"O Preço dos Seus Olhos: Cinzas do Amor" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Seraphina não conseguia entender o quão ingênua ele pensava que ela fosse para usar repetidamente o pretexto do casamento apenas para proteger Sabrina.
Ela e Sabrina jamais pertenceriam à mesma família.
Ela ergueu a mão para afastá-lo, com o olhar carregado de rejeição. "Não estou disposta. O que você realmente quer vindo aqui hoje?"
Enzo sentiu um leve descontentamento ao ser rejeitado várias vezes seguidas, mas manteve a postura contida.
"Na verdade... preciso que você me faça um favor."
"A Sabrina perdeu uma corrida de carros ontem e a aposta envolvia um colar de pedras preciosas, além de ter que passar a noite com o adversário. Estou sem saídas e pensei que você pudesse ir no lugar dela para tirá-la daquela situação."
O coração de Seraphina afundou completamente. Então ele havia aparecido ali de forma tão insistente apenas para fazê-la assumir a humilhação no lugar de Sabrina.
Notando o silêncio dela, Enzo apressou-se em complementar: "Não se preocupe. Assim que você conseguir tirar a Sabrina de lá, as pessoas que contratei entrarão em ação para te resgatar imediatamente, você não sofrerá nenhum dano."
Antes que Seraphina pudesse verbalizar sua recusa, o celular de Enzo vibrou com uma chamada de vídeo de urgência.
Assim que a ligação foi completada, uma voz desesperada ecoou do outro lado: "Chefe, deu ruim! A Sabrina foi levada à força pelo Caio!"
A imagem na tela oscilou bruscamente e Seraphina vislumbrou um detalhe que fez suas pupilas se contraírem de imediato.
No visor, Sabrina era contida à força pelo homem chamado Caio, que puxava de seu pescoço um colar de safiras extremamente familiar.
Era a única recordação de sua falecida mãe.
Sua mãe havia lhe entregado aquele colar em seu leito de morte. Ela pretendia levá-lo na viagem e passou os últimos dias procurando por ele sem sucesso. Jamais imaginou que Sabrina o teria furtado para usá-lo como garantia em uma aposta de corrida.
"Merda!"
Enzo soltou uma praga, sua expressão obscurecendo instantaneamente. Ele segurou o pulso de Seraphina com uma força desmedida, quase capaz de fraturar seus ossos.
"Estamos sem tempo, venha comigo!"
Seraphina franziu o cenho pela dor, tentando se libertar. "Por que eu deveria ajudá-la? Enzo, entenda de uma vez, eu não tenho nenhum laço de sangue com ela!"
"A mãe dela foi a amante que destruiu o lar da minha mãe, e ela é apenas uma filha ilegítima que vive às sombras. Por que eu deveria arcar com as consequências dos erros que ela comete?"
"Cale a boca!"
Um brilho de hostilidade surgiu nos olhos de Enzo enquanto ele tentava conter a própria fúria.
"Como você consegue ser tão cruel em suas palavras? Independentemente de tudo, ela ainda é sua irmã perante a sociedade. O que você quer para aceitar ajudá-la?"
Seraphina olhou para a postura protetora dele e esboçou um sorriso desprovido de calor.
"Por causa dela, eu recebi vinte chibatadas. Eu posso ir, mas você terá que receber esses mesmos vinte golpes no lugar dela."
PUBLICIDADE
Enzo hesitou por um momento, claramente pego de surpresa pela exigência, suas sobrancelhas se unindo profundamente.
No entanto, avaliando a urgência da situação de Sabrina, ele cerrou os dentes e se dirigiu ao salão ancestral para solicitar os castigos.
"Comecem, andem logo."
Os funcionários hesitaram por um breve instante, mas logo ergueram os chicotes.
O som nítido do primeiro impacto ecoou quando a lâmina atingiu as costas de Enzo, marcando imediatamente a sua camisa escura com um traço avermelhado.
Ele soltou um gemido contido, enquanto o suor frio brotava em sua testa.
Golpe após golpe, ao final das vinte chibatadas, as costas de Enzo estavam completamente feridas e a camisa ensopada de sangue.
"Agora, podemos ir?"
Seraphina permaneceu ao lado, observando friamente o sacrifício dele por Sabrina, sentindo um amargor profundo.
Então era daquela forma que ele agia quando realmente amava alguém: aceitava o ferimento e se submetia à humilhação.
Ela percebeu o quanto havia sido cega por se deixar levar por suas palavras ilusórias por tanto tempo.
"Mostre o caminho."
Sua decisão não era para salvar Sabrina e muito menos por Enzo, mas sim para recuperar o objeto que pertenceu à sua mãe, sua única lembrança afetiva naquela casa.
Enzo conduziu Seraphina até o local da corrida e a utilizou como moeda de troca para libertar Sabrina.
Ela acompanhou Caio até as dependências do hotel e aproveitou o momento em que ele entrou no chuveiro para reaver o colar de safiras.
