"O Recomeço de Clarissa" Capítulo 11
PUBLICIDADE
— O procedimento médico foi concluído com sucesso, sinto muito não ter incluído você na tomada de decisão prévia.
Jonathan recuou um passo com o impacto das palavras, demonstrando uma instabilidade física imediata, como se tivesse recebido um golpe físico.
A palidez tomou conta do rosto dele e os lábios tremeram antes que conseguisse articular o questionamento:
— Qual a justificativa para agir dessa forma?!
— Nós havíamos estabelecido um acordo de convivência recente, não é verdade?
— Por que recorrer a uma medida tão drástica com o nosso futuro?
Tomado por um descontrole emocional repentino, ele segurou os papéis do relatório médico com força e rasgou as folhas em vários pedaços.
Os fragmentos de papel se espalharam pelo chão da sala de estar, refletindo a destruição do vínculo conjugal deles.
— Qual o propósito dessa encenação? Você manteve uma postura dissimulada comigo o tempo todo? — Os olhos dele estavam vermelhos pela agitação e pelo choro iminente, entregando uma mistura de desespero e indignação. — Você fingiu aceitar as minhas desculpas e simulou que a rotina havia voltado ao normal apenas para desestruturar a minha postura neste momento?
— Enquanto eu detalhava os nossos planos e a nossa estabilidade futura, o que passava pela sua cabeça?
A voz dele saiu embargada, fixando o olhar em Clarissa em busca de alguma justificativa que fizesse sentido:
— Clarissa, como você consegue exercer tamanha frieza com a nossa história?
Clarissa limitou-se a encará-lo com uma fisionomia que misturava desprezo e total desinteresse pelas justificativas dele.
— Jonathan, falta legitimidade na sua indignação para falar em frieza comigo — ela rebateu, mantendo a voz firme e controlada. — Onde estava a sua preocupação com a integridade da nossa história no momento em que você compartilhava a intimidade com a Gabriela no quarto da cobertura?
— Eu não admito que você reduza a situação a... — ele tentou interrompê-la com gestos defensivos.
— Exijo que você escute os fatos por completo — Jonathan insistiu de forma ríspida, tentando retomar o controle da narrativa. — A Gabriela mantinha uma posição de dependência financeira com o Sr. Zanini antes de ingressar na nossa operação, presenciei a dinâmica dos dois em vários eventos corporativos do setor.
— No ano passado, o vínculo entre eles foi desfeito de comum acordo por interesse de ambas as partes.
Ele falava de forma acelerada, tentando expor a fragilidade do histórico da funcionária para atenuar o peso dos próprios atos na mente de Clarissa:
— Foi justamente essa facilidade de contexto que motivou a minha escolha por ela. A relação servia apenas como entretenimento passageiro na minha rotina, sem qualquer possibilidade de interferir no espaço que é seu por direito no casamento.
— ... —
Clarissa franziu a testa ao escutar a argumentação, exibindo uma fisionomia de profundo nojo.
— Jonathan, se a sua justificativa envolvesse algum tipo de sentimento legítimo pela moça, eu poderia encarar o cenário com algum respeito; da forma como você expõe as coisas, a sua postura se torna apenas repulsiva e degradante para mim.
PUBLICIDADE
Dito isso, ela cortou o contato visual, caminhou até o móvel de apoio e retirou da bolsa os documentos formais de dissolução do casamento, deixando os papéis sobre a mesa de centro com um posicionamento definitivo:
— Assine a documentação agora mesmo e evite o prolongamento desnecessário desse desgaste para ambos.
A resolução dela era final, focada apenas em encerrar os trâmites legais do divórcio e iniciar um novo percurso longe da influência dele.
21
O período de reflexão do divórcio funcionava como uma zona de amortecimento, posicionada bem no meio do casamento rompido de Clarissa e Jonathan.
Durante essa fase tão específica, Clarissa optou por viajar sozinha para Gramado, buscando reencontrar aquela antiga aspiração que havia sido despertada em seu peito.
A última vez em que Jonathan mencionara com tanto entusiasmo a ideia de passear em Gramado foi como uma pedra lançada em um lago calmo, gerando ondas nos pensamentos de Clarissa, despertando o desejo profundo de caminhar pelo centro da cidade e respirar aquele ar fresco.
Resgatando os tempos de faculdade, nos períodos em que não tinha aulas, Clarissa dividia seu tempo entre as leituras na biblioteca e longas caminhadas pelas esquinas charmosas daquela região serrana.
Cada detalhe da arquitetura e das árvores locais parecia carregar fragmentos de boas memórias, transmitindo uma sensação de paz e bem-estar toda vez que ela passava por ali.
Para esta viagem, Clarissa organizou a hospedagem com bastante antecedência em uma pousada de uma conhecida de longa data.
A proprietária do estabelecimento tinha um perfil interessante: era Melisa, uma colega de faculdade de Clarissa, nascida na própria região e vinda de uma família estruturada, o que a poupava de pressões financeiras; após a graduação, ela decidira seguir sua vocação abrindo aquela pousada acolhedora em uma das vias mais bonitas da cidade.
