"Renascida das Cinzas: Casada com o Inimigo do meu Ex" Capítulo 9
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Capítulo 9: Sob a Luz da Lua de Santos
A caminhonete blindada preta cortou a Rodovia dos Imigrantes em alta velocidade, deixando para trás as luzes caóticas de São Paulo em direção ao cais privado de Diego em Santos. O silêncio dentro da cabine não era mais opressor, mas carregado com o peso da adrenalina que ainda pulsava nas veias de ambos após o confronto no baile de máscaras.
Diego estacionou o veículo pesado diretamente na plataforma de concreto que avançava sobre as águas escuras do Atlântico, onde um iate de luxo negro balançava suavemente sob a brisa marinha.
Alissa desceu do carro, sentindo o vento frio do oceano agitar as plumas pretas de seu vestido longo e bagunçar seus cabelos escuros.
O cheiro do sal e o som das ondas quebrando contra as estruturas do porto desativado trouxeram uma sensação de isolamento que ela não sentia há muito tempo.
Ela caminhou até a borda do cais, os olhos azul-gelo fixos no horizonte escuro, enquanto as luzes distantes dos navios de carga brilhavam como estrelas caídas na água.
Diego aproximou-se com passos silenciosos, retirando o paletó de alfaiataria e colocando-o sobre os ombros nus dela com um cuidado que contrastava com sua habitual brutalidade.
"O mar costuma acalmar a mente dos homens antes da batalha, Imperatriz, espero que funcione com você."
Ao sentir o calor do tecido dele e o perfume de sândalo que a envolvia, a armadura de ferro que Alissa vinha sustentando desde o seu despertar começou a rachar de forma irreversível.
A revelação de que seu irmão estava vivo e sendo torturado em algum lugar da Amazônia finalmente quebrou a represa de dor que ela guardava no fundo da alma.
Uma primeira lágrima solitária escorreu por sua bochecha alva, brilhando sob a luz prateada da lua cheia, seguida por um soluço baixo que ela tentou morder em vão.
Diego congelou por um instante, os olhos âmbar-dourados observando a rainha do gelo desmoronar diante dele pela primeira vez desde que assinaram o pacto de sangue.
Sem dizer uma única palavra, ele a puxou pela cintura e a envolveu em seus braços musculosos, permitindo que ela escondesse o rosto contra o seu peito largo.
Alissa chorou com vontade, as mãos pequenas agarrando a camisa de seda preta dele enquanto descarregava toda a agonia de duas vidas cheias de traição e solidão.
Diego permaneceu firme como uma rocha, acariciando os cabelos úmidos dela com uma possessividade protetora que dizia que, naquele território, ninguém no mundo poderia tocá-la.
Ele a pegou no colo com facilidade, caminhando pela passarela de madeira em direção ao interior climatizado da cabine principal do iate negro.
Ele a colocou delicadamente sobre a imensa cama de casal de lençóis de cetim escuro, mas quando tentou se afastar para pegar uma bebida, Alissa segurou sua mão com força.
"Não vá", ela pediu, a voz saindo rouca e vulnerável, os olhos azuis brilhando com uma mistura de lágrimas e uma luxúria que havia acordado com força total. "Eu não quero ficar sozinha com os meus fantasmas nesta noite, Diego."
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"Eu não vou a lugar nenhum, Alissa", ele respondeu, a voz caindo para um registro tão grave e arrastado que fez o corpo dela estremecer por completo.
Diego subiu na cama, posicionando-se sobre ela enquanto seus dedos grandes começavam a abrir o zíper invisível do vestido de plumas pretas com uma lentidão torturante.
O tecido deslizou pelo corpo de porcelana dela, revelando as curvas impecáveis que contrastavam de forma magnífica com a pele bronzeada e cheia de cicatrizes de guerra do homem.
A paixão reprimida que vinha queimando desde o banheiro da cobertura explodiu na cabine do iate como um incêndio impossível de conter.
Os lábios dele encontraram os dela em um beijo que começou profundo e lírico, mas logo transformou-se em uma entrega visceral e faminta que arrancou os últimos resquícios de controle de ambos.
Diego a possuía com a intensidade de um lobo que finalmente encontrava sua companheira de matilha, as mãos mapeando cada centímetro da pele alva dela com uma firmeza predatória.
Alissa arqueava o corpo contra o dele, arranhando as costas musculosas de Diego enquanto se entregava completamente àquela tempestade de sensações táteis.
O contraste de seus corpos sob a luz da lua que entrava pela claraboia criava uma imagem quase artística de destruição e renascimento mútuo na escuridão.
O gelo de Alissa derreteu por completo sob o fogo possessivo daquele homem, transformando o aliado perigoso no protetor definitivo de sua alma e de seu corpo.
Eles se amaram durante horas, em um ritmo intenso e extremamente sensual que fez o tempo parar enquanto o iate balançava no ritmo das ondas do mar de Santos.
Mais tarde, com a respiração recuperada e os corpos suados sob o lençol de cetim, Alissa repousava a cabeça no peito esquerdo de Diego, ouvindo as batidas calmas do coração do Jaguar.
Seus dedos brincavam com a cicatriz perto da clavícula dele, sentindo uma paz que ela achou que nunca mais experimentaria nesta vida.
"Eu ouvi o que a sua madrasta disse no conselho", Diego sussurrou na penumbra da cabine, os lábios roçando o topo da cabeça dela com uma ternura rara.
"Eles vão tentar usá-lo como moeda de troca quando perceberem que o Porto está perdido", ela murmurou, o aperto em sua mão demonstrando a angústia que ainda restava.
Diego segurou o queixo dela, forçando-a a olhar para os seus olhos âmbar que brilhavam com a certeza absoluta de um comandante militar.
"Eu tenho os melhores homens de inteligência do país e já localizei três possíveis bases da milícia dos Silva naquela região da floresta."
"Você jura que vai encontrá-lo?", ela perguntou, a vulnerabilidade brilhando novamente em suas pupilas azuis.
"Eu juro pelo sangue que corre na minha mão e na sua, Imperatriz", ele declarou, apertando a palma que haviam cortado juntos dias atrás.
"Eu trarei o seu irmão de volta para São Paulo em menos de setenta e duas horas, mesmo que eu tenha que queimar metade daquela selva para isso."
Alissa fechou os olhos, sentindo o peso do cansaço finalmente vencer sua mente enquanto o beijo suave de Diego em sua testa selava a promessa na escuridão.
Diego permaneceu acordado por mais algum tempo, os braços firmes ao redor do corpo dela enquanto observava, através da janela da cabine, as luzes distantes e escuras do porto que em breve seriam o cenário da ruína final de seus inimigos.
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