"Instinto Feroz: Marcado pelo Alfa Rei" Capítulo 15
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Capítulo 15: O Banheiro dos Alfas
Baque.
Dante empurrou a porta pesada de madeira do banheiro masculino do bloco de esportes, o coração batendo contra as costelas como um animal ferido.
O som de seus passos desengonçados ecoou no piso de cerâmica branca e fria. Ele avançou em direção à última cabine do fundo, trancando a trava de metal com um estalo seco.
O espaço confinado cheirava a desinfetante barato e umidade, mas para Dante, aquele era o único refúgio possível no Instituto Santa Cruz.
Ele desabou as costas contra a divisória de fórmica cinza, escorregando lentamente até que seus joelhos trêmulos tocassem o chão.
Suas mãos, antes firmes e calejadas pelo boxe, sacudiam de forma incontrolável enquanto ele tentava abrir o zíper da mochila para alcançar o frasco de supressores militares que Bernardo havia lhe dado.
— Porra... anda logo... — Dante sibilou entre os dentes, a voz saindo em um fio rouco e desesperado.
A febre que havia oscilado na pista de atletismo estava voltando em ondas ainda mais agressivas. A base de sua nuca fervia, emitindo pontadas de calor que nublavam sua visão e faziam seus poros exalarem aquela fragrância doce e cítrica que ele tanto tentava esconder. Dante sentia-se patético, uma fêmea indefesa encurralada no próprio território dos Alfas.
Click.
O som ríscido da fechadura da porta principal do banheiro sendo girada fez os pelos dos braços de Dante se arrepiarem por completo. Alguém havia entrado e, pior, trancado a entrada principal por dentro.
Passos calmos, firmes e compassados avançaram pelo corredor de cerâmica. O eco dos sapatos sociais aproximou-se da última cabine, parando exatamente do lado de fora da porta de Dante.
A pressão térmica e o aroma avassalador de sândalo e tempestade gélida vazaram por baixo da divisória, anestesiando o ar de golpe.
— Abra a porta, Dan — a voz de Bernardo Imperial ecoou grave, fria e absolutamente incontestável.
— Vai... vai para o diabo, Bernardo! — Dante tentou gritar, mas a agressividade de suas palavras foi abafada pelo arquejo sutil que escapou de seus lábios ao sentir o cheiro do rival. — Eu não... não preciso de você.
Bernardo não respondeu com palavras.
Com um movimento ríspido e bruto, ele forçou a estrutura da cabine. A trava de metal cedeu com um estalo violento, e a porta de fórmica bateu contra a parede.
Bernardo invadiu o espaço confinado de golpe, preenchendo o cubículo com seus um metro e oitenta e nove de altura e seus ombros largos revestidos pelo uniforme escolar impecável.
Dante tentou se erguer, os olhos escuros injetados de fúria e ressentimento, mas Bernardo avançou o torso largo sem hesitar. Ele pressionou o corpo sem força de Dante contra a parede interna da cabine, prendendo os pulsos do menor contra o azulejo frio com uma única mão.
— Você é teimoso demais — Bernardo sibilou, os rostos a milímetros de distância. O brilho âmbar de seus olhos por trás das lentes de armação dourada estava denso, carregado de uma luxúria contida que contrastava com seu foco frio de cirurgião. — Se eu não tivesse entrado, Marcos ou qualquer outro Alfa teria arrombado essa porta pelo seu cheiro.
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— Me solta... seu desgraçado... — Dante protestou, embora sua resistência física estivesse fraca, os músculos cedendo ao alívio biológico que o sândalo de Bernardo trazia para a sua febre.
— Vire de costas — Bernardo ordenou, a voz baixa vibrando contra o pescoço do menor. — Eu preciso ver a sua nuca para aplicar o inibidor direto na glândula. O comprimido não vai agir rápido o suficiente depois do esforço que você fez na pista.
Bernardo soltou os pulsos de Dante, mas usou o próprio peso para mantê-lo prensado de lado contra a parede.
Com os dedos longos e firmes, ele puxou o colarinho da regata branca de Dante para o lado, expondo completamente a pele alva, úmida de suor e intensamente avermelhada na base do pescoço.
A Intimidade Forçada no Banheiro transformou o cubículo em uma estufa de tensão pura.
O toque proibido na glândula sensível sob o teto da escola fez o corpo de Dante retesar em um espasmo térmico.
Bernardo retirou do bolso interno do paletó um pequeno aplicador térmico contendo o inibidor líquido concentrado. No entanto, ao aproximar o dispositivo da pele exposta de Dante, o Alfa Rei travou os movimentos por completo.
As narinas de Bernardo inflaram ao captar a fragrância cítrica pura que brotava da glândula do Ômega.
O gancho de seus instintos mais primitivos foi ativado com uma força brutal; o desejo crescente de morder de verdade aquela carne, de cravar os dentes na base do pescoço de Dante para marcá-lo como propriedade definitiva diante de todo o colégio, quase o fez perder o controle da própria mente.
Os dedos de Bernardo tremeram milimetricamente na superfície do aplicador, a luxúria contida ameaçando romper a máscara de gelo de sua face aristocrática.
— Bernardo... anda logo com isso... — Dante suplicou em um sussurro rouco e humilhado, a testa apoiada no azulejo frio enquanto tentava não desabar de prazer involuntário diante da proximidade do rival.
Bernardo engoliu em seco, os maxilares travados de forma ríscida para conter o lobo ancestral que rugia em seu peito. Ele posicionou o bico do aplicador contra a glândula inflamada.
Para garantir que o medicamento entrasse por completo nos tecidos superaquecidos, Bernardo afastou o aparelho e pressionou o polegar esquerdo diretamente contra a glândula de Dante, massageando o ponto sensível com uma força firme e deliberada.
O impacto do contato direto de pele com pele fez o corpo de Dante dar um sobressalto violento.
O rapaz soltou um gemido abafado contra a própria mão enfaixada, os olhos se fechando enquanto a febre começava a ser esmagada pela química militar, prendendo-o de vez na coleira invisível do Alfa Rei.
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