O tempo passou lentamente e o som da água no banheiro cessou. Seraphina percebeu que Enzo não pretendia cumprir a promessa de resgatá-la.
A inquietude em seu peito cresceu, fazendo-a pegar o celular para realizar uma chamada.
O aparelho chamou por um longo período antes de ser atendido.
Capítulo 5
A voz afetada de Sabrina ecoou pelo receptor: "Eu passei por um grande susto hoje, então convenci o Enzo e os amigos dele a saírem para beber comigo. Não se preocupe, ninguém vai interromper vocês dois esta noite."
A ligação foi encerrada logo em seguida.
Nesse exato momento, a porta do banheiro se abriu e Caio avançou com um olhar predatório, aproximando-se passo a passo.
Ele estendeu a mão na tentativa de rasgar a gola da blusa dela.
"Afaste-se!"
A voz de Seraphina vacilou.
"Não se faça de difícil, o Enzo já deve ter se divertido bastante com você."
Caio segurou suas roupas com força, sua respiração pesada tocando o pescoço dela.
Presa contra a cama, ela tentou se defender de todas as formas. Ao notar o vaso de vidro na mesa de cabeceira, segurou-o com toda a sua força e o desferiu contra a nuca de Caio.
O vidro se estilhaçou com o impacto e o sangue cobriu a cabeça do homem, que desabou desmaiado.
Ignorando o próprio desalinho, Seraphina recolheu um casaco do sofá para se cobrir e correu em direção à saída.
O vento da noite estava cortante contra o seu rosto.
PUBLICIDADE
Com as roupas desalinhadas e os cabelos dispersos, ela caminhou com dificuldade até alcançar a residência dos Silva.
O Sr. Silva estava instalado no sofá da sala fumando. Ao notar o estado da filha, exibiu uma expressão de repúdio e esbravejou:
"Onde você estava se expondo dessa maneira? Voltar para casa nesse estado é o seu jeito de cobrir nossa família de vergonha mais uma vez?"
Antes que Seraphina pudesse formular uma justificativa, seu pai arremessou um maço de documentos diretamente contra ela.
"Estes são os papéis de admissão para a escola de artes no exterior, você tem a obrigação de passar nos exames. Se falhar, não espere nenhum apoio meu, a família Silva não sustentará alguém que age de forma tão desregrada."
Seraphina fitou os papéis e a fisionomia indiferente de seu pai, sentindo suas forças se esvaírem por completo.
Ao retornar ao quarto, abriu os testes e deparou-se com o tema proposto, sentindo um aperto no peito.
O tema exigia retratar um familiar próximo.
Seraphina esboçou um sorriso desalentado.
Sua mãe havia partido, seu pai nutria apenas desdém por ela, e a única pessoa que mantinha um carinho genuíno era sua avó.
No entanto, desde a repercussão das imagens na internet, para poupar a idosa de qualquer sofrimento, ela havia configurado o bloqueio de notícias no aparelho da avó e evitado visitá-la.
Sua avó ainda não sabia de sua partida e certamente aguardava por seu retorno.
Seraphina conteve a emoção e passou a traçar os contornos da fisionomia de sua avó com base em suas lembranças.
Quando a obra estava quase finalizada, um ruído discreto vindo da janela chamou sua atenção.
Seraphina ergueu os olhos e notou a estrutura sendo aberta lentamente, dando passagem para uma silhueta alta.
Era Enzo.
Ele se aproximou com rapidez, adotando um tom moderadamente arrependido: "O que aconteceu hoje foi um erro meu, acabei retido por outros compromissos. Quando cheguei ao hotel, você já não estava mais lá."
Enzo tentou tocá-la no ombro enquanto se explicava: "Não há com o que se preocupar, eu já intimidei o Caio, ele não causará novos problemas."
O olhar de Seraphina permaneceu completamente vago, sem qualquer vestígio de emoção.
Fitando o homem que um dia despertou seus sentimentos para depois conduzi-la ao sofrimento, ela pronunciou com total serenidade:
"Enzo, vamos terminar."
A expressão de Enzo congelou. "Seraphina, o que está dizendo?"
"Terminar." Seraphina repetiu de forma firme. "A partir de hoje, não temos mais nenhum vínculo."
Enzo hesitou por instantes antes de esboçar um riso sem graça, assumindo que fosse apenas uma reação momentânea à indignação.
"Eu compreendo que você passou por uma situação difícil hoje, aceitarei qualquer castigo que quiser impor, mas não use o término como brincadeira."
"Foi uma falha de planejamento da minha parte, vou te levar para espairecer e esquecer isso."
Seraphina manteve o silêncio, mas Enzo, convicto de que se tratava de um capricho, segurou seu pulso e a conduziu para fora.
Se causasse algum tumulto que despertasse o Sr. Silva, as consequências recairiam apenas sobre ela.
Ela conteve a reação e permitiu ser guiada por Enzo, deixando a residência sem alarde.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127