"Instinto Feroz: Marcado pelo Alfa Rei" Capítulo 23
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Capítulo 23: A Primeira Mordida
Bernardo não hesitou mais. A barreira do autocontrole cirúrgico, mantida a duras penas durante toda a madrugada, ruiu por completo no momento em que a confissão de Dante cortou o silêncio do quarto.
O som do bad boy implorando por seu toque foi o estopim que desencadeou o lobo ancestral no peito do Alfa Rei.
Com um movimento rápido, ríspido e de uma força física esmagadora, Bernardo espalhou o corpo seminu de Dante contra o tapete de pele que decorava o chão diante da lareira.
O peso do torso largo de Bernardo desabou sobre o menor, prendendo-o contra o chão macio e quente pelas brasas que ainda estalavam.
Dante soltou um arquejo sutil, os olhos escuros fixos nas pupilas cor de âmbar que brilhavam com uma possessividade selvagem por trás das lentes de armação dourada.
— Bernardo... — o nome do rival escapou dos lábios secos de Dante como um sussurro sibilante, metade medo, metade pressa biológica.
— Fique quieto, Dan — Bernardo ordenou, a voz saindo extremamente grave, densa e rústica, despida de qualquer polidez social.
Bernardo usou os dedos longos da mão esquerda para espalmar o rosto de Dante contra o tapete, forçando a cabeça do rapaz para o lado direito. O movimento expôs por completo a curvatura vulnerável de seu pescoço alvo e superaquecido pela febre.
A glândula hormonal de Ômega puro pulsava de forma desesperada bem ali, na base da nuca, exalando as últimas notas daquela fragrância doce e cítrica que clamava por um dono.
Bernardo abriu os lábios, sentindo a própria saliva inundar a boca enquanto seus caninos estendiam-se milimetricamente sob o comando da luxúria contida. Ele aproximou o rosto milimetricamente da carne trêmula do menor, capturando o calor que emanava da pele suada.
Nhac.
Sem qualquer aviso, Bernardo cravou os dentes na glândula do pescoço do menor.
Dante arregalou os olhos escuros, o corpo inteiro dando um sobressalto violento contra o tapete de pele.
Suas mãos enfaixadas agarraram os ombros robustos de Bernardo com uma força cega, os nós dos dedos brancos enquanto suas unhas arranhavam o tecido do terno cinza do rival.
Uma dor ríspida, afiada e lancinante rasgou seu sistema nervoso no primeiro milissegundo, fazendo-o soltar um grito abafado contra a própria garganta inflamada.
No entanto, a dor durou apenas uma fração de segundo.
Assim que os dentes de Bernardo perfuraram a derme, o feromônio puro de sândalo e tempestade gélida foi injetado diretamente no fluxo sanguíneo do Ômega.
O impacto da compatibilidade biológica absoluta gerou uma explosão química devastadora. O aroma gélido inundou o sistema de Dante como uma avalanche de gelo sobre um incêndio, anestesiando a febre severa e o sofrimento celular instantaneamente.
O alívio erótico foi tão brutal e devastador que o corpo de Dante relaxou de golpe sob o peso do Alfa.
Suas pernas, antes rígidas pelos espasmos térmicos, amoleceram completamente, e um gemido arrastado, despido de qualquer orgulho ou marra de bad boy, escapou de seus lábios entreabertos.
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O êxtase físico misturou-se com as lágrimas de submissão que finalmente transbordaram de seus olhos, escorrendo por suas bochechas quentes e sumindo nos pelos do tapete. Ele odiava a sensação, mas seu DNA flutuava em um mar de prazer involuntário.
Bernardo não afrouxou o aperto. A Consumação do Pacto prendia os dois rivais em um nível celular sob o teto isolado da serra.
O Alfa Rei sugava a essência cítrica de sua presa enquanto empurrava seu próprio sândalo para dentro da carne de Dante, selando a marca temporária com uma satisfação profunda que desenhou um rosnado baixo e possessivo em seu próprio peito.
Suas mãos espalmaram-se na cintura fina do menor, cravando os dedos ali para garantir que ele soubesse a quem pertencia o território.
Eles permaneceram naquela posição por minutos que pareceram eternidades na penumbra do quarto, os corpos colados da nuca aos calcanhares, movendo-se apenas pelo ritmo frenético de seus corações que batiam em um compasso idêntico de sincronia hormonal.
A mentira artificial dos supressores químicos de farmácia havia sido substituída pelo elo carnal mais antigo da natureza.
O gancho daquela consumação era um caminho sem volta para o tabuleiro político da escola. A marca temporária, gravada a fogo e dentes na nuca de Dante, criaria uma dependência psicológica e biológica avassaladora a partir de agora.
Dante Valente, o rei intocável do ringue de boxe do Instituto Santa Cruz, não conseguiria mais respirar ou focar nas aulas de elite sem buscar o sândalo de Bernardo para estabilizar seu organismo. Ele havia se tornado, de forma irrevogável, refém de seu pior inimigo.
Devagar, Bernardo começou a recolher os dentes, desfazendo a mordida com uma lentidão torturante.
A glândula na nuca de Dante exibia agora quatro furos nítidos e avermelhados, de onde pequenas gotas de sangue purpurino brotavam de forma contínua, desenhando linhas quentes que desciam pelo ombro alvo do rapaz.
Dante mantinha os olhos fechados, a respiração curta e os lábios entreabertos, completamente dopado pela essência gélida do rival que agora dominava seu sistema nervoso por completo. Seus braços caíram inertes ao lado do corpo largo de Bernardo.
Bernardo inclinou o rosto milimetricamente para o lado. Com uma lentidão sensual e ríspida, ele lambeu o sangue que escorria do pescoço de Dante, limpando a pele alva com a ponta da língua antes de depositar um beijo casto e firme em cima da ferida recém-fechada.
Ele ajeitou o próprio corpo sobre o menor, sem quebrar o contato térmico, e puxou o lençol de cima para cobrir ambos contra o frio que vinha da neblina da serra.
Bernardo manteve Dante abraçado contra seu peito robusto, os dedos longos acariciando os cabelos pretos e bagunçados do bad boy com uma possessividade tranquila e vitoriosa enquanto as brasas da lareira morriam lentamente na escuridão do quarto isolado.
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