz saindo mais rouca e arrastada do que nunca enquanto o bipe do detonador alcançava os segundos finais.
"Eu não entrei naquela jogada no clube de charutos por causa do Porto de Santos... eu já vigiava os seus passos e amava a sua frieza muito antes daquela noite, desde o dia em que vi você enfrentar o seu pai na Assembleia."
A confissão do segredo que ele guardara durante toda a aliança caiu sobre o coração de Alissa com o impacto de uma revelação sagrada, provando que o Jaguar já era o seu anjo protetor muito antes de ela saber de sua existência.
Com um último esforço hercúleo que esgotou o restante de sua sanidade militar, Diego usou as duas mãos para erguer a viga em chamas por um milésimo de segundo, rolando o corpo para o lado antes que a estrutura desabasse por completo sobre o chão de cimento.
Ele se levantou cambaleando, agarrou Alissa pela cintura com aquela agressividade protetora que a definia e correu na direção da imensa janela de vidro do segundo andar.
"Segure a respiração, Imperatriz!", ele ordenou, usando o próprio corpo blindado para estourar a vidraça colonial no exato segundo em que a primeira grande explosão do subsolo começou a rasgar as paredes da mansão.
Diego jogou o corpo de Alissa para fora da janela, direcionando-a perfeitamente na direção do imenso colchão de resgate que a equipe de bombeiros havia inflado no pátio inferior da propriedade de veraneio.
Segundos antes de a mansão explodir por completo em uma bola de fogo e fumaça que iluminou toda a montanha de Campos do Jordão, o corpo de Diego caiu logo atrás do dela, unindo os dois na queda enquanto o passado da família Volkov virava cinzas no topo da colina.
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