"Rendida ao Alfa: O Retorno do Fantasma" Capítulo 6
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Capítulo 6
O silêncio da mansão Souza foi quebrado pelo som metálico de vidros sendo cortados na ala leste, onde os sistemas de segurança falharam de repente.
Rodrigo, que mal havia conseguido dormir após a revelação sobre o filho, levantou-se num salto, sua mão alcançando instintivamente a arma que guardava na mesa de cabeceira.
Ele correu pelo corredor, ouvindo o som distante de disparos abafados que indicavam uma invasão profissional e altamente qualificada.
"Segurança, informem a situação!" ele rugiu pelo rádio, mas apenas o ruído estático de uma interferência proposital respondeu às suas ordens.
Ao chegar no hall principal, a visão que o aguardava era de uma eficiência letal que ele jamais esperava ver dentro de sua própria fortaleza.
Elara estava no centro do salão, mas a mulher que ele conhecia como Bia tinha desaparecido completamente.
Ela vestia roupas pretas táticas, movendo-se com a fluidez de uma predadora, enquanto dois invasores armados tentavam cercá-la.
"Quem são vocês?" Rodrigo gritou, levantando sua arma, mas um dos invasores disparou contra ele, obrigando-o a buscar abrigo atrás de uma coluna de mármore.
Antes que Rodrigo pudesse reagir, ele viu Elara executar um movimento de perna rápido e preciso, desarmando um dos agressores em questão de segundos.
Ela girou o corpo, agarrando a arma do inimigo pelo cano e desferindo uma coronhada que o deixou inconsciente no chão.
Rodrigo observava, paralisado pelo choque, enquanto ela assumia o controle da situação com uma frieza profissional que ele apenas lera em relatórios de inteligência.
"Você não deveria estar aqui, Rodrigo," ela disse, sua voz desprovida de qualquer emoção enquanto ela trocava o carregador de sua arma em um movimento mecânico.
Um segundo invasor avançou contra ela, tentando agarrá-la pelos ombros, mas Elara usou o próprio impulso dele para arremessá-lo contra a parede de vidro.
Ela não hesitou, aplicando um golpe de contenção que imobilizou o homem imediatamente, mantendo sua guarda alta e impecável.
"O que é você?" Rodrigo perguntou, saindo lentamente de trás da coluna com sua arma ainda em punho.
Elara virou-se para encará-lo, e o brilho em seus olhos era algo que ele nunca vira antes: o olhar frio e calculista do Ghost.
"Eu sou o que você criou quando decidiu me caçar," ela respondeu, sua voz ecoando pelo salão imenso como uma sentença.
Um terceiro invasor surgiu por trás de um tapete persa, apontando um fuzil para Elara, mas ela nem precisou olhar para reagir.
Com um giro perfeito, ela disparou um único tiro que atingiu o alvo com precisão cirúrgica, derrubando-o antes que ele pudesse alvejar Rodrigo.
O magnata recuou um passo, sentindo uma onda de pavor percorrer seu corpo ao perceber o quão perigosa era a mulher que ele mantivera em sua casa.
"Você lutou contra quem durante todos esses anos?" Rodrigo questionou, sentindo seu mundo de certezas ruir ao ver a habilidade dela.
"Eu lutei contra os monstros que você mesmo contratou para me encontrar," ela disse, limpando uma gota de sangue que escorria pelo seu lábio.
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Elara caminhou até o líder dos invasores, que tentava rastejar para longe, e pisou com firmeza em seu pulso, imobilizando-o.
"Quem te enviou?" ela perguntou, a voz baixa, mas carregada de uma autoridade que faria o homem mais corajoso tremer.
O invasor soltou um grito de dor, mas manteve o silêncio, o que fez Elara puxar um pequeno punhal escondido em sua bota.
"Eu tenho tempo e paciência, algo que você claramente não tem, então escolha suas palavras com sabedoria," ela ameaçou sem qualquer hesitação.
Rodrigo aproximou-se, ainda atordoado, e percebeu que ela não estava apenas se defendendo; ela estava eliminando uma ameaça real ao seu império.
"Elara, pare com isso," ele pediu, embora soubesse que suas palavras não tinham qualquer peso ali.
"Não interfira no meu trabalho, Rodrigo," ela respondeu, sem desviar o olhar do invasor que suava frio diante dela.
O invasor, exausto, murmurou o nome de um rival comercial de Rodrigo que ele conhecia muito bem.
Elara soltou uma risada sombria e pressionou o punhal um pouco mais, garantindo que ele não voltaria a causar problemas.
"Diga ao seu chefe que o Ghost voltou, e que ele não será perdoado pela próxima invasão," ela ordenou, chutando o homem para longe.
Ela guardou sua arma e se virou para Rodrigo, sua postura relaxando ligeiramente, mas mantendo a aura letal intacta.
"Isso é o que acontece quando você subestima as pessoas ao seu redor," ela disse, limpando as mãos com um lenço de seda.
Rodrigo sentiu uma mistura de medo e fascínio, olhando para a mulher que ele achava que conhecia, apenas para descobrir que ela era uma lenda.
"Você poderia ter me matado a qualquer momento," ele murmurou, a percepção da sua própria vulnerabilidade finalmente atingindo-o.
"Eu poderia, mas ainda tenho contas a ajustar com você que não envolvem sangue," ela respondeu, caminhando em direção às escadas.
"Onde você vai?" ele perguntou, sua voz falhando enquanto a via subir os degraus sem olhar para trás.
"Vou verificar se o Leo está bem, algo que você deveria ter feito antes de tentar me intimidar," ela disparou, desaparecendo na escuridão do corredor.
Rodrigo ficou parado ali, cercado pelos homens que ela derrotara com a facilidade de um mestre lidando com aprendizes.
Pela primeira vez na vida, ele sentiu que não era o homem mais poderoso daquela sala; ele era apenas um observador.
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