"O Jogo do Desejo" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Por que essa expressão de quem viu um fantasma? Naquela noite, na cabine, você não pareceu tão assustada ao soltar aqueles gemidos.
Ao lembrar daquele episódio, senti minhas faces arderem. Optei por não responder e tentei passar por ele para sair dali, mas ele se posicionou bem na minha frente, bloqueando minha passagem.
Naquela noite, você acabou salvando a minha vida. Como um favor se paga com outro, sinto-me na obrigação de te dar um conselho: tenha muito cuidado com quem compartilha a sua cama.
O sorriso nos lábios daquele homem era incrivelmente sedutor, mas aquela expressão me provocou um calafrio que veio do fundo da alma.
Cuidado com quem compartilha a cama...
Ele estava se referindo a César?
Por que motivo eu deveria desconfiar de César? Será que ele tinha descoberto alguma coisa sobre o que aconteceu?
Observando a silhueta do homem que já se afastava, senti meu peito se oprimir.
Espere!
O senhor sabe de algo? O que o César andou dizendo?
Ele simplesmente ergueu as mãos com total desdém: Eu não sei de absolutamente nada.
E, sem acrescentar mais palavra, sumiu de vista.
Permaneci imóvel no mesmo lugar, incapaz de não repassar mentalmente cada acontecimento e detalhe dos últimos dias.
Ao final, minha mente estava tão exausta que entrei em um estado de quase torpor. Quando retornei ao salão principal, já não consegui localizar César em lugar nenhum.
Havia apenas uma mensagem de Luizinho no meu celular, avisando que César havia ordenado que eu retornasse para casa imediatamente.
Provavelmente por efeito da bebida, minha cabeça parecia pesada e confusa. Assim que entrei em casa, acabei desabando diretamente na cama e peguei no sono.
No limite entre o sono e a vigília, senti um peso cobrir o meu corpo, enquanto a fragrância marcante da colônia masculina invadia meus sentidos.
Capítulo 5: Cuidado com quem compartilha a cama
César tinha voltado.
Sem demonstrar a menor delicadeza, ele segurou meu queixo com firmeza e me beijou direto.
Eu conseguia sentir o calor ardente dele, carregado de uma agressividade extremamente possessiva que fez meu peito se oprimir.
Cobri a boca, tentando ao máximo conter os pequenos sons que escapavam, mas César parecia outra pessoa e não me dava trégua de jeito nenhum.
Perdi a noção de quanto tempo se passou. Só quando o dia já estava quase amanhecendo é que ele finalmente me libertou. Totalmente tonta, estiquei o braço por hábito para pegar minhas pílulas e colocá-las na boca, mas fui impedida por ele.
Esquece isso e vai dormir, não toma mais.
Fiquei sem reação: E se eu engravidar?
César não respondeu. Em vez disso, mudou de assunto: Preciso que me faça um favor estes dias.
Fiquei surpresa por dentro. O que alguém do nível dele poderia precisar que eu fizesse?
Não ousei demonstrar minha desconfiança. Deitada sobre o peito dele, perguntei em tom dengoso.
Que favor?
Vá fazer companhia para um contato meu.
PUBLICIDADE
César acendeu um cigarro. A fumaça começou a flutuar pelo quarto, impedindo-me, por um instante, de decifrar a expressão no rosto dele.
A atmosfera no aposento congelou no mesmo segundo. Após um longo silêncio, assenti com a cabeça: Tudo bem.
Uma onda de melancolia invadiu o meu coração.
Um brinquedo, no fim das contas, é apenas um brinquedo.
Mulheres como eu, no círculo social deles, serviam apenas como moeda de troca comercial ou peças descartáveis. Havia casos demais assim.
Apenas nunca imaginei que, um dia, esse tipo de situação bateria à minha porta.
Forçando um sorriso sutil, demonstrei obediência.
Mas eu não vi que o olhar de César, naquele momento, conseguiu ficar ainda mais sombrio do que antes.
Ele se levantou imediatamente e começou a se vestir. Um sopro de ar frio invadiu o lençol, e César disse com total indiferença: Estou saindo, fique bem quietinha em casa estes dias.
Dito isso, pegou as chaves do carro e retirou-se.
A porta do quarto bateu com um estrondo violento. Fiquei totalmente confusa, mas sabia perfeitamente que ele estava irritado.
Os dias foram se passando um após o outro, e César não voltou a me procurar. Eu continuava sem a menor ideia de que tipo de favor era aquele que ele havia me pedido.
No entanto, aquele conselho que recebi na noite do banquete, para ter cuidado com quem compartilhava a minha cama, não saía da minha mente de jeito nenhum.
Quando voltei a ver César, já era tarde. Ele mandou Luizinho me levar até um restaurante tradicional, onde todos estavam reunidos em uma sala privativa tratando de negócios.
