"O BEBÊ SECRETO DA SALA 307" Capítulo 4
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Camila acordou lentamente, ainda sentindo os efeitos do desmaio da noite anterior.
O quarto estava iluminado pelas luzes suaves do hospital, mas a tensão no ar era palpável.
Rafael permanecia ao lado da cama, o olhar frio e rígido, os braços cruzados, observando cada movimento dela.
“Você finalmente acordou,” disse ele, a voz firme e cortante.
Camila engoliu em seco, tentando encontrar palavras.
“Rafael… eu estou bem… só preciso descansar,” respondeu, a voz fraca, carregada de ansiedade.
“Descansar?” ele riu sem humor. “Não há tempo para descanso. Precisamos refazer o exame de DNA imediatamente.”
Camila sentiu o peito apertar, cada palavra dele caindo como uma pedra.
“Outro teste?” perguntou ela, a voz tremendo. “Mas o primeiro já trouxe tanta dor…”
Renata aproximou-se da cama, segurando a ficha original.
Ela respirou fundo, sentindo o peso da responsabilidade.
Algo estava errado.
O exame anterior tinha desaparecido do sistema do hospital.
“Rafael… o exame sumiu,” disse ela, com a voz baixa, quase trêmula.
Rafael estreitou os olhos, a mandíbula travada.
“Sumiu?” repetiu ele, a tensão aumentando. “Como é possível?”
“Não sei,” respondeu Renata. “Alguém apagou os registros. Não há nenhum rastro de quem fez isso.”
Camila levou a mão à barriga, sentindo o bebê se mexer de forma inquieta.
“Não… não de novo,” sussurrou, os olhos cheios de medo.
Rafael respirou fundo, controlando a fúria, mas o olhar continuava cortante.
“Isso não é coincidência,” disse ele. “Alguém quer manipular tudo, e vou descobrir quem.”
Renata observou cada reação com cuidado.
Ela sabia que a ficha desaparecida poderia ser a única esperança de Camila de se proteger da acusação injusta.
“Camila, respira fundo,” disse ela, colocando a mão sobre a dela.
“Eu estou tentando,” respondeu Camila, a voz fraca, o coração disparado.
Rafael deu um passo à frente.
“Hoje vamos refazer o exame. Sem erros. Cada detalhe será conferido.”
Camila sentiu o peso daquelas palavras, como se o mundo inteiro estivesse prestes a desabar sobre ela novamente.
O monitor cardíaco disparou.
Bip… bip… bip…
O bebê se mexia inquieto, reagindo ao clima tenso da sala.
“Camila, tente ficar calma,” disse Renata, firme.
“Eu estou tentando,” respondeu a gestante, mas as lágrimas já escorriam livremente.
Rafael pegou a pasta com os exames anteriores, analisando cada documento.
“Não vou aceitar falhas. Não depois do que aconteceu.”
Camila engoliu em seco, sentindo o medo crescer a cada palavra dele.
Ela sabia que, se o exame anterior tivesse sido apagado de propósito, a próxima prova seria a única chance de provar sua inocência.
Renata suspirou, preparando-se para agir.
“Rafael, preciso de alguns minutos para investigar o desaparecimento da ficha,” disse ela.
“Não há minutos, Renata. Quero ver tudo hoje. Cada detalhe,” ele respondeu, a voz firme.
Camila fechou os olhos, tentando respirar devagar.
O bebê mexia-se com força, quase como se quisesse falar por ela.
“Está doendo,” murmurou ela, sentindo a barriga contrair-se.
“Não se preocupe, Camila,” disse Renata. “Eu estou aqui. Vou proteger você.”
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Rafael aproximou-se da cama, o olhar misturando raiva, medo e preocupação.
“Eu só quero saber a verdade,” disse ele. “Preciso saber se posso confiar no que você diz.”
Camila engoliu em seco, sentindo um fio de esperança.
Talvez Renata consiga descobrir quem apagou o exame e provar que ela não havia mentido.
O telefone de Rafael tocou.
Ele olhou para a tela, reconhecendo o nome de sua mãe.
“É Helena,” disse ele, com a voz tensa.
Renata percebeu o aperto no peito de Camila.
A chegada de Helena significaria mais pressão, mais julgamento, mais dor.
“Rafael, e agora?” perguntou Camila, engolindo a ansiedade.
“Ela precisa saber o que aconteceu,” respondeu ele, a mandíbula cerrada.
Renata respirou fundo, ciente de que cada decisão naquele instante poderia mudar o curso da história.
O monitor cardíaco disparava sem parar.
Bip… bip… bip…
Bip… bip… bip…
Camila respirou fundo, tentando reunir forças.
O bebê continuava se mexendo inquieto, quase como se sentisse que algo sombrio ainda estava por vir.
Renata digitou novamente no sistema do hospital, tentando localizar qualquer rastro do exame desaparecido.
Nada.
O rosto dela empalideceu.
“Não…,” sussurrou.
Rafael olhou imediatamente.
“O que foi?”
Renata manteve os olhos fixos na tela.
“O exame desapareceu do sistema,” disse ela, com a voz quase sem som.
O quarto inteiro mergulhou em silêncio.
Camila sentiu o peito apertar.
O bebê se mexia mais forte, como pressentindo o perigo iminente.
Rafael respirou fundo, engolindo a fúria.
“Hoje saberemos a verdade,” disse ele.
“Não importa o que for necessário.”
Renata segurou a mão de Camila, tentando transmitir força.
O medo ainda estava presente, mas havia uma tênue esperança.
Se eles encontrassem a ficha, a verdade poderia finalmente aparecer.
Camila fechou os olhos.
Respirou fundo.
O quarto estava silencioso, exceto pelo bip insistente do monitor.
E naquele silêncio, todos esperavam.
Esperavam pelo momento em que a verdade surgiria.
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