"A Cura de um Amor Proibido" Capítulo 11
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【Vou te buscar para almoçar amanhã, não marque com mais ninguém.】
Logo em seguida, outra mensagem: 【Luna, tenho algo para te dizer. Algo muito importante.】
Capítulo 19
O coração de Luna disparou.
Que palavras eram aquelas? O que ele queria dizer?
Ela passou a noite em claro.
No dia seguinte, ao chegar ao trabalho, sentia-se aérea.
Ao meio-dia, Gustavo apareceu na porta do departamento de marketing, pontualmente.
Ele segurava uma bolsa térmica, estava de terno e gravata, e sua aparência na porta parecia a capa de uma revista.
Os colegas começaram a cochichar novamente.
"Por que o chefe Gu veio de novo?"
"Ele vem todos os dias, isso é demais..."
Luna criou coragem e caminhou até ele: "Tio, vamos comer lá embaixo?"
"Vamos comer aqui mesmo."
Gustavo caminhou diretamente até a mesa dela, puxou a cadeira, sentou-se e abriu a bolsa térmica.
"Fiz marmita para você."
Dentro da caixa, havia arroz com coxa de frango teriyaki, acompanhado de brócolis escaldados e tomates cereja; a montagem estava muito cuidadosa.
Ela encarou aquela caixa de comida e sentiu um nó na garganta.
"Como você aprendeu a fazer marmita?"
"Aprendi." Gustavo entregou-lhe os hashis. "Enquanto esperava por você na Suíça, assisti a vídeos e aprendi, já que não tinha nada para fazer."
Ele disse isso com naturalidade.
Como se todas as longas esperas, os voos solitários, os dias e noites passados olhando para o corredor vazio através do vidro não tivessem importância.
Luna pegou um pedaço de frango e colocou na boca; estava macio, saboroso e com um leve toque adocicado.
Estava tão bom que ela teve vontade de chorar.
"Luna." Gustavo falou de repente, com a voz muito baixa, baixa o suficiente para que apenas ela pudesse ouvir.
"Sim?"
"Pensei a noite toda e tomei uma decisão."
Luna levantou a cabeça para olhá-lo.
O olhar dele era muito sério, sério a ponto de assustá-la.
"Eu não quero..." Ele hesitou, como se estivesse usando todas as suas forças para dizer o que vinha a seguir.
"Não quero mais ser apenas seu tio."
O mundo inteiro silenciou.
Os hashis deslizaram de sua mão, caíram sobre a mesa e fizeram um som seco.
"O que você disse?", a voz de Luna tremia.
"Eu disse", ele segurou a mão de Luna, olhando diretamente nos olhos dela, "Luna, eu quero ser seu homem."
Ao lado da mesa, uma colega deixou cair o copo de água.
No escritório, todos olhavam para eles.
A mente de Luna ficou em branco e suas bochechas ardiam como se estivessem em chamas.
"Gustavo, você ficou louco — isto é uma empresa!"
"Eu sei."
"Solte-me!"
"Não solto."
Sua voz estava rouca e firme: "Fiquei doze anos segurando isso, desta vez não vou mais soltar."
Ao longe, a porta do elevador abriu-se de repente.
Camila calçava saltos altos e saiu do elevador.
Sua aparição foi como um balde de água fria sobre Luna.
Camila vestia um conjunto da Chanel, maquiagem impecável, sorrindo de forma digna e elegante, caminhando passo a passo na direção dos dois.
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Os cochichos no escritório desapareceram instantaneamente; todos sentiram aquela aura incomum.
"Gustavo, há quanto tempo."
Ela parou diante de Gustavo, e seu olhar varreu o rosto de Luna com um desprezo evidente.
Gustavo soltou a mão de Luna e levantou-se, colocando-se na frente dela.
"O que você veio fazer aqui?"
"Conversar sobre algo." Camila sorriu. "Não vai me convidar para sentar no seu escritório?"
"Não tenho nada para conversar com você."
"É mesmo?" Ela tirou uma foto da bolsa e entregou a Gustavo. "E quanto a isto?"
Luna não conseguia ver o que estava na foto, mas a expressão de Gustavo mudou instantaneamente.
Suas mãos apertaram a foto, e seus nós dos dedos ficaram brancos.
"Camila, você..."
"Não se exalte." Camila deu um tapinha no ombro dele, com um tom de voz íntimo, como se estivesse acalmando uma criança.
"Só quero conversar. Em público, você não vai me fazer passar vergonha, vai?"
Gustavo ficou em silêncio por alguns segundos e virou-se para olhar Luna.
Aquele olhar continha um pedido de desculpas e um peso que ela não conseguia entender.
"Luna, termine de comer. Já volto."
Depois de dizer isso, ele seguiu Camila em direção ao elevador.
Luna viu a porta do elevador fechar-se, isolando a figura deles atrás de dois painéis prateados.
Capítulo 20
Os olhares ao redor eram como agulhas cravadas em Luna.
"Camila? Aquela que estava noiva do chefe Gu?"
