"O Eco da Traição" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Inculpada pela criança que salvou com a própria vida, tratada da forma mais cruel pelo homem que amou por tantos anos.
A dor física e o desespero emocional, como duas montanhas, a esmagavam completamente.
Eduardo a encarava com olhos injetados de sangue, sua voz cheia de decepção e ódio, como se cada palavra fosse espremida entre os dentes.
"Beatriz, eu achava que você era apenas teimosa, mas não imaginava que você não suportaria nem mesmo uma criança!"
"Se esses ouvidos só trouxeram tanta maldade para você, então não há necessidade de eles existirem!"
Capítulo 6
O coração de Beatriz apertou violentamente.
Mas Eduardo não lhe deu mais chance de falar; ele pegou Sofia no colo e se virou para ir embora.
Uma decisão de punição formal foi emitida rapidamente.
"Após investigação, a socorrista Beatriz, durante o período de treinamento no exterior, violou a disciplina e feriu intencionalmente uma criança, causando graves repercussões."
"Decisão: revogação de suas qualificações de voo de primeiro nível e de resgate de linha de frente, confisco de todas as medalhas de honra e suspensão preventiva."
Cada palavra era como uma faca, estraçalhando a carreira e a dignidade de Beatriz.
Eduardo entregou pessoalmente o documento a ela, com uma expressão tão fria como se estivesse processando um documento sem importância.
"Eu te dei uma chance, deixei você fazer a cirurgia, recuperar a audição."
Sua voz não era alta, mas carregava um peso de julgamento superior.
"Agora, eu também posso tirar suas asas."
Não era a primeira vez que ela passava por algo assim.
Um companheiro de equipe rico, que não gostava dela, tentou sabotá-la durante uma missão para expulsá-la da equipe de resgate.
Eduardo estava em missão no exterior na época, mas quando soube, voltou apressado para apoiá-la.
Sem perguntar quem estava certo ou errado, ele expulsou o homem da equipe e foi extremamente gentil com ela:
"Beatriz, você se assustou? Já consultou um psicólogo? Comigo aqui, ninguém ousa mexer com você."
Ele organizou de forma autoritária a equipe médica mais renomada para que ela fizesse todos os exames necessários.
Naquela época, Beatriz ria e chorava: "Eu estou bem, já fiz exames várias vezes."
Mas Eduardo se culpava com os olhos vermelhos: "Desculpe, eu não te protegi bem."
"Juro, enquanto eu estiver aqui, nunca deixarei ninguém te intimidar!"
Naquela época, como as palavras dele soavam bem?
Mas como eles chegaram ao ponto em que estão hoje?
Após dizer isso, ele se virou e saiu, trancando Beatriz no dormitório junto com a notificação que sentenciou sua carreira.
Pela janela, via-se o céu azul pelo qual ela lutou e suou sangue, mas agora aquele céu não tinha mais nada a ver com ela.
O pilar espiritual desmoronou naquele instante.
Beatriz sentou-se no chão, envolta pelo silêncio sepulcral.
Ela não sabia quanto tempo passou, até que a porta do dormitório foi aberta por alguém do lado de fora.
Quem entrou foi Lucas.
PUBLICIDADE
Ele olhou para a Beatriz definhada, com uma dor e uma raiva incontroláveis em seus olhos.
"Eduardo enlouqueceu."
Ele caminhou até ela e colocou dois documentos diante dela.
Um era o acordo de divórcio, o outro, um convite para um curso avançado no Centro de Pesquisa Otológica de elite do Hospital Universitário de Zurique.
"Beatriz, este lugar não merece você."
A voz de Lucas era gentil e firme, "Seu talento não deveria ser enterrado aqui."
"Venha comigo para Zurique, eu vou curar seus ouvidos e farei você se levantar novamente."
No abismo, uma luz brilhou.
Beatriz olhou para aquele convite e finalmente seus olhos ganharam um pouco de brilho.
Ela pegou a caneta e, sem hesitar, assinou seu nome no final do acordo de divórcio.
Beatriz.
O traço da caneta foi decisivo, sem qualquer hesitação.
Sob a proteção de Lucas, Beatriz deixou a base silenciosamente.
Ela não levou nada, exceto o uniforme de treino que teve todas as suas insígnias removidas.
Antes de embarcar, através da imensa janela de vidro do aeroporto, ela olhou pela última vez para o céu azul que amou com sua vida.
Então, ela ergueu a mão e removeu aquele implante coclear que lhe trouxe esperança e dor.
Desta vez, ela escolheu o silêncio por conta própria.
Ela se virou, subiu na rampa de embarque resolutamente e desapareceu completamente do mundo de Eduardo.
Capítulo 7
Eduardo voltou para o dormitório apenas depois de acalmar Helena, ainda carregando uma caixa de tortas de ovo.
Quando ele abriu a porta, já havia ensaiado a cena inúmeras vezes em sua mente.
