"Rendida ao Alfa: O Retorno do Fantasma" Capítulo 7
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Capítulo 7
O silêncio na sala de estar após a invasão era um convite para o confronto que Rodrigo vinha adiando desde que descobrira a verdade.
Ele estava de pé diante da lareira apagada, os punhos cerrados, esperando que ela descesse das escadas após checar o filho.
Quando Elara finalmente surgiu, ainda vestindo as roupas pretas de combate, a tensão entre os dois era insuportável.
"Você sabia," Rodrigo começou, sua voz soando como um estrondo de trovão em meio ao ambiente vazio.
Elara parou no último degrau, seus olhos fixos nos dele, recusando-se a recuar diante da raiva que emanava do magnata.
"Eu sabia o quê, Rodrigo, que você descobriria eventualmente?" ela perguntou, sua voz mantendo uma calma cortante.
"Que você tinha um filho meu e decidiu escondê-lo de mim durante cinco longos anos," ele rugiu, aproximando-se dela rapidamente.
Elara deu um passo firme à frente, sua postura de combate ainda latente sob a elegância de seus movimentos.
"Eu escondi porque o seu nome é sinônimo de perigo, e eu não permitiria que o Leo pagasse o preço pela sua ambição," ela disparou, cada palavra uma faca afiada.
Rodrigo sentiu a dor daquela acusação atingi-lo em cheio, mas sua raiva ainda dominava sua capacidade de raciocínio.
"Você não tinha o direito de me privar da paternidade," ele gritou, apontando o dedo na direção dela.
"Eu tive todo o direito do mundo quando entendi quem você realmente era e o que a sua linhagem representava," ela rebateu, perdendo finalmente o controle.
Ela começou a caminhar em direção a ele, suas palavras sendo despejadas como uma torrente de segredos há muito contidos.
"Você acha que o clã Souza é apenas um império de negócios?" ela perguntou, com um sorriso carregado de desdém.
"Do que você está falando?" Rodrigo questionou, a confusão misturando-se à sua fúria enquanto ele tentava acompanhar o ritmo daquela revelação.
Elara parou a poucos centímetros de seu rosto, seus olhos brilhando com uma intensidade que ele nunca havia testemunhado antes.
"O seu pai, o grande patriarca, foi quem planejou a emboscada que quase custou a minha vida e a do meu filho," ela revelou, sua voz caindo para um sussurro carregado de ódio.
Rodrigo sentiu o mundo parar ao ouvir aquela confissão, a traição de seu próprio sangue reverberando em sua mente.
"Isso é impossível, o meu pai nunca faria algo contra a mulher que eu amava," ele balbuciou, negando a realidade à sua frente.
"Ele não amava você, Rodrigo, ele amava o controle e a imagem de uma família que você estava prestes a arruinar com o seu amor por mim," ela continuou.
"Ele me disse que você tinha partido por escolha própria, que você me deixou por um homem melhor," Rodrigo disse, sua voz falhando.
"Ele te manipulou, ele te disse as mentiras certas para manter você sob o domínio dele," ela respondeu, sentindo as lágrimas finalmente brotarem em seus olhos.
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Elara começou a tremer, a armadura de Ghost falhando enquanto a dor acumulada de cinco anos de exílio e medo surgia.
"Você nem imagina o que eu tive que enfrentar para manter o Leo vivo enquanto o seu clã enviava caçadores atrás de nós," ela confessou, as lágrimas escorrendo por seu rosto.
Rodrigo observou-a desmoronar, aquela mulher que ele vira lutar como uma deusa minutos antes, agora chorando como alguém que perdera a alma.
Ele estendeu as mãos, querendo abraçá-la, mas parou ao ver o desprezo no rosto dela.
"Você está dizendo que a minha própria família tentou eliminar o meu filho?" ele perguntou, com a voz embargada por um soluço que tentava conter.
"Eles não apenas tentaram, eles ainda estão tentando, eles só esperam o momento certo para tirar o herdeiro que eles acham que é uma ameaça," ela disse, limpando o rosto com as mãos trêmulas.
Rodrigo recuou, sentindo uma náusea profunda tomar conta de seu estômago ao conectar todas as peças daquele quebra-cabeça.
"Eu fui o maior tolo da história," ele murmurou, caindo de joelhos no chão da sala de estar.
"Você não foi tolo, você foi apenas cego pelo amor que tinha por um nome que nunca mereceu a sua lealdade," ela disse, sua voz amolecendo diante daquela demonstração de dor.
Rodrigo cobriu o rosto com as mãos, desabando emocionalmente enquanto os pilares de sua vida e crenças eram reduzidos a cinzas.
"Eu preciso que você entenda, Elara, eu nunca soube de nada disso," ele soluçou, a vulnerabilidade destruindo sua pose de Alfa.
Elara aproximou-se dele lentamente, o ódio sendo substituído por uma compreensão dolorosa do quanto ambos tinham sido vítimas de um jogo cruel.
"Eu sei," ela sussurrou, sentando-se ao lado dele no chão, mas sem tocá-lo ainda.
"Como podemos consertar isso?" ele perguntou, levantando os olhos úmidos para ela, buscando uma esperança que ele sabia não existir.
"Nós não consertamos, Rodrigo, nós destruímos o que nos quebrou," ela respondeu com uma determinação fria.
Rodrigo olhou para as mãos, as mesmas mãos que construíram um império, agora sentindo-se incapazes de salvar o que ele mais desejava.
"Eu vou destruir cada um deles, não importa quem sejam," ele prometeu, sua voz voltando a ganhar a firmeza de um líder em guerra.
Elara tocou o ombro dele, um contato sutil que foi o primeiro passo para uma união que nenhum dos dois esperava.
"Nós vamos fazer isso juntos, e desta vez, eles não terão para onde fugir," ela declarou, olhando para a porta como se visualizasse os inimigos.
O choro de Elara cessou, e com ele, a dor que a acompanhara por tanto tempo começou a dar lugar a um foco implacável.
A traição do clã Souza agora era o inimigo comum, unindo-os por um pacto de vingança e sobrevivência.
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