"A Rainha na Gaiola" Capítulo 16
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Capítulo 16: O Vazamento e o Desejo da Fúria
O som do telefone corporativo de Gabriel ecoava pela sala de estar como um alarme de incêndio. Na televisão de oitenta polegadas fixa na parede de ébano, o âncora do canal de finanças de Nova York narrava a catástrofe com uma frieza cirúrgica.
O primeiro pacote de provas anônimas sobre as contas ilegais e fraudes fiscais da Vance Enterprises, enviado por Isabella ao jornalista Ricardo na noite anterior, havia sido publicado. A reação de Wall Street foi instantânea, brutal e impiedosa.
Os gráficos na tela exibiam uma linha vermelha que despencava em vertical; as ações secundárias da holding desciam 15% em menos de uma hora de pregão.
Gabriel andava de um lado para o outro sobre o tapete persa, os cabelos desalinhados e os olhos azul-glacial injetados de sangue. Ele entrou em colapso completo, arremessando um cinzeiro de cristal baccarat contra a lareira de mármore, espalhando estilhaços barulhentos por todo o piso.
"Quem foi?", ele rugia no celular, a voz barítona trêmula de fúria cega enquanto gritava com seu comitê de crise.
"Vazaram as minutas confidenciais do fundo The Noose! Eu quero a cabeça desse jornalista numa bandeja antes do fechamento do mercado!"
Isabella observava a destruição de seu próprio sofá de couro com uma calma imperial, os batimentos cardíacos mantidos sob um controle absoluto e assustador.
Ver a arrogância do homem que se julgava um deus tremer diante de seus olhos trouxe ao seu peito um prazer gélido, uma satisfação de vingadora que ela precisou mascarar sob uma expressão de pânico doméstico.
Ela percebeu que Gabriel estava prestes a ordenar que Antony revirasse cada milímetro da cobertura com cães farejadores e técnicos se ela não agisse de imediato.
Ela se levantou lentamente, o vestido de seda marfim deslizando por suas pernas, e caminhou até o centro do caos, interceptando o marido antes que ele destruísse o próximo objeto decorativo.
"Gabriel, olhe para mim!", ela exigiu, adotando uma agressividade inédita que chocou o bilionário, fazendo-o desligar o telefone na cara do assessor.
Ela avançou para o espaço pessoal dele, segurando as lapelas de seu paletó de linho com força, cravando as unhas no tecido caro e empurrando-o contra a parede de ébano com uma audácia que o deixou sem fôlego.
Seus olhos verde-âmbar brilhavam com uma eletricidade selvagem, desafiando a autoridade dele na base do grito e do toque.
"O mercado está desabando lá fora, mas você ainda é o dono deste lugar!", ela exclamou, aproximando a boca da dele, a respiração colada à do marido. "Não deixe que esses abutres vejam você sangrar. Se o seu império está sob ataque, descarregue essa raiva em mim."
Gabriel estreitou as pálpebras, a paranoia ascendente canalizando o medo iminente da falência direto para uma luxúria destrutiva e desesperada.
A audácia da esposa quebrou o ciclo de seu pânico corporativo, transformando a fúria impotente em um desejo animal e punitivo.
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Ele soltou um rugido baixo, segurando os quadris de Isabella com uma força que certamente deixaria marcas arroxeadas na pele alva, e a suspendeu contra a parede de madeira.
O beijo que se seguiu foi violento, claustrofóbico e carregado pelo som das notícias econômicas que continuavam a rodar na televisão ao fundo.
Gabriel a arrastou em direção à mesa de centro, jogando os papéis e os notebooks no chão com um braço tenso, e a possuiu ali mesmo, rasgando o tecido da seda marfim sem a menor paciência.
O ato foi um embate bruto de forças; ele tentava reaver o controle de sua vida esmagando o corpo da esposa, descontando o desespero financeiro contra a carne de sua prisioneira.
Isabella sustentou o ritmo frenético e agressivo com uma maestria assustadora. Ela usou o prazer encenado, os arranhões nas costas dele e os gemidos altos para domar o monstro, garantindo que a mente dele ficasse completamente obliterada pelo calor do sexo e não pela busca dos traidores.
No ápice do ato, sob o impacto dos corpos que faziam a estrutura de ébano ranger, Gabriel segurou o pescoço dela com os dedos longos, aplicando uma pressão sufocante.
Ele aproximou a boca de sua orelha, os dentes cravando-se com força na pele de sua clavícula até quase extrair sangue, provocando uma dor física que Isabella engoliu a seco.
"Se eu descobrir que há um traidor nesta casa, Bella...", ele sussurrou entre dentes, o hálito quente misturado ao suor que escorria por sua testa. "Eu juro por Deus... eu o matarei com as minhas próprias mãos. Eu quebro o pescoço de quem ousar tocar no meu dinheiro."
"Eu sei, meu amor... eu sei...", ela respondeu com uma voz mansa e arrastada, mantendo as pernas trancadas ao redor da cintura dele enquanto sentia o peso do corpo de Gabriel ceder após a descarga final de adrenalina.
O gancho daquela ameaça de morte ecoou no silêncio que se instalou na sala quando Gabriel finalmente desabou sobre o peito dela, exausto e temporariamente pacificado pelo veneno de sua luxúria.
Isabella fixou os olhos na tela da televisão, onde os números da Vance Enterprises continuavam a derreter em tempo real.
O primeiro dominó havia caído com sucesso, e o monstro agora dormia sobre o seu peito, sem saber que a corda que o enforcaria já estava atada ao seu pescoço.
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