"Instinto Proibido: Sim, Doutor. Não, Tio." Capítulo 10
PUBLICIDADE
Capítulo 10: O Pecado Consumado
A luz da manhã de inverno paulistano cortou as cortinas de linho cinza com a precisão de um bisturi, iluminando a nova e perturbadora realidade que se instalara na cobertura.
O delírio da febre havia desaparecido do meu corpo, mas a clareza da sobriedade trouxe consigo o peso esmagador do que havia acontecido na madrugada.
Eu estava sentada na beirada da cama, vestindo apenas um roupão de seda branca, quando os passos firmes de Dominic ecoaram pelo corredor. Ele não vestia o jaleco médico e nem exibia a frieza distante de um tutor; vestia apenas uma camisa de algodão egípcio preto com os primeiros botões abertos, revelando a pele clara e a rigidez do tórax.
"A sua temperatura corporal voltou ao normal, Antonia, mas o seu olhar me diz que a sua mente continua em um labirinto perigoso", ele constatou, sua voz de barítono vibrando com uma segurança possessiva que me fez estremecer por completo.
Seus olhos cinzentos não recuaram diante do meu silêncio; pelo contrário, eles varreram o meu corpo com a autoridade de quem havia reivindicado cada centímetro da minha pele poucas horas antes.
"O que aconteceu ontem... a febre me fez perder o juízo, Dominic", tentei articular, minha voz soando fraca enquanto meu orgulho lutava desesperadamente para reconstruir as barreiras destruídas.
"Você é o meu tutor legal, você jurou ao meu pai que cuidaria da minha integridade física e moral."
Dominic soltou uma risada curta, gélida e perigosamente sedutora, dando dois passos longos que eliminaram instantaneamente a distância que nos separava na penumbra do quarto.
"Eu cuidei da sua integridade destruindo os seus inimigos, mas eu nunca prometi proteger você de mim mesmo, minha querida", ele rebateu, segurando meu pulso com uma firmeza que cortou qualquer tentativa de protesto.
Sem me dar tempo para raciocinar, ele me puxou pela mão com uma força incontestável, conduzindo-me para fora do quarto de hóspedes em direção ao seu santuário particular: o escritório de mogno.
O ambiente, que antes me parecia uma prisão burocrática cheia de livros de medicina e relatórios financeiros, transformou-se no cenário da minha total capitulação.
Ele fechou a porta dupla de madeira maciça com um baque seco, girando a chave dourada na fechadura antes de voltar sua atenção exclusiva para a minha silhueta trêmula.
"As desculpas da febre acabaram, Antonia", ele anunciou, os olhos cinzentos escurecendo até se tornarem duas fendas de puro desejo obsessivo acumulado por anos de repressão.
Dominic caminhou em minha direção com a elegância predatória de um felino que finalmente encurralou sua caça no canto mais escuro e privado da floresta.
Com um movimento rápido e impiedoso, suas mãos grandes agarraram a gola do meu roupão de seda, abrindo o tecido e expondo a minha vulnerabilidade ao ar condicionado do escritório.
Eu tentei empurrá-lo, mas o toque de suas palmas gélidas contra os meus quadris inflamou uma paixão culposa e avassaladora que meu corpo traidor ansiava por libertar.
PUBLICIDADE
Minha mente odiava o controle absoluto que ele exercia sobre o meu destino, mas a minha biologia se rendia completamente à eletricidade estética que emanava de seus músculos rígidos.
Ele me ergueu com uma facilidade assustadora, sentando-me diretamente sobre a imensa mesa de mogno escuro, espalhando os papéis do hospital e os relatórios financeiros pelo chão de mármore.
O metal dos clipes e o calor da madeira polida contrastavam com a queimação interna que subia pelo meu ventre a cada segundo em que ele se aproximava.
"Você é minha, Antonia... sempre foi, desde o momento em que o seu pai assinou aqueles papéis e selou a sua transferência para os meus domínios", ele sussurrou contra a minha boca.
Seus lábios finalmente esmagaram os meus em um beijo de reivindicação territorial violento, uma colisão de línguas e dentes que desfez qualquer vestígio do tabu de tutor.
O sexo que se seguiu sobre aquela mesa de trabalho foi um ato de posse total, rápido, intenso e carregado da alta voltagem típica de um dark romance proibido.
Dominic perdeu completamente o controle daquela fachada de neurocirurgião intocável e ético, agindo puramente sob o comando de sua natureza mais sombria, possessiva e maníaca.
Minhas pernas se prenderam ao redor da cintura dele de forma instintiva, minhas unhas cravando-se nos ombros largos de sua camisa preta enquanto eu arquejava sob a intensidade de seus movimentos.
A entrega absoluta do meu corpo transformou a minha antiga rebeldia infantil em um gemido de pura luxúria e aceitação da minha nova realidade como sua mulher.
Enquanto me possuía com uma urgência que ameaçava quebrar a madeira do mogno, Dominic cravou os olhos cinzentos nos meus, capturando as minhas lágrimas de prazer e dor moral.
Naquele milésimo de segundo eterno, o homem implacável percebeu que a submissão total de Antonia não era apenas o seu prêmio, mas também a sua maior fraqueza biológica.
Ele percebeu, com um misto de orgulho sombrio e pânico interno, que o controle que exercia sobre a garota o havia acorrentado definitivamente ao destino dela de forma irreversível.
O caçador havia se tornado prisioneiro da própria presa, incapaz de respirar longe do perfume de gardênia que agora emanava de sua mesa de trabalho.
O clímax nos atingiu de forma devastadora, um espasmo violento que ecoou pelas paredes isoladas do escritório e selou o fim definitivo da nossa antiga relação jurídica de tutela. Dominic desabou o peso do seu tórax rígido sobre o meu peito por alguns instantes, sua respiração pesada e desordenada batendo contra a minha pele suada.
O silêncio que se instalou no escritório de mogno estava carregado de uma nova atmosfera, uma densidade erótica e territorialista que mudaria as regras da cobertura para sempre.
Dominic afastou-se lentamente, ajeitando as roupas com uma calma que contrastava violentamente com a fúria primitiva de minutos atrás, recuperando sua postura de comando.
Com um carinho obsessivo e quase doentio, ele pegou um lenço de linho limpo da gaveta e limpou os vestígios da nossa intimidade da minha pele trêmula e marcada.
Seus dedos deixaram marcas avermelhadas nos meus quadris, hematomas sutis que serviam como um aviso visual de quem era o verdadeiro dono daquele corpo a partir daquela manhã.
"Vista o roupão, Antonia", ele ordenou com sua voz de barítono voltando ao tom clínico habitual, embora seus olhos continuassem fixos na minha boca vermelha e inchada.
Ele caminhou até a porta do escritório, pegou sua maleta de couro e as chaves do carro blindado, preparando-se para ir ao hospital realizar suas cirurgias.
"Você vai me deixar trancada aqui dentro de novo?", perguntei em um sussurro fraco, ajeitando a seda branca ao redor do meu corpo exausto e trêmulo sobre a mesa.
"Você vai ficar exatamente onde eu sei que estará segura de Moretti, de Ricardo e de si mesma", ele respondeu, girando a chave pelo lado de fora.
O som da tranca ecoou pelo corredor, deixando-me sozinha na penumbra do escritório de mogno, envolta pelo cheiro forte de cedro do seu perfume que agora marcava a minha pele.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127