"O Filho Secreto do Bilionário" Capítulo 18
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“Precisamos acabar com isso de uma vez.”
Victoria encerrou a ligação.
Mas continuou parada.
Imóvel.
O celular ainda pressionado contra o ouvido.
Porque aquela conversa mudou tudo.
Pela primeira vez desde o início da história...
ela não estava tentando se salvar.
Estava preparando um ataque.
Do outro lado da cidade...
Adrian não conseguiu dormir.
A ligação anônima continuava ecoando em sua cabeça.
“Pare a investigação.”
“Ou alguém vai se machucar.”
Não era um blefe.
Ele sentia isso.
Porque pessoas inocentes não fazem ameaças.
Pessoas desesperadas fazem.
E alguém estava desesperado.
Muito desesperado.
Na manhã seguinte.
O especialista digital entrou na cobertura carregando um notebook.
O rosto estava sério.
Preocupado.
Diferente do normal.
Adrian percebeu imediatamente.
“O que aconteceu?”
O homem colocou o computador sobre a mesa.
“Encontramos o dono do número.”
O silêncio caiu.
Instantaneamente.
Elena também levantou a cabeça.
O coração acelerando.
Porque durante dias aquele número se tornou um fantasma.
A ligação com Victoria.
A ligação com a clínica.
A ligação com as mensagens apagadas.
A ligação com tudo.
“Quem é?”
Perguntou Adrian.
O especialista hesitou.
Pela primeira vez.
E isso não era um bom sinal.
“Eu achei que fosse um funcionário.”
Silêncio.
“Depois achei que fosse um advogado.”
Outra pausa.
“Mas não é.”
O sangue desapareceu do rosto de Adrian.
“Então fala.”
O homem abriu um arquivo.
Uma foto apareceu.
Mas Elena não reconheceu.
Adrian também não.
Uma mulher.
Elegante.
Fria.
Aproximadamente sessenta anos.
Olhar duro.
Postura impecável.
A típica imagem de alguém acostumada a mandar.
“Quem é ela?”
Perguntou Elena.
O especialista engoliu em seco.
“Helena Montenegro.”
Silêncio.
“Eu deveria conhecer esse nome?”
Elena perguntou.
Mas Adrian já estava imóvel.
Completamente imóvel.
Porque ele conhecia.
Muito bem.
E naquele instante...
sentiu o mundo parar.
“Não.”
A voz saiu quase sem som.
O especialista assentiu.
“Sim.”
Elena olhou de Adrian para a foto.
Sem entender.
“Quem é ela?”
A resposta demorou alguns segundos.
Porque Adrian não queria dizer.
Não queria acreditar.
Mas precisava.
“Minha mãe.”
O silêncio explodiu dentro da sala.
Elena ficou branca.
“O quê?”
Adrian continuava olhando para a fotografia.
Sem piscar.
Sem respirar.
Porque aquilo era impossível.
Ou deveria ser.
“Você tem certeza?”
A voz dele falhou.
O especialista abriu novos documentos.
Registros telefônicos.
Chamadas.
Mensagens.
Transferências financeiras.
Datas.
Horários.
Tudo.
“Esse número pertence à Fundação Montenegro.”
Clique.
“Controlada por Helena Montenegro.”
Clique.
“E foi usado para entrar em contato com Victoria dezenas de vezes.”
Clique.
“Durante toda a gravidez de Elena.”
O silêncio ficou insuportável.
Porque agora tudo mudava.
Tudo.
Não era mais apenas Victoria.
Nunca foi.
Victoria não tinha poder suficiente para controlar clínicas.
Apagar registros.
Comprar funcionários.
Manipular seguranças.
Mas Helena Montenegro tinha.
Muito poder.
Poder demais.
Elena sentiu as pernas fraquejarem.
Porque finalmente estava entendendo.
Victoria era apenas a ponta do iceberg.
A pessoa que aparecia.
Mas alguém estava puxando as cordas.
Desde o início.
“Não.”
Adrian balançou a cabeça.
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“Ela não faria isso.”
Mas enquanto falava...
já não parecia acreditar.
Porque várias lembranças começaram a surgir.
Comentários.
Perguntas.
Críticas.
Pequenas observações feitas pela mãe meses atrás.
Sempre sobre Elena.
Sempre sobre a gravidez.
Sempre tentando afastá-los.
“Ela não é adequada.”
“Vai destruir sua reputação.”
“Você merece alguém melhor.”
“Pense no futuro da empresa.”
Na época pareciam apenas opiniões.
Agora pareciam outra coisa.
Muito diferente.
Muito mais perigosa.
“Meu Deus...”
Elena sussurrou.
Porque finalmente percebeu.
A mulher que mais odiava sua existência...
talvez fosse justamente a mãe de Adrian.
Nesse mesmo momento...
Helena Montenegro observava o jardim de sua mansão.
Uma xícara de chá repousava sobre a mesa.
O ambiente parecia tranquilo.
Mas ela não estava.
Porque sabia.
Sabia exatamente o que estava acontecendo.
Adrian estava chegando perto.
Perto demais.
E isso era um problema.
“Senhora.”
Uma empregada se aproximou.
“Victoria ligou novamente.”
Helena fechou os olhos.
Irritada.
Porque Victoria estava perdendo o controle.
E pessoas desesperadas cometem erros.
“Ela está assustada.”
Disse a funcionária.
“Claro que está.”
Helena respondeu.
“Ela sempre foi emocional demais.”
A empregada ficou em silêncio.
Porque ninguém discutia com Helena Montenegro.
Ninguém.
Ela construiu um império.
Controlou políticos.
Controlou empresários.
Controlou conselhos administrativos.
Controlou famílias inteiras.
E agora alguém como Elena Ruiz ameaçava destruir tudo.
Inaceitável.
Absolutamente inaceitável.
“Prepare o carro.”
“Vai sair, senhora?”
Helena levantou lentamente.
“Sim.”
Os olhos frios voltados para o horizonte.
“Está na hora de resolver esse problema pessoalmente.”
Enquanto isso...
Na cobertura.
Adrian continuava olhando para os documentos.
Quanto mais lia...
pior ficava.
Transferências.
Telefonemas.
Encontros.
Tudo apontava para a mesma direção.
Helena Montenegro.
Sua própria mãe.
A mulher que o criou.
A mulher em quem confiou a vida inteira.
“Ela sabia.”
Elena falou baixinho.
“Desde o início.”
Ninguém respondeu.
Porque era verdade.
Ela sabia.
E talvez fosse muito mais do que isso.
Talvez tivesse planejado tudo.
Então o interfone tocou.
Uma vez.
Duas.
Três.
O segurança apareceu na tela.
“Senhor Vale.”
“O que foi?”
O homem parecia nervoso.
Muito nervoso.
“Tem uma visitante aqui.”
Adrian franziu a testa.
“Quem?”
O segurança engoliu em seco.
Como se nem ele acreditasse.
Então respondeu:
“Uma mulher chamada Helena Montenegro.”
O silêncio explodiu.
Elena perdeu o ar.
Adrian ficou imóvel.
Porque a verdadeira guerra acabava de começar.
E a verdadeira vilã tinha acabado de entrar em cena.
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