Beatriz choraria, faria um escândalo ou usaria seu silêncio habitual para resistir.
Mas ao abrir a porta, ele encontrou apenas um silêncio total; o quarto estava vazio, e sobre a mesa havia um documento.
Ele se aproximou e, ao tocar o papel com a ponta dos dedos, percebeu que suas mãos não estavam firmes.
O acordo de divórcio.
Onde deveria estar a assinatura da segunda parte, repousavam silenciosamente os dois caracteres de Beatriz, com o último traço quase rasgando o papel.
Naquele instante, Eduardo sentiu como se tivesse tido uma parte do coração arrancada.
Um sentimento estranho de pânico o envolveu por completo pela primeira vez.
Pela primeira vez, as coisas saíram completamente de suas expectativas e controle.
"Onde está Beatriz?"
Ele saiu correndo do dormitório e agarrou um dos membros da equipe que passava, com a voz extremamente baixa.
O rapaz se assustou e balbuciou: "Não... não vi a irmã Beatriz, capitão..."
Eduardo o soltou e correu imediatamente para a sala de monitoramento, verificando cada quadro de todas as câmeras de saída.
Nada.
Não havia nada.
Ela simplesmente desapareceu no ar.
Ele usou sua autoridade de capitão para tentar rastrear os registros de saída de Beatriz, mas o resultado o deixou com um frio na espinha.
Todas as suas informações haviam sido completamente apagadas.
Junto com ela, Lucas também desapareceu.
PUBLICIDADE
Eduardo caminhava de um lado para o outro no escritório e varreu o copo de água da mesa para o chão.
O som do vidro quebrando não conseguia abafar sua agitação interna.
Ele não conseguia aceitar; como Beatriz pôde simplesmente ir embora?
Ele só queria que ela se curvasse e admitisse um erro, queria que ela entendesse que ele era quem ditava as regras naquela relação.
Ele não queria que ela fosse embora! Ele nunca quis que ela fosse embora!
Ele pegou seu telefone particular, pronto para usar uma rede de relacionamentos de nível superior para realizar um rastreamento em escala global.
No entanto, um dia, dois dias, até uma semana se passou... não houve notícia alguma.
Sua rede de inteligência e contatos, da qual ele tanto se orgulhava, tornou-se um monte de lixo na busca por Beatriz.
Eduardo sentou-se no chão, decadente, com garrafas de álcool vazias espalhadas ao redor.
Ele segurava firmemente o acordo de divórcio, com os olhos cheios de desespero.
"Beatriz... você realmente não me quer mais?"
Ele murmurou para si mesmo, virou um gole de bebida forte; o sabor picante queimou sua garganta, mas não era nada comparado ao dilaceramento em seu coração.
Ele sempre pensou que Beatriz não conseguiria viver sem ele, mas agora percebeu que o único que estava prestes a enlouquecer era ele mesmo.
Bem quando ele estava prestes a abrir a próxima garrafa, a porta do dormitório foi aberta gentilmente.
Helena espiou para dentro com timidez.
"Amor..." ela disse com a voz embargada, aproximando-se dele com a criança nos braços. "Não beba mais assim, dói meu coração ver você desse jeito."
Ao ver o estado de descontrole de Eduardo, um brilho de triunfo passou por seus olhos.
Sofia estava com o rosto vermelho de febre, encostada no ombro de Helena, choramingando.
"Papai... não me sinto bem..."
Helena acariciava as costas da filha enquanto tentava confortar Eduardo com um tom de voz compreensivo e gentil.
"Tigre, a irmã Bia só está passando por um momento difícil, não fique tão estressado."
"Ela te ama tanto; quando a raiva passar, ela certamente voltará."
"Veja a Sofia, está com febre alta e continua chamando por você, ela não pode ficar sem o pai..."
Ela usou a criança, usando essas palavras aparentemente benevolentes, para prender Eduardo firmemente no lugar.
Eduardo olhou para Sofia, que demonstrava tanta dependência dele, e depois para Helena, tão atenciosa e minuciosa.
A agitação e o pânico de não conseguir encontrar Beatriz diminuíram um pouco.
Um pensamento absurdo surgiu em sua mente.
Talvez fosse essa a vida que ele deveria ter?
Estável e tranquila, com uma filha adorável e uma mulher que o adorava e dependia dele para sempre.
Ele baixou lentamente a garrafa de bebida e pegou Sofia, que estava com febre, em seus braços.
Ele disse a si mesmo que Beatriz só estava fazendo birra.
Quando ela desse com a cara na porta lá fora, naturalmente voltaria para implorar por ele.
A partir daquele dia, Eduardo parou completamente as buscas por Beatriz.
Ele gastou a energia que usaria para encontrá-la cuidando de detalhes triviais de Helena e sua filha, mergulhando de bom grado na mentira que ele mesmo teceu.
Os dias se passaram.
Eduardo lentamente se acostumou com a ausência de Beatriz, e também com a presença de Helena e Sofia.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127