"Instinto Feroz: Marcado pelo Alfa Rei" Capítulo 5
PUBLICIDADE
Capítulo 5: O Jantar dos Patriarcas
Dante puxou o nó da gravata escura, encarando o próprio reflexo no espelho do banheiro. Seus dedos arranharam o tecido sedoso, deixando marcas vermelhas na base do pescoço.
A gola da camisa social apertava a pele, bem em cima da glândula que ainda latejava de forma invisível.
— Dante! Vamos, o carro já chegou... Não faça a família Imperial esperar — a voz de Dona Helena ecoou do corredor, acompanhada pelo som rítmico de seus saltos agulha contra o piso de madeira.
Dante soltou o ar com força pelo nariz, pegou o paletó sobre a cama e saiu do quarto com passos pesados.
O veículo blindado cortou as ruas molhadas de Altos de Pinheiros sob a garoa fina de São Paulo. Dante mantinha os braços cruzados no banco de trás, os olhos fixos nas luzes borradas da cidade através do vidro escuro.
O portão de ferro fundido da mansão Imperial se abriu sem ruído.
Dona Helena ajeitou as joias no pescoço antes de descer, o rosto iluminado pelos refletores do jardim. Dante caminhou logo atrás, as mãos afundadas nos bolsos da calça social, os ombros rígidos.
A imensa porta de mogno deu acesso ao salão de jantar principal, onde o som dos talheres de prata batendo contra a porcelana legítima ditava o ritmo do ambiente.
O Avô Imperial ocupava a cabeceira da mesa longa, a postura reta de um Alfa ancião que ainda controlava os rumos do clã.
À sua direita, Bernardo Imperial vestia um terno sob medida cinza-escuro. Os óculos de armação dourada repousavam sobre o nariz reto, as lentes refletindo o brilho do lustre de cristal.
— Amélia Maria... Helena, finalmente. Sentem-se, por favor — o velho patriarca gesticulou com a mão direita, os anéis de ouro brilhando sob a luz quente.
Dante puxou a cadeira pesada com força desmedida, arrancando um rangido seco do assoalho de madeira.
Bernardo não moveu o rosto. Ele apenas ergueu os olhos cor de âmbar por trás das lentes, acompanhando o movimento do rival até que Dante se acomodasse exatamente na cadeira à sua frente.
— O Instituto Santa Cruz começou o semestre com força... Bernardo já assumiu a liderança do ranking acadêmico — o Avô Imperial comentou, cortando o pedaço de carne com precisão.
— Dante também está focado... Ele preferiu passar as férias estudando problemas de olimpíadas internacionais — Dona Helena interveio, erguendo a taça de vinho com um sorriso polido.
Dante apertou o cabo do garfo de prata, os nós de seus dedos perdendo a cor sob a pressão do metal.
Sob a longa toalha de mesa de linho branco, Dante esticou a perna direita de forma ríspida, buscando espaço. Seu joelho bateu com força contra a perna de Bernardo, uma colisão direta sob a madeira escura.
Bernardo não recuou o corpo. Ele continuou mastigando devagar, os olhos fixos no próprio prato.
Um segundo depois, a resposta veio. Bernardo deslocou a perna longa para o lado, pressionando o joelho firmemente contra o de Dante, travando o membro do menor contra a estrutura da mesa.
PUBLICIDADE
— Algum problema, Dan? — Bernardo perguntou, a voz baixa quebrando o silêncio entre os dois, sem desviar os olhos do prato.
— Nenhum, Imperial — Dante sibilou entre os dentes, aplicando mais força para empurrar o joelho do rival. — O espaço aqui é ótimo.
— Que bom — Bernardo murmurou, mantendo a pressão de sua perna firme contra a dele. — Achei que você estivesse sem espaço para respirar.
Dante tentou puxar a perna de volta, mas Bernardo aplicou mais peso. O calor do tecido das calças sociais se misturou na proximidade forçada, criando uma estufa invisível sob os olhos dos adultos.
A respiração de Dante encurtou. Uma lufada sutil de sândalo parecia vazar do bloqueador de Bernardo, subindo pelos vãos da mesa e atingindo o nariz do rapaz.
— Dante... Algum problema com o menu? Você mal tocou no prato — o velho Imperial semicerrou os olhos, a voz grave vibrando no ambiente.
Dante soltou o garfo, o metal batendo contra a porcelana com um estalido nítido que atraiu os olhares da mesa.
— O tempero está... forte demais, senhor Imperial — Dante respondeu, o suor brotando na linha da testa enquanto sentia o joelho de Bernardo travar seus movimentos por completo.
Bernardo levou a taça de água aos lábios, bebendo um gole lento.
Por trás do vidro do copo, os olhos cor de âmbar de Bernardo brilharam com uma satisfação predatória, focados nas bochechas avermelhadas de Dante.
— A genética dessa nova geração é formidável... — o patriarca continuou, apontando o garfo na direção de Bernardo. — Mas o feromônio de linhagem pura do Bernardo é instável... Ele vai precisar de um Ômega forte para ser controlado no final do ano.
Dante sentiu a base da nuca queimar de golpe. Um calafrio violento subiu por sua espinha, fazendo suas mãos tremerem de leve sobre o guardanapo.
— O mercado exige estabilidade biológica para os herdeiros — o velho Imperial concluiu, encarando Dante com frieza.
Bernardo soltou a taça na mesa. Sob o linho, sua perna finalmente cedeu o espaço, desfazendo o aperto.
Dante puxou o ar com força, tentando recuperar a postura ereta na cadeira, mas o jogo ainda não havia terminado.
Bernardo esticou o braço longo, segurando a garrafa de vinho que repousava no centro da mesa de jantar.
— Deixe-me servir você, Dan — Bernardo ofereceu, inclinando o corpo para a frente de forma polida.
Dante segurou a haste de sua taça vazia com força, os nós dos dedos rígidos.
— Eu mesmo posso me servir, Bernardo — Dante rebateu, tentando puxar o cristal para longe.
Bernardo não soltou a garrafa. Ele avançou o braço, posicionando o bico do vidro sobre o cálice de Dante.
Ao inclinar a bebida escura, a mão livre de Bernardo desceu de forma deliberada.
Os dedos longos e frios de Bernardo roçaram diretamente contra os nós dos dedos quentes de Dante que seguravam o vidro.
O choque térmico do toque fez Dante prender o fôlego instantaneamente, a corrente elétrica subindo pelo seu braço até atingir o peito.
Bernardo manteve o contato da pele por dois segundos inteiros sob o olhar alheio dos adultos, despejando o líquido escarlate de forma impecável.
— Pronto — Bernardo sussurrou, afastando a mão devagar e exibindo um sorriso imperceptível no canto dos lábios. — Agora você tem o suficiente.
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4105 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127