"Renascida das Cinzas: Casada com o Inimigo do meu Ex" Capítulo 11
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Capítulo 11: A Ira do Jaguar
A chama do isqueiro de prata tocou a poça de gasolina no exato milésimo de segundo em que o som ensurdecedor das hélices de um helicóptero tático quebrou o telhado de zinco do galpão.
Uma linha de fogo voraz e alaranjada ergueu-se do chão de cimento, correndo em direção à cadeira onde Alissa estava amarrada, enquanto os estilhaços de telhas e vidros choviam sobre o local.
O helicóptero negro da frota privada de Diego pairou a poucos metros do solo, a força do vento gerada pelas pás espalhando a fumaça e retardando o avanço das chamas por uma fração de segundo milagrosa.
Antes mesmo que a aeronave tocasse o chão, a silhueta monumental do Jaguar emergiu da cabine como um demônio enfurecido, os olhos âmbar-dourados injetados de puro ódio ao avistar o reflexo do fogo na pele de porcelana de Alissa.
Ele não vestia mais o terno sob medida do baile de máscaras, mas uma farda preta de combate camuflada, salpicada com a lama da floresta amazônica de onde acabara de retornar em uma viagem sem escalas.
Thiago tentou sacar uma pistola cromada que escondia no paletó, mas Diego avançou pelo perímetro com a velocidade de um predador faminto, ignorando os disparos desesperados dos outros capangas.
Com um movimento cirúrgico e desprovido de qualquer verniz de civilidade, o Jaguar segurou o pulso do secretário traidor e desferiu uma joelhada brutal em suas costelas, ouvindo o som do osso se partindo.
Sem dar tempo para que o rapaz implorasse por misericórdia, as mãos grandes e calejadas de Diego envolveram o pescoço de Thiago e giraram com uma força avassaladora, quebrando a espinha do espião em um estalo seco que ecoou por todo o galpão.
"Ninguém toca no que me pertence e continua respirando nesta terra!", Diego rugiu, jogando o corpo sem vida de Thiago no chão antes de descarregar sua submetralhadora contra os dois últimos milicianos que guardavam a retaguarda de Helena.
Os criminosos caíram mortos no asfalto antes mesmo de entenderem a origem daquela força tática implacável que havia transformado o cativeiro em um abatedouro.
Helena Volkov recuou em direção aos fundos do depósito, soltando um grito de pavor ao ver a facilidade com que o ex-comandante do BOPE eliminara sua segurança particular em menos de trinta segundos.
Diego não correu atrás da madrasta; seu foco absoluto era a fenda de fogo que começava a lamber as plumas pretas do vestido longo de Alissa.
Ele atravessou a barreira de chamas com o próprio corpo, usando a jaqueta tática de Kevlar para abafar o fogo que ameaçava queimar as pernas da herdeira.
Com um único puxão violento de suas mãos nuas, ele arrebentou as correntes de ferro que prendiam os pulsos de Alissa à estrutura da cadeira, puxando-a para o seu peito largo com uma possessividade desesperada. "Eu peguei você, Imperatriz, eu estou aqui, respire comigo."
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Alissa desabou contra o pescoço dele, os pulmões ardendo pela fumaça densa, mas sentindo o estresse pós-traumático da morte passada evaporar diante do calor daquele abraço vivo.
Diego caminhou para fora do círculo de fogo carregando Alissa no colo, mas ao colocá-la cuidadosamente sobre o capô de um veículo antigo para inspecionar seus ferimentos, seus olhos âmbar fixaram-se no sangue que escorria pelo lábio cortado dela e pelo rasgo do ombro.
O Jaguar perdeu o restante de sanidade que ainda restava em sua mente militar ao ver a pele alva que ele jurara proteger marcada pela violência daqueles vermes.
"Quem fez isso com o seu rosto, Alissa?", ele perguntou, a voz saindo em um sussurro rouco e vibrante que carregava a promessa de que ele queimaria o mundo inteiro se isso aliviasse a dor dela.
"Foi a Helena, ela recuou pelos fundos antes de você quebrar o telhado", Alissa respondeu, a voz fraca tentando segurar a mão dele para impedir que ele caçasse a madrasta na escuridão do cais.
"Ela não vai sair viva deste perímetro, eu juro pela minha alma", ele declarou, os músculos de seu rosto tensionados de uma forma que demonstrava que o homem intocável havia sido completamente dominado pelo instinto de possessão real.
Um dos soldados de confiança de Diego aproximou-se rapidamente da estrutura, carregando um celular funcional que havia recuperado dos bolsos do cadáver de Thiago.
"Comandante, encontramos este aparelho criptografado com o secretário, há mensagens trocadas há menos de dez minutos com a liderança do governo."
Diego pegou o dispositivo com a mão esquerda ensanguentada, os olhos passando rapidamente pelas mensagens de texto e áudios arquivados na memória do aparelho.
A tela exibia o comprovante de uma transferência bancária bilionária realizada pela conta pessoal do Governador Silva, contendo as coordenadas exatas e os custos de manutenção do cativeiro onde o irmão de Alissa era mantido refém na Amazônia.
"O pai do Lucas financiou toda a operação de sequestro do seu irmão para garantir que os Volkov não retomassem o controle das rotas de Santos", Diego sibilou, entregando o aparelho para Alissa enquanto os primeiros carros de bombeiros começavam a chegar ao local com as sirenes ligadas.
O som das sirenes e o reflexo das luzes vermelhas iluminavam a névoa de fumaça que saía do depósito, mas para os dois protagonistas, o restante do mundo havia desaparecido por completo.
Diego largou a arma tática no chão, deu um passo à frente e enterrou o rosto no pescoço de Alissa, deixando que as primeiras lágrimas de puro ódio e alívio contido lavassem a fuligem de sua pele bronzeada.
Ele a apertava com tanta força que ela quase não conseguia respirar, mas Alissa apenas sorriu sutilmente, envolvendo os ombros do Jaguar com as mãos trêmulas enquanto sentia o gosto do triunfo definitivo.
"Nós temos a prova que faltava para colocar o Governador e o Lucas na mesma cela, Diego", ela sussurrou contra o ouvido dele, os olhos azul-gelo brilhando com a certeza de que a vingança estava finalmente completa.
"Eles vão pagar por cada gota de sangue que tiraram de você, Imperatriz", ele respondeu, erguendo o rosto e colando seus lábios aos dela em um beijo salgado de chuva, sangue e fumaça que selou o início da caçada final contra os Silva.
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