"A Volta da Rosa Vermelha" Capítulo 14
PUBLICIDADE
Até que, no milésimo de segundo anterior, ao registrar o veículo de Estela acelerar com violência em direção a Diana, sua mente foi tomada por um vazio absoluto, e os músculos de seu corpo agiram de forma reflexa, antecipando-se à própria razão.
Agora, ao constatar que Diana permanecia de pé sem o menor ferimento, uma onda de profundo alívio e satisfação tomou conta de seu peito.
Seu ato havia se consolidado... ele havia sacrificado a própria integridade para salvaguardar a vida dela... aquela conduta deveria ser suficiente para que ela amolecesse o coração e concedesse o perdão, correto? Deveria ao menos render um olhar de compaixão e zelo, não?
Ele esforçou-se ao máximo para desenhar um sorriso na face, na intenção de proferir alguma declaração, mas, ao mover os lábios, apenas uma golfada de sangue escarlate e denso jorrou de sua boca.
Ao registrar que Diana havia sacado o aparelho celular da bolsa, uma centelha mínima de esperança acendeu-se em seu íntimo.
Diana, contudo, longe de caminhar em sua direção, permaneceu estática no mesmo lugar. Primeiro, discou o número das autoridades policiais, detalhando os fatos com absoluta calmaria; em seguida, acionou o serviço médico de urgência.
Ao longo de todo o procedimento, os olhos dela não se detiveram sobre a figura dele por um único segundo sequer.
Concluídas as notificações, ela sequer aguardou a chegada das viaturas ou das ambulâncias; caminhou em direção ao próprio automóvel, realizou a ignição do motor e, manobrando o veículo, retirou-se do perímetro imediatamente.
Santiago permanecia estendido sobre o asfalto gélido, forçando as pálpebras a se manterem abertas para fixar os olhos na traseira daquele carro até que as lentes de sua visão perdessem o rastro do veículo por completo.
A última centelha de ilusão que nutria foi extirpada em definitivo.
A realidade desabou sobre sua mente: mesmo sacrificando a própria existência...
Aos olhos dela, sua figura continuava sendo um absoluto nada.
Uma lágrima solitária escorreu pelo canto de seus olhos, misturando-se rapidamente à poça escarlate que cobria a pista.
A ambulância atingiu o perímetro em poucos minutos, conduzindo Santiago às pressas até a unidade hospitalar.
No interior do centro cirúrgico de emergência, após os exames clínicos iniciais, o médico plantonista adotou uma postura grave, confidenciando aos agentes policiais: "O impacto dilacerou as estruturas vasculares; a amputação do membro inferior esquerdo é inevitável e exige intervenção imediata, caso contrário, a infecção sistêmica ceifará a vida do paciente..."
Santiago registrou o termo "amputação" de forma vaga em meio ao torpor, e uma onda de pânico absoluto cobriu sua mente.
Contudo, a obstinação em reaver a presença de Diana manifestou-se com ainda mais intensidade em seu peito.
Ele agarrou a manga do jaleco do médico com as últimas forças, movendo os lábios com extrema dificuldade para ditar com uma voz enfraquecida, mas inteiramente obstinada: "Diana... eu exijo a presença de Diana... se ela recusar o chamado... eu barrareio a cirurgia... sem a presença dela... eu prefiro o óbito..."
PUBLICIDADE
Diante da gravidade do quadro clínico, a equipe médica viu-se sem alternativas e solicitou que as autoridades policiais contatassem Diana Camargo mais uma vez.
Diana acabou comparecendo à unidade hospitalar por fim.
Suas feições exalavam uma indiferença absoluta, como se estivesse contemplando um completo desconhecido.
Santiago foi tomado por uma agitação intensa e fez menção de erguer o corpo na maca, mas o movimento tracionou os tecidos lesionados, provocando uma dor lancinante que o fez arfar, e sua face perdeu totalmente a cor.
Contudo, ele esforçou-se para estampar um sorriso nos lábios, pronunciando com pressa e ansiedade:
"Diana... você... você atendeu ao chamado... eu tinha a certeza absoluta de que o seu íntimo ainda preservava algum rastro de zelo por mim..."
"A minha perna foi destruída, e eu tenho a consciência de que a minha figura atual não é mais compatível com o seu nível... mas eu firmo o compromisso de que, assim que a minha saúde for restabelecida, eu dedicarei cada segundo do meu futuro para mitigar os meus erros do passado..."
"Permita que iniciemos uma nova história, o que acha? Eu garanto que, de agora em diante..."
Capítulo 22
"O propósito da minha vinda jamais foi ouvir as suas lamúrias", Diana cortou a frase dele com rispidez e frieza. "Eu compareci até aqui única e exclusivamente para deixar claro que a nossa história foi sepultada no passado."
"No exato milésimo de segundo em que você chancelou a permanência da Estela no interior da minha mansão, aceitando de forma cúmplice as afrontas que ela direcionava à minha dignidade, qualquer rastro de sentimento entre nós foi convertido em puro rancor e sede de revanche."