"Sim, ouvi dizer que cancelaram no dia do casamento. Será que foi por causa da Luna?"
"Criou a sobrinha por mais de dez anos e ela expulsou a noiva, tsc tsc tsc..."
Ela cerrou os punhos, as unhas cravadas na palma da mão.
Não podia chorar ali.
Ela abaixou a cabeça, fechou a caixa de comida, arrumou a mesa e levantou-se, caminhando em direção ao banheiro.
No momento em que fechou a porta, Luna agachou-se no chão e começou a chorar silenciosamente.
Camila estava lá. Ela tinha fotos do diário.
Ela estava diante de Gustavo, sorrindo com tanta confiança.
O que ela queria afinal?
Luna pegou o celular e, trêmula, ligou para o número de Camila.
O telefone chamou três vezes e foi atendido.
"Ora, ligou para mim por iniciativa própria?" A voz dela soava preguiçosa.
"O que você quer afinal?"
"É muito simples, fique longe de Gustavo."
Ela riu: "Fique longe dele, e ninguém verá aquelas fotos."
"Então o que você quer que eu faça? Peça demissão? Que eu vá embora?"
"Inteligente." Ela fez um som de desdém.
"Peça demissão, vá embora, saia da cidade, não apareça mais na frente de Gustavo. Se você fizer isso, eu apago aquelas fotos."
"Por que eu deveria acreditar em você?"
"Você só tem a mim para acreditar."
A ligação foi encerrada.
Luna apoiou-se na parede do banheiro, sentindo o corpo gelado.
Sair da cidade? Pedir demissão? Nunca mais ver Gustavo?
Ela conseguiria fazer isso?
Ela pensou no arroz com coxa de frango teriyaki na marmita, pensou no que Gustavo disse ontem — "Fiquei doze anos segurando isso, desta vez não vou mais soltar" —, pensou na temperatura escaldante das mãos dele quando segurou as dela.
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Não.
Ela não podia ir embora.
Mas ela não podia permitir que aqueles diários fossem expostos, não podia deixar que Gustavo fosse criticado por causa dela.
Exatamente quando Luna estava em desespero, a porta do banheiro foi batida.
"Luna, você está aí?" Era a voz de uma colega. "O chefe Gu está te procurando. Ele disse que Camila já foi embora e que é para você ir ao escritório dele."
Luna enxugou as lágrimas, respirou fundo, empurrou a porta e saiu.
O escritório de Gustavo ficava no octogésimo oitavo andar; ela nunca tinha ido lá.
O elevador ia direto para o topo; no momento em que as portas se abriram, ela viu Gustavo parado diante da janela de vidro, de costas para ela.
"Tio."
Ele se virou, ainda segurando a foto na mão.
"Luna, venha aqui."
Luna aproximou-se, e ele lhe entregou a foto.
Na foto, havia uma carta. Não, não era uma carta — era uma página do diário.
Era algo que Luna escreveu quando tinha quinze anos; a letra estava torta, mas cada palavra era clara:
【Hoje, Gustavo me levou ao médico. O médico disse que minha doença talvez nunca se cure. Gustavo disse que não tem problema, que cuidará de mim para sempre.】
【Fiquei muito feliz ao ouvir isso. Quero que ele cuide de mim para sempre. Quero ficar com ele para sempre. Não do jeito de tio e sobrinha.】
A vergonha queimou seu corpo como fogo.
Luna estendeu a mão para pegar a foto: "Devolva-me..."
Gustavo não se esquivou; pelo contrário, segurou a mão dela.
"Luna, escute-me."
"Eu não quero ouvir! Devolva-me!"
Luna lutava, e as lágrimas caíram novamente.
Gustavo a puxou com força para seus braços, abraçando-a apertadamente.
"Quinze anos," sua voz estava muito baixa, como se fosse espremida de dentro do peito, "você já gostava de mim aos quinze anos, não é?"
"Não."
"Não me minta, isto está escrito que foi aos quinze anos, mas você chegou à minha casa aos doze."
Gustavo olhava para ela com dor, choque e um tipo de sentimento que estivera reprimido por tempo demais e que finalmente rompia a represa.
"Dos seus doze aos vinte e quatro anos, doze anos."
"Luna, eu gosto de você. Não como tio e sobrinha, mas como um homem por uma mulher."
Capítulo 21
As lágrimas de Luna caíram ainda mais intensamente.
"Então, por que você se casou com Camila? Por que você me mandou embora?"
Gustavo fechou os olhos, com a voz rouca: "Porque pensei que era o melhor para você. Pensei que, sendo seu tio, eu não poderia ter esses sentimentos. Achei que você apenas dependia de mim e que, quando estivesse curada, me deixaria."
"Por isso, disse a mim mesmo que deveria mandá-la embora logo, para acabar cedo com esse desejo."
"Mas me arrependi assim que você partiu."
Ele segurou o rosto de Luna com as mãos, limpando as lágrimas com os polegares.
"Luna, nunca mais vou deixar você ir."
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