"De Lixo a Rainha da Gastronomia" Capítulo 8
PUBLICIDADE
Fiquei atônita.
"Os companheiros do meu pai?"
"Sim, aqueles que estiveram com ele na linha de frente contra as enchentes. Seu pai era muito querido no exército. Depois que ele faleceu, vários companheiros tentaram procurar você e sua mãe. Mas, após o re-casamento dela, mudaram-se e eles perderam o contato."
Meus dedos ficaram imóveis sobre a mesa por alguns segundos.
"Entre em contato por mim, por favor."
Naquela noite, o quadro de saúde de Beatriz piorou.
O Dr. Lee ligou, com a voz urgente: "Sra. Clara, sua mãe apresentou hoje sintomas de encefalopatia hepática. Se não operarmos agora..."
"Dr. Lee, já disse que não farei o teste de compatibilidade."
"Entendo, mas se houver outros parentes..."
"Ela não tem outros parentes diretos."
"Então..."
"Podem colocá-la na fila do sistema de transplantes."
"O tempo de espera na fila é muito incerto..."
"Eu sei."
Desliguei o telefone e sentei-me na sala, olhando fixamente para a televisão.
Dona Helena sentou-se ao meu lado com uma tigela de sopa de fungos brancos.
"Ela piorou?"
"Sim."
"O que você sente?"
Peguei a sopa e tomei um gole.
"Não sei."
"É normal não saber", disse Dona Helena. "Odiar alguém por mais de uma década e, de repente, ouvir que ela está morrendo... é normal não saber o que pensar."
"Vovó, será que estou sendo cruel demais?"
"Você não é cruel", Dona Helena acariciou minha mão. "Pessoas cruéis não se perguntam se são cruéis."
"Mas..."
"Clara, escute o que vou dizer."
"Você não deve a ela uma parte do seu fígado. Você deve a si mesma uma vida limpa e honesta. Recupere o que é seu por direito e corte os laços que precisam ser cortados. Então, viva bem."
"Se seu pai estivesse aqui, ele diria a mesma coisa."
Fiquei segurando a tigela, sem dizer nada.
O vento começou a soprar lá fora.
Meu celular tocou de novo, era um número desconhecido.
Hesitei, mas atendi.
"Falo com Clara? Sou Liu Tiezhu, ex-líder de pelotão do seu pai."
Capítulo 14
A voz de Liu Tiezhu era rústica, sonora e carregada com a franqueza típica de um militar.
"Clara, sou o seu tio Liu. Eu e seu pai estávamos no mesmo pelotão; ele era o vice-líder e eu o líder. Eu te peguei no colo quando você tinha apenas dois anos."
"Tio Liu", minha voz falhou.
"A funcionária He me contou sua situação. Sendo sincero, passei anos te procurando. Quando seu pai partiu, todos nós fomos nos despedir; ver sua mãe chorando com você no colo no velório partiu nossos corações. Depois, queríamos ajudar, mas sua mãe disse que não precisava, que cuidaria bem de você."
"Mais tarde, perdemos o contato. Fomos até sua casa e vocês tinham se mudado. Perguntamos no registro civil e disseram que sua mãe tinha casado de novo e que não podiam revelar o novo endereço."
Segurei o celular, sem conseguir pronunciar uma palavra.
"Clara, talvez você nem se lembre direito dele. Mas te digo, seu pai era um homem bom. Naquele ano das enchentes, enquanto todos recuavam, ele correu sozinho para buscar os moradores presos. Tirou três, e o dique desabou. Ele não conseguiu sair."
PUBLICIDADE
"A última frase dele foi: 'Salvem o povo primeiro'."
Coloquei o celular junto ao ouvido e me encolhi no sofá.
Dona Helena, ao lado, permaneceu em silêncio, apenas segurando minha outra mão.
"Clara, você está bem agora?"
"Estou bem, tio Liu."
"Abriu sua própria loja?"
"Sim, cinco delas."
"Bom, muito bom!" Ele riu, com a voz forte. "Se seu pai soubesse, ficaria radiante. Ele amava a comida que sua mãe fazia..."
Ele parou de falar de repente.
"Ah, digo..."
"Está tudo bem, tio Liu."
"Então, Clara. A funcionária He disse que sua mãe está no hospital e que há uma história com a casa. Não se preocupe com isso, eu cuidarei pessoalmente."
"Tio Liu, não precisa..."
"Como não precisa! Por que as coisas do seu pai deveriam ir para um estranho? Eu cuidarei disso! Voltarei amanhã para conversar pessoalmente com esse seu padrasto."
"Tio Liu, isso já está na justiça..."
"Justiça é justiça, mas algumas coisas precisam ser esclarecidas. Seu pai é um herói que deu a vida pelo país; ver a filha dele sendo tratada assim... onde ficará a nossa dignidade como companheiros de armas?"
Não tentei impedi-lo.
Depois que desliguei, Dona Helena me deu um lenço.
"Companheiro de armas do seu pai?"
"Sim. Disse que vem amanhã."
"Esses soldados... são obstinados. Mas têm um bom coração."
Na manhã seguinte, Liu Tiezhu realmente apareceu.
E não estava sozinho.
