"Rendida ao Alfa: O Retorno do Fantasma" Capítulo 2
PUBLICIDADE
Capítulo 2
O interior do jato privado era um santuário de luxo silencioso, com bancos de couro branco e iluminação âmbar que acentuava a frieza de Rodrigo.
Elara estava sentada junto à janela, mantendo uma distância prudente do magnata, seus olhos fixos nas nuvens que passavam como sombras.
Rodrigo, sentado à sua frente com um copo de uísque, observava cada movimento dela com uma intensidade que fazia o ar parecer denso.
"Você não disse uma palavra desde que entramos nesta aeronave," Rodrigo comentou, girando o gelo em seu copo.
Elara virou-se lentamente, sustentando o olhar azul-aço dele com uma serenidade que ele não esperava encontrar.
"Não há nada para dizer quando a resposta já foi dada pela força," ela respondeu, sua voz calma e desprovida de qualquer emoção.
Rodrigo soltou uma risada baixa, mas seus olhos não demonstravam humor, apenas uma determinação sombria.
"A força é apenas um meio para um fim, Elara," ele disse, esticando a mão para abrir uma pasta de couro sobre a mesa central.
Ele deslizou um dossiê grosso em direção a ela, revelando páginas repletas de fotos, coordenadas e códigos de segurança.
Elara nem piscou ao ver as evidências do seu passado como Ghost expostas ali, como um troféu de caça.
"Você gastou muito dinheiro tentando descobrir quem eu era," ela observou, sem demonstrar o choque que percorria sua espinha.
"Dinheiro nunca foi um problema para mim, como você bem sabe," Rodrigo retrucou, observando a reação dela com atenção cirúrgica.
Rodrigo inclinou-se para a frente, diminuindo o espaço entre eles até que ela pudesse sentir o cheiro do uísque e o calor do corpo dele.
"Eu gastei fortunas para descobrir por que você me traiu, e o que encontrei foi um arquivo de uma lenda urbana," ele continuou, a voz caindo para um tom perigosamente baixo.
"Uma lenda urbana que você tentou comprar e não conseguiu," Elara rebateu, sua boca curvando-se em um sorriso de escárnio.
Rodrigo sentiu o impacto daquela resposta, a audácia dela era algo que nenhum de seus sócios ou rivais ousava exibir.
"Você acha que sua reputação como Ghost te protege de mim?" ele perguntou, tentando retomar o controle da conversa.
Elara não se recuou; pelo contrário, ela estreitou os olhos, desafiando a aura de poder que ele tentava projetar.
"Eu acho que você está tão acostumado a controlar pessoas que esqueceu como é lidar com alguém que não tem medo de você," ela disparou, mantendo o tom gélido.
O magnata trincou o maxilar, um sinal claro de que a provocação dela havia atingido o alvo em cheio.
"O medo é uma ferramenta que você logo aprenderá a respeitar novamente, minha cara," ele declarou, tentando retomar o domínio sobre a cabine.
Elara virou o rosto novamente para a janela, onde as luzes da cidade de São Paulo começavam a surgir no horizonte.
"Respeito é conquistado, Rodrigo, e você perdeu o meu há muito tempo," ela sussurrou, mais para si mesma do que para ele.
PUBLICIDADE
Rodrigo observou o perfil dela, sentindo uma frustração misturada com uma atração que ele tentava desesperadamente suprimir.
Ele abriu outra parte da pasta, revelando uma foto de Mateo, capturada em um momento em que ele brincava com Leo em um parque.
"E esse homem? O seu porto seguro?" Rodrigo perguntou, observando a expressão dela para detectar qualquer sinal de fraqueza.
Elara sentiu uma pontada de dor, mas sua máscara de gelo não vacilou nem por um segundo diante daquela tentativa vil de atingi-la.
"Ele é uma pessoa boa, algo que você nunca entenderia, mesmo que vivesse mil vidas," ela disse, sua voz mantendo uma firmeza inabalável.
Rodrigo fechou a pasta com um estrondo, irritado com a impassividade dela diante de suas tentativas de intimidação.
"Ele é apenas um obstáculo que eu vou remover da sua vida, peça por peça," Rodrigo ameaçou, sua voz carregada de uma possessividade doentia.
Elara manteve o olhar fixo no vidro da janela, onde a imagem de seu próprio rosto refletia uma determinação que ele não conseguiria quebrar.
"Tente, e verá que a única coisa que você vai remover é a última chance de me ter perto de você," ela rebateu, virando-se para encarar os olhos dele.
"Você está me ameaçando dentro do meu próprio avião?" Rodrigo questionou, um brilho perigoso surgindo em sua íris.
"Estou apenas expondo os fatos," ela respondeu, sentindo a adrenalina aumentar enquanto o avião começava a descer.
O silêncio que se instalou na cabine foi mais barulhento do que qualquer discussão que tiveram até ali.
Rodrigo olhou para ela, finalmente percebendo que a mulher diante dele não era a presa, mas sim a predadora que apenas aguardava o momento certo.
"São Paulo vai mudar tudo," Rodrigo murmurou, quase para si mesmo, olhando para as luzes que cresciam lá embaixo.
"São Paulo é apenas o lugar onde você vai perceber o seu erro," Elara respondeu, sua mente já traçando rotas de fuga e planos de contra-ataque.
O trem de pouso do jato tocou a pista com um baque surdo, sinalizando o início do fim daquela paz forçada.
Elara sentiu o peso do destino pairando sobre seus ombros, mas não recuou um centímetro.
"Prepare-se para descer," Rodrigo ordenou, levantando-se e ajeitando o terno com uma precisão mecânica.
"Eu nunca estive tão preparada para algo na minha vida," ela disse, levantando-se com a elegância de uma pantera pronta para o bote.
Eles caminharam em direção à saída, dois estranhos conectados por uma história de sangue, mentiras e uma atração que nenhum dos dois conseguia extinguir completamente.
A porta do jato se abriu, e o ar úmido e quente da noite paulistana invadiu a cabine.
Elara deu o primeiro passo para fora, sabendo que, a partir daquele instante, cada segundo seria uma batalha pela sobrevivência e pela liberdade de seu filho.
Rodrigo a seguiu, sua mão roçando levemente as costas dela, um gesto de possessão que ela suportou com um desprezo silencioso.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127