"Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino" Capítulo 079
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— ... — Ao dar-se conta do que dissera, ele foi tomado por um profundo embaraço.
O fato de ela própria possuir uma capacidade técnica extraordinária era algo que a jovem não pretendia negar, contudo...
Fixando o olhar na fisionomia dele, ela exibiu um sorriso radiante e declarou: — Não me equiparo ao Thiago; você sim é portador de uma excelência real.
Em uma fração de segundo, a região das orelhas de Thiago cobriu-se de um tom intensamente avermelhado.
Levando o punho na direção dos lábios, ele voltou a cabeça para o lado e soltou uma tosse seca.
A tonalidade avermelhada de suas orelhas acabou ficando totalmente exposta aos olhos de Íris.
A princípio, ela experimentou um breve instante de surpresa, mas em seguida divertiu-se imensamente em seu íntimo.
Aquela reação mostrava-se excessivamente adorável!
Apenas ela própria saberia mensurar quão complexo foi sustentar a fisionomia polida típica de uma jovem da alta sociedade, contendo o ímpeto de externar o imenso contentamento que a dominava naquele instante.
Ao perceber que ela mantinha o olhar fixo nele continuamente, Thiago sentiu o embaraço elevar-se e, simulando serenidade por meio de mais uma tosse seca, sugeriu: — Concentre-se na passarela.
Íris não conseguiu conter uma sutil risada e, contraindo os lábios, fez sucessivos acenos com a cabeça: — Sim, com certeza. Vamos nos concentrar na passarela.
Thiago: — ...
Acomodado na fileira de trás, um dos convidados sentiu que aquela demonstração de afeto desmedido o atingia diretamente e, tomado pelo tédio, limitou-se a revirar os olhos.
Contudo, em comparação a ele, a jovem que ocupava o assento vizinho mostrava-se consideravelmente mais desestabilizada.
De fato, ela havia optado por não comparecer ao evento de Fang Ya para marcar presença ali do lado da concorrente, motivada puramente pela constatação de que Thiago encontrava-se naquele espaço.
Quanto ao acompanhante dela, por ser amigo de infância da organizadora e ter comparecido em virtude de um convite formal, a sua presença ali era de conhecimento geral. Antes do início, ele tivera o cuidado de cumprimentar Fang Ya no outro setor, de modo que a sua conduta não abria margem para quaisquer contestações ou comentários negativos.
A situação da jovem, contudo, desenhava-se de forma distinta.
Certas pessoas do meio social que a reconheceram não contiveram os olhares curiosos na direção dela, estendendo a observação até atingir Thiago, acomodado logo na fileira da frente.
O público contraía os lábios em desaprovação velada.
Aqueles dois jovens da fileira da frente de fato compunham um par perfeito e haviam acabado de assumir o relacionamento de forma categórica diante de todos; a outra persistia em nutrir expectativas sem antes mensurar se possuía condições de rivalizar com a primogênita do clã Paes.
Uma outra jovem, acomodada no assento ao lado, simulava total concentração no desfile, contudo a realidade era que as suas mãos encontravam-se firmemente tencionadas em punho sobre as pernas, a ponto de as unhas causarem desconforto na pele da palma da mão.
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Namorados? Um par perfeito?
Que bela denominação para os dois!
Que bela harmonia de fachada!
Será que Íris detinha real conhecimento sobre quem era Thiago na realidade? Conhecia a real magnitude e a expressão do clã que dava sustentação a ele? Havia boatos de que se tratava de uma linhagem posicionada no topo absoluto da capital do país; o clã Paes dispunha de expressiva relevância nesta cidade de província, mas no cenário da capital não passaria de uma estrutura sem maior expressão.
Sob qual critério Íris se considerava à altura dele?
Que desfrutasse do contentamento presente, pois assim que ele se cansa daquela relação, restaria ver como ela sustentaria aquela altivez!
Entre os jovens oriundos dessas linhagens tradicionais de grande porte, raros eram aqueles que manifestavam sentimentos duradouros. Thiago sequer havia compartilhado com ela a real natureza de sua ascendência, o que colocava em xeque a veracidade de suas intenções.