Assim que entrei, notei que havia cerca de dez pessoas no local. César interrompeu a conversa de imediato e me puxou pela cintura.
Esta é a minha secretária.
Para quem conhece as regras do jogo, certos detalhes não precisavam ser ditos explicitamente. Todos exibiram sorrisos cúmplices no mesmo instante. Dei um sorriso natural e, ao correr os olhos despretensiosamente pelo ambiente, avistei no canto o homem que eu desejava nunca mais cruzar na vida.
Como... Como ele também estava ali?
Foi exatamente nesse instante que reparei no quanto ele era incrivelmente atraente.
Ele esboçou um sorriso sutil, ajeitou vagarosamente os óculos de armação de metal e se levantou com total elegância.
Senhora César, nos encontramos novamente.
César olhou de soslaio para ele e desferiu um tapa leve na minha cintura: O Senhor Lucas ainda se lembra de você.
Tratei de agradecer com um sorriso polido. A expressão daquele homem não era das melhores, mas ele apenas assentiu com a cabeça e voltou a se sentar.
Prestando atenção nos diálogos deles, finalmente consegui entender o cenário completo.
Aquele homem se chamava Lucas e era o herdeiro mais velho de um grande magnata do setor imobiliário. Hoje, a razão de César ter me chamado ali não tinha relação com Lucas, mas sim com o proprietário de uma grande rede de turismo da metrópole.
PUBLICIDADE
César colocou um pequeno objeto discretamente dentro da minha bolsa e encostou os lábios finos bem perto do meu ouvido.
Daqui a pouco, encontre uma oportunidade para deixar isso no quarto do Senhor Valter. Se tudo correr bem, haverá uma grande recompensa para você.
Assenti com a cabeça, embora meu interior estivesse tomado por uma profunda decepção.
Capítulo 6: Um gravador especial
Os poucos sentimentos que eu vinha alimentando por César desapareceram por completo.
Afinal de contas, como um homem na posição dele poderia realmente se importar comigo?
Eu tinha sido ingênua demais até então.
Dando um sorriso amargo, virei duas taças de vinho tinto para recuperar a coragem. Não sei se era impressão minha, mas sentia como se um par de olhos estivesse me vigiando o tempo todo.
Ergui o olhar e flagrei Lucas me encarando com os lábios semicerrados, mas não consegui decifrar o que ele quis dizer.
Quando o Senhor Valter finalmente chegou, a nossa refeição já estava se aproximando do fim.
César fez questão de pedir mais alguns pratos. O Senhor Valter lançou um olhar para ele e, em seguida, fixou os olhos em mim.
Quem é esta?
Minha secretária.
César arqueou os lábios de leve, e o Senhor Valter exibiu um sorriso carregado de segundas intenções.
Muito bom gosto.
Obrigada.
O Senhor Valter acomodou-se bem ao meu lado. Como eu quase não tinha tocado na comida antes, senti bastante fome assim que os novos pratos foram servidos.
Estiquei o garfo para pegar um pedaço de carne, mas, de repente, senti uma mão pesada pousar exatamente onde não deveria.
O Senhor Valter mantinha uma postura perfeitamente séria discutindo negócios com os outros, mas suas ações por baixo da mesa eram o oposto completo.
Direcionei um olhar de socorro a César, mas ele apenas desviou os olhos, permanecendo em silêncio.
Foi nesse exato momento que experimentei o peso de uma decepção absoluta.
Um gosto amargo invadiu minha boca, e abaixei a cabeça, desistindo de qualquer resistência.
Lucas, contudo, levantou-se abruptamente: Senhor Valter, gostaria de propor um brinde. Recentemente me interessei por um novo empreendimento, será que o senhor me daria a honra de ouvir a proposta?
A família de Lucas era extremamente poderosa, e nem mesmo o Senhor Valter ousaria demonstrar desfeita com ele.
Retirando a mão da minha perna com visível contrariedade, o Senhor Valter levantou-se para trocar algumas palavras de cortesia com Lucas.
Meu coração finalmente encontrou um momento de alívio.
Eu continuava sem conseguir decifrar os limites do temperamento de César.
Para uma armação daquelas, ele poderia muito bem ter contratado qualquer profissional de fora, por que motivo aquilo tinha que recair justamente sobre mim?
Será que César não sentia o menor receio de que aquele velho asqueroso realmente se aproveitasse de mim?
Após o encerramento do jantar, o Senhor Valter passou o braço pela minha cintura para me conduzir para fora. Mantive-me dócil junto ao peito dele, mas o cheiro desagradável que emanava dele já estava me provocando fortes náuseas por dentro.
O Senhor Valter já era de idade avançada, devia estar na casa dos cinquenta anos, com poucos fios de cabelo grisalhos espalhados pelas laterais da cabeça e o topo completamente calvo e oleoso, um perfeito estereótipo.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127