Trouxe três homens. Todos companheiros de pelotão do meu pai.
Quatro homens maduros, cheios de retidão, caminhando com firmeza.
Eles foram primeiro à minha loja.
Liu Tiezhu parou na porta do "Sabor e Afeto", olhou para a placa por um tempo e seus olhos se encheram de lágrimas.
"Ricardo, sua filha te honrou."
Ao entrar, preparei uma mesa de pratos para eles: peixe refogado, almôndegas, vagem frita e uma sopa.
Tudo feito com as receitas que Dona Helena me ensinou, sabor do norte, rico em temperos.
Liu Tiezhu provou uma almôndega e parou.
"Esse sabor... é igual ao da cantina do exército do seu pai."
"Dona Helena era chef da casa de hóspedes do governo, ela cozinha culinária do norte."
"Bom, muito bom." Ele largou os hashis e olhou para mim solenemente.
"Clara, me diga a verdade. Sobre a doença da sua mãe, o que você pretende fazer?"
"Não farei o teste de compatibilidade."
"Não é isso que quero dizer. Pergunto se, caso ela morra, seu coração ficará em paz?"
Fiquei em silêncio por um longo tempo.
"Tio Liu, não sei. Mas sei que se eu aceitasse, eu nunca teria paz na vida."
Ele assentiu e não insistiu.
Após o almoço, os quatro foram direto ao hospital.
Não para visitar Beatriz.
Foram encontrar Ricardo.
Não fui com eles. Mas Lúcia me manteve informada sobre tudo.
Trinta minutos depois, Lúcia me ligou com a voz trêmula de empolgação.
"Clarinha, seu tio Liu e os outros cercaram o seu padrasto no corredor do hospital! Quatro veteranos enfileirados, seu padrasto ficou pálido de medo!"
PUBLICIDADE
"O que eles disseram?"
"Seu tio exigiu que ele devolvesse a casa e avisou que, se não devolvesse, iria pessoalmente ao Comando Militar denunciar a usurpação do patrimônio de um mártir. Seu padrasto não conseguiu dizer uma palavra."
"Mais alguma coisa?"
"Seu tio disse uma frase que fez seu padrasto quase desabar no chão."
"O que ele disse?"
"Ele disse: 'As cinzas de Ricardo estão no Cemitério Revolucionário de Babaoshan. Se você tocar nas coisas da filha dele, meça bem se você é digno de continuar andando por aí'."
Capítulo 15
Liu Tiezhu e os outros conversaram com Ricardo no corredor do hospital por quarenta minutos inteiros.
Não sei exatamente o que foi discutido.
Mas o resultado foi claro: Ricardo concordou ali mesmo em cooperar com a transferência do imóvel, sem mais bloqueios.
A Dra. Sofia, minha advogada, recebeu um telefonema do advogado de Ricardo, o Dr. Sun, à tarde, dizendo que ele estava disposto a chegar a um acordo.
Mas isso não é o mais importante.
O importante é que, antes de deixar o hospital, Liu Tiezhu e os outros foram ver Beatriz.
Liu Tiezhu entrou no quarto e ficou lá por dez minutos.
Quando saiu, me ligou com uma voz tão sombria que parecia outra pessoa.
"Clara, sua mãe me contou uma coisa."
"O quê?"
"Ela disse que, antes de partir, seu pai guardou um dinheiro para você. Não estava na conta da pensão; eram economias do próprio soldo dele. Estava em uma caderneta de poupança, no seu nome."
Meu coração falhou uma batida.
"Onde está a caderneta?"
"Ela disse que não se lembra."
"Ela está mentindo."
"Também acho", Liu Tiezhu silenciou por um momento. "Mas ela disse outra coisa..."
"Ela disse que, se você fizer o teste de compatibilidade, ela te diz onde está a caderneta."
Fiquei parada na cozinha, segurando um punhado de cebolinhas nas mãos.
"Ela está usando as lembranças do meu pai para me chantagear."
"Clara..."
"Tio Liu, o dinheiro que meu pai guardou para mim... ela escondeu de mim por anos e agora o usa como moeda de troca pelo meu fígado. Você acha que alguém assim merece ser salvo?"
Do outro lado da linha, Liu Tiezhu não respondeu.
Muito tempo depois, ele disse apenas: "Se seu pai estivesse aqui, ele ficaria com o coração partido."
Naquela noite, fiquei sozinha na loja até tarde.
Depois que todos foram embora, sentei-me no salão vazio, diante de uma xícara de chá que já tinha esfriado.
Meu pai guardou dinheiro para mim.
Ele vivia de forma austera no exército, com um soldo mensal de apenas algumas centenas de yuans, e ainda assim conseguiu economizar para mim.
Estava no meu nome.
Ele sabia que o trabalho que fazia era perigoso e que algo poderia acontecer a qualquer momento. Ele preparou um caminho seguro para a filha.
E Beatriz escondeu esse caminho.
Por vinte e dois anos inteiros.
Ela usou a pensão que meu pai conquistou com a própria vida para se casar com outro, transferiu a casa do meu pai para outro homem, recebeu todos os tipos de subsídios em nome dele — e então usou o dinheiro que ele pessoalmente guardou para mim como sua última cartada.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127