O que se passava no íntimo desse pequeno grupo de espectadores permanecia oculto para os demais presentes, cuja atenção encontrava-se totalmente capturada pelas obras exibidas na passarela.
Se a primeira criação assinada por Aroma do Jardim já havia despertado um imenso deslumbramento, o encerramento da exibição daquelas cinco peças fez com que o sentimento do público migrasse para um estado de total perplexidade diante de tamanho talento.
Aquelas criações que Fang Ya denominara como peças de encerramento situavam-se em um patamar técnico completamente distinto e inferior ao apresentado por Aroma do Jardim.
No desfecho do evento, até mesmo aqueles espectadores que a princípio mantinham-se nos assentos por consideração aos pais de Íris, temendo causar algum desconforto na relação com o clã Paes caso migrassem de setor, apressaram-se em cumprimentar o pai da jovem com extrema polidez antes de se deslocarem na direção dos assentos do desfile concorrente.
O público dialogava ativamente na tentativa de decifrar quem seria a real identidade por trás da assinatura de Aroma do Jardim.
Em um curto espaço de tempo, as informações difundiram-se rapidamente entre os convidados: veio a público o fato de que Aroma do Jardim era justamente o talento que despontara recentemente ao conquistar a premiação máxima em um renomado e rigoroso certame de design de moda sediado nesta cidade.
A configuração das duas áreas de plateia desenhava uma nítida oposição: um dos lados exibia um vazio quase absoluto, enquanto o setor concorrente encontrava-se com a totalidade das acomodações preenchidas, contando inclusive com um expressivo contingente de pessoas que assistia em pé.
— Papai, mamãe, eu também irei me deslocar até o outro setor para acompanhar os detalhes. O nosso clã manifesta a intenção de expandir as atividades na direção do segmento de vestuário em um horizonte próximo, de modo que pretendo verificar a viabilidade de estabelecer uma cooperação com a Aroma do Jardim. Visto que ela atua como designer no ateliê da amiga da minha irmã, e diante dos laços que unem as duas, considero que a probabilidade de consolidarmos uma parceria de negócios mostra-se bastante expressiva — declarou Pedro.
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Ele permanecia sem qualquer suspeita de que Aroma do Jardim era, na realidade, a sua própria irmã.
Sua postura inicial limitara-se a ler com clareza as reais intenções de Fang Ya e, ao constatar que a esperteza dela resultaria em um revés contra si mesma, manteve-se acomodado para assistir ao desenrolar dos fatos com serenidade.
Naquele momento, a sua curiosidade em relação àquela designer era legítima, contudo a afirmação de que o clã pretendia ingressar no mercado de vestuário constituía puramente um recurso argumentativo de que lançou mão de forma espontânea.
Até o presente momento, a estrutura do clã não havia traçado planos dessa natureza.
Somado a isso, Íris encontrava-se naquele setor vizinho. Se ele não estivesse retido pela consideração ao fato de Fang Ya ainda ostentar a condição de noiva do irmão de seu pai, o que tornaria uma ausência de apoio por parte do herdeiro do clã algo malvisto pelo público, ele já teria se deslocado há muito tempo.
Como a grande maioria do público já havia migrado de setor, a sua movimentação sob aquela justificativa de negócios não daria margem para contestações dos presentes.
No universo corporativo, havia o claro consenso de que nada assumia maior relevância do que o mapeamento de novos mercados e a ampliação das fontes de receita.
— Vá em frente. Sob uma ótica de cordialidade, caberia a nós também manifestar os nossos parabéns à jovem vizinha, contudo, por tratar-se da apresentação de estreia da noiva do seu tio após o retorno ao país, a nossa ausência total deste recinto não se mostraria conveniente. Sendo assim, transmita os cumprimentos em meu nome e no de sua mãe. Quanto aos termos de uma cooperação de negócios, não há necessidade de precipitação; independentemente de o nosso clã arquitetar ou não um ingresso no mercado da moda, tentar captar um talento do ateliê de sua conhecida bem neste momento não se alinharia com uma conduta ética — ponderou o pai de Íris.