Por estarem na baixa temporada, a movimentação de turistas em Gramado estava reduzida, refletindo-se também no número discreto de hóspedes na pousada naquele período.
Logo após se acomodar na pousada, Clarissa sentou-se na área externa sob a sombra de uma árvore, mantendo uma xícara de chá aquecida sobre a mesa enquanto fechava os olhos para desfrutar daquele momento de calmaria.
A quietude foi interrompida pelo som do sino fixado na porta de entrada da pousada. Em seguida, uma voz conhecida ecoou no ambiente:
— Gostaria de fazer a reserva de um quarto individual.
O fluxo de ar travou nos pulmões de Clarissa por um segundo, sentindo um impacto repentino no peito.
Mudando de posição lentamente, ela direcionou o olhar para a entrada e deparou-se com Jonathan.
Naquele milésimo de segundo, a mente dela ficou completamente vazia, incapaz de prever que cruzaria com Jonathan justamente naquele período e local.
— Sinto muito, senhor, mas não temos nenhuma acomodação disponível no momento — Melisa interveio com um sorriso profissional no rosto, mantendo a firmeza na voz.
Jonathan franziu a testa ao escutar a negativa, exibindo uma fisionomia desconfiada:
PUBLICIDADE
— Como isso seria possível?
Na análise dele, considerando a baixa temporada da região, a pousada ter atingido a lotação máxima de forma exata parecia uma justificativa sem coerência.
— É a nossa realidade atual, senhor — Melisa sustentou a resposta com simpatia, embora o olhar transmitisse um aviso implícito. — Adotamos como diretriz não aceitar novos registros a partir do dia de hoje.
A explicação foi dada com leveza, mas funcionou como um limite claro para impedir o acesso dele.
Jonathan sentiu o incômodo da rejeição direcionada, mudando a fisionomia imediatamente.
Ele tinha clareza de que aquela restrição era fruto de um alinhamento prévio entre Clarissa e a proprietária, mas recusava-se a aceitar o bloqueio sem tentar uma saída.
— Tudo bem, não tenho interesse na hospedagem, vim apenas falar com uma pessoa — ele mudou a abordagem, tentando contornar a proibição para garantir um contato com Clarissa de qualquer forma.
— Contudo, a hóspede em questão não demonstra a menor disposição para atendê-lo.
O sorriso permanecia no rosto de Melisa, mas os olhos transmitiam uma rigidez absoluta, sinalizando que ele não deveria insistir naquela conduta.
— Caso o senhor decida permanecer no local contra a vontade dela, serei obrigada a acionar as autoridades de segurança imediatamente — Melisa elevou o tom de voz com seriedade, deixando claro que não toleraria tumultos no estabelecimento e que protegeria o espaço pessoal de Clarissa.
Jonathan sentiu a frustração crescer, mas percebeu a falta de alternativas no momento.
Incapaz de aceitar o silêncio, ele chamou em tom alto na direção onde Clarissa estava sentada:
— Clarissa!
A voz dele carregava uma mistura de urgência e apelo, buscando resgatar qualquer vestígio da convivência de anos para obter uma resposta.
No entanto, Clarissa manteve a atenção fixa na tela do celular, agindo como se os chamados de Jonathan fossem um ruído de fundo sem importância, sem esboçar qualquer reação.
Naquele estágio, ela sentia apenas repulsa e cansaço em relação à presença dele, priorizando a distância e o isolamento de qualquer conflito.
Assim que ele deixou o local, Clarissa direcionou o olhar para Melisa com uma expressão intrigada:
— Como você conseguiu identificar o propósito da vinda dele de forma tão imediata?
Para Clarissa, o surgimento repentino de Jonathan no local e a reação segura da amiga pareciam uma coincidência incomum.
— Você mantinha registros fotográficos de vocês dois juntos nas postagens antigas da internet — Melisa justificou com bom humor, demonstrando percepção afiada.
Clarissa recordou-se de que, no período que antecedeu o casamento, realmente compartilhara algumas imagens do ensaio fotográfico na rede.
Embora as configurações do seu perfil limitassem a exibição e muito tempo tivesse se passado desde então, a amiga guardara o detalhe na memória.
— Situação constrangedora — Clarissa comentou com um sorriso amargo, deixando transparecer a desilusão. — O divórcio está em andamento, estamos cumprindo os prazos legais da separação.
Exteriorizar o cenário trazia um misto de sentimentos complexos, unindo a tristeza pelo desfecho da história deles ao receio sobre as incertezas da nova rotina.
— Não há motivo para constrangimento algum entre nós, saiba que estou à disposição para apoiar você no que for necessário nesta fase. Embora eu não tenha seguido a carreira jurídica após a formatura, as minhas colegas de turma atuam como advogadas renomadas no setor de família — Melisa ofereceu o suporte de forma genuína, tentando tranquilizar Clarissa diante do desgaste da situação.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127