A face de Santiago perdeu totalmente o sangue, tomado por um misto de profunda vergonha e arrependimento corrosivo.
Diana olhava-o de cima a baixo, com as feições gélidas.
"Santiago Rocha, apresente-me uma única justificativa lógica para que, após operar tantas condutas espúrias e humilhantes contra a minha pessoa, você ainda tenha a audácia de mover os lábios para proferir juras de amor?"
"Mesmo se o impacto de hoje tivesse resultado no seu óbito imediato nesta maca, o meu coração não registraria o menor batimento por você."
"A Diana Camargo que nutria aquela paixão obsessiva no passado foi assassinada dia após dia pelas humilhações e pelo gelo que vocês direcionavam à existência dela."
Ela inspirou profundamente, ditando as palavras finais: "O sacrifício que você operou hoje na avenida servirá como quitação definitiva: a perda dessa perna liquida os seus débitos com a minha história. De hoje em diante, os nossos caminhos estão desvinculados por completo, e eu ordeno que nunca mais force um reencontro."
Concluída a declaração, ela virou as costas de forma resoluta, caminhando em direção à saída do quarto de hospital.
"Não... Diana! Cesse essa distância! Eu imploro! Eu admito que agi com total insensatez! Eu reconheço os meus erros de verdade!"
Santiago debatia-se na maca na tentativa desesperada de projetar o corpo para fora do leito, mas seus músculos encontravam-se totalmente desprovidos de energia; restou-lhe apenas estender a mão trêmula na direção da saída, berrando a plenos pulmões até a exaustão: "Diana!"
PUBLICIDADE
Do outro lado da cidade, Estela continuava a criar distúrbios no interior do centro de detenção provisória, operando sob uma histeria descontrolada, exigindo de forma implacável uma audiência com Diana Camargo.
As autoridades policiais, exaustas da perturbação e por necessidades ligadas ao andamento do inquérito penal, acabaram por contatar Diana.
Diana compareceu à sala de visitas em curto espaço de tempo.
Através da divisória de vidro de alta densidade, Estela exibia a vestimenta padrão do sistema carcerário, com os fios de cabelo totalmente desordenados e o olhar transbordando um rancor corrosivo.
Ela projetou o corpo contra a divisória com violência, desferindo socos contra o vidro enquanto esbravejava com as feições distorcidas pela fúria: "Diana Camargo! Sua ordinária! A justiça divina alcançará a sua vida!"
"Eu juro que a minha alma buscará a revanche mesmo após a morte! Aguarde o momento da minha soltura..."
"A sua soltura?" Diana cortou o discurso dela com total indiferença e sarcasmo. "Por acaso a sua mente projeta a ilusão de que as portas deste confinamento se abrirão para a sua pessoa algum dia?"
Ella virou a cabeça de forma sutil, e a sua assistente jurídica adiantou-se imediatamente, posicionando um calhamaço de relatórios oficiais contra a divisória de vidro.
Os papéis traziam provas irrefutáveis e detalhadas de todas as fraudes corporativas, sonegação fiscal de grande porte e até transações financeiras ilícitas com contas no exterior que Estela havia operado ao longo dos anos valendo-se da influência de Santiago.
Cada ação encontrava-se devidamente documentada, revelando valores astronômicos e condutas de extrema gravidade.
"Todo esse histórico, somado à tentativa de homicídio qualificado que você operou na avenida contra a minha vida," a voz de Diana ecoou gélida, "é mais do que suficiente para garantir o seu confinamento em regime fechado perpétuo, se não resultar em uma sentença ainda mais drástica."
Estela arregalou os olhos em absoluto estado de terror, movendo os lábios sem que qualquer som fosse emitido por sua garganta; seu corpo perdeu totalmente a sustentação e ela deslizou pela divisória de vidro até desabar sobre a cadeira, sem forças.
O veredito final do Poder Judiciário foi proferido em tempo recorde: face ao acúmulo de crimes e à gravidade extrema das condutas de homicídio tentado, Estela Lima foi condenada à pena de morte.
O desfecho de todos os envolvidos havia se consolidado.
Após sofrer a amputação do membro inferior, Santiago afundou em um estado de total letargia e depressão.
Contudo, a dor física mostrava-se mínima se comparada ao arrependimento corrosivo e à obsessão mental que mantinha pela figura de Diana.
Ele passou inclusive a monitorar os movimentos de Diana de forma furtiva pelas ruas.
Até o dia em que registrou que a rotina dela havia sido integrada pela presença de um homem de porte aristocrático e distinção impecável.
O cavalheiro caminhava ao lado dela com total naturalidade, mantendo uma proximidade física que exalava uma intimidade evidente.
Os sorrisos que Diana direcionava àquele homem revelavam uma docilidade e uma vivacidade que Santiago jamais havia testemunhado em toda a sua existência com ela.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127