Aquelas considerações traziam uma sutil nuance de descontração, o que reduzia de forma velada qualquer interpretação negativa do público sobre o fato de o jovem herdeiro deixar o recinto para prestigiar um evento concorrente em detrimento de uma estrutura ligada ao seu próprio clã.
Diante da profunda amizade que unia as duas famílias tradicionais, a transmissão de um cumprimento inseria-se perfeitamente na normalidade dos fatos. O pai e a mãe de Íris optaram por resguardar as suas presenças ali, delegando a missão ao filho, o que já constituía uma expressiva demonstração de consideração para com Fang Ya na condição de futura integrante da família.
— Irmã. — Pedro acomodou-se no assento vago ao lado de Íris.
Íris lançou um olhar na direção da plateia vizinha, que contava com raras pessoas, e ao voltar a atenção para o irmão, comentou com uma leve risada: — O que o trouxe até aqui?
— Considerei que a atmosfera deste lado mostra-se consideravelmente mais animada e resolvi conferir. — Naquele exato instante, a passarela exibia a quinta criação assinada por Aroma do Jardim, o que levou Pedro a manifestar a sua admiração: — Mesmo carecendo de conhecimentos aprofundados em design de moda, sou capaz de notar que esta Aroma do Jardim detém uma capacidade técnica extraordinária. Ouvi rumores de que se trata de uma jovem de pouca idade, de modo que o seu horizonte profissional certamente se desenha sem limites.
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Íris limitou-se a soltar uma leve risada, abstendo-se de emitir comentários.
Thiago fez um aceno de cabeça bastante circunspecto, sinalizando total concordância com a análise do jovem.
A movimentação dele foi capturada pela atenção de Pedro: — Thiago, você por acaso conhece a mestre Aroma do Jardim?
Thiago não previu ser questionado de forma tão direta e súbita. Ele hesitou por uma breve fração de segundo, direcionou o olhar na direção de Íris e, em seguida, confirmou com a cabeça: — Sim, conheço.
Pedro voltou-se para a irmã: — E quanto a você, irmã? Também conhece a mestre Aroma do Jardim?
— Sim, conheço. Qual a razão desse questionamento?
— Trata-se apenas de... uma pergunta casual. — No fundo de sua alma, ele nutria a constante intuição de que aquela designer de moda havia sido trazida por sua irmã com a meta específica de desestruturar os planos de Fang Ya. Contudo, ele preferiu resguardar o questionamento por receio de que se tratasse apenas de uma leitura equivocada de sua parte.
O desfile atingiu o seu encerramento e a passarela abriu espaço para os agradecimentos finais. A organizadora surgiu diante do público acompanhada pelos demais designers do ateliê e pelo elenco de modelos.
Ela recebeu o microfone das mãos do mestre de cerimônias e proferiu algumas palavras de gratidão e reflexões sobre a jornada.
Logo após a conclusão de sua fala, um dos jornalistas presentes lançou um questionamento: — Jovem organizadora, a passarela acaba de exibir cinco criações admiráveis com a assinatura da mestre Aroma do Jardim. Gostaríamos de saber se a mestre encontra-se presente neste recinto. Seria possível que a jovem fizesse a gentileza de nos apresentá-la?
No exato mesmo instante, o evento de Fang Ya também atingia o seu desfecho.
Naquele momento de encerramento, Fang Ya via-se na total impossibilidade de persistir ocultando a sua face. Caso contrário, assim que o dia de hoje terminasse, quem guardaria memória de sua presença? Aquilo significaria que a totalidade de seu empenho ao longo daqueles dias teria sido em vão.
Embora a conjuntura presente guardasse imensa distância daquela que ela havia projetado originalmente, resultando em um evidente vexame em vez de consagração, persistia aquela máxima: caso ela se omitisse por completo deixando de exibir a face, nada mais restaria.
No universo das celebridades havia inclusive o entendimento de que uma projeção fundamentada em controvérsias e repercussão negativa ainda constituía uma forma de projeção!
Ao escutar o questionamento do jornalista, a organizadora hesitou por um breve instante e direcionou o olhar na direção onde Íris encontrava-se acomodada.
O público já mantinha a atenção focada nela à espera de uma resposta, de modo que aquela sua movimentação sutil não escapou à observação dos presentes. Seguindo a linha de seu olhar, os espectadores depararam-se com Íris ali sentada, ostentando aquela postura serena e distinta que remetia a uma figura celestial.
A plateia experimentou um instante de perplexidade.
Qual seria o real significado daquela dinâmica?
O questionamento versava sobre a identidade de Aroma do Jardim; qual a razão de a organizadora direcionar a atenção para a primogênita do clã Paes?
Passados alguns instantes, o mesmo jornalista retomou a lucidez primeiro e perguntou com nítida dúvida: — Meu questionamento focava na mestre Aroma do Jardim, com a expectativa de uma apresentação formal por parte da jovem organizadora, contudo a sua atenção voltou-se na direção da jovem Paes. Será que a mestre Aroma do Jardim guarda alguma proximidade com ela? Trata-se talvez de um vínculo de grande relevância?
Diante dos olhares focados do público, a plateia testemunhou Íris direcionar um sorriso condescendente e uma sutil negação com a cabeça na direção da amiga.
A organizadora prontamente declarou: — Não há nenhum vínculo dessa natureza.
Aquela afirmação categórica acabou por soar aos ouvidos do público como uma nítida tentativa de ocultar a realidade.
Nesta cidade, quem ignoraria a profunda amizade que unia Íris e a organizadora? Afirmar que Íris e Aroma do Jardim careciam de um vínculo de relevância extraordinária era algo em que o público poderia até conceder algum crédito; contudo, sugerir que sequer se conheciam era uma afirmação que colidia com a lógica dos presentes.
Aquela negação absoluta por parte da organizadora acabou por consolidar no íntimo dos espectadores a total certeza de que Íris e Aroma do Jardim guardavam uma relação extraordinária.
— A afirmação da jovem organizadora condiz perfeitamente com a realidade? Será que a jovem Paes de fato jamais teve qualquer contato com a mestre Aroma do Jardim? — interveio um outro jornalista.
— Caso não houvesse o menor contato prévio, diante de um questionamento focado na mestre Aroma do Jardim, qual a razão que levou a jovem organizadora a direcionar o olhar para a jovem Paes? A fisionomia dela trazia inclusive uma nítida nuance de consulta, como se os termos da resposta estivessem condicionados à anuência da jovem Paes.
— De fato, eu também compartilhei dessa exata percepção.
— Sob uma análise lógica, a mestre Aroma do Jardim atua como designer no ateliê da organizadora, o que pressupõe uma proximidade maior com ela. Qual a razão que justificaria a necessidade de a organizadora consultar a jovem Paes antes de decidir sobre uma apresentação formal?
...
Os questionamentos estendiam-se em meio ao burburinho do público.
Entre aqueles que se manifestavam, encontravam-se alguns indivíduos estrategicamente posicionados por iniciativa da própria Íris.
Com a atuação dessas pessoas para dinamizar o debate, a consolidação de uma revelação aparentemente espontânea de sua identidade desenhava-se de forma perfeitamente natural.
Diante da insistência e da pressão dos questionamentos do público, a organizadora exibiu um sorriso de aparente resignação: — Pois bem, irei compartilhar a realidade com todos.
Os espectadores tencionaram a atenção para escutar, e até mesmo a movimentação no setor de Fang Ya cessou por completo; todos mantinham o foco voltado para aquele ponto.
O olhar de Fang Ya trazia uma intensa hostilidade; ela fazia questão de testemunhar com os próprios olhos quem seria a real identidade daquela Aroma do Jardim que viera para arruinar os seus planos!
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