"Contrato de Paixão: A Noiva do Bilionário" Capítulo 76
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-Nem pense nisto. Volte aqui, vagabunda!
Vivian estava visivelmente descontrolada. Ela tinha mudado o visual. Parecia estar usando uma peruca, ela segurava uma arma em suas mãos e apontava para mim com os seus olhos cheios de ódio. -Tudo bem. Se acalme, Vivian. O que você quer?
Ela se aproximou e olhou para o meu vestido. O seu olhar insano fez o meu corpo arrepiar de medo.
-Eu quero que você tire o vestido! Coloque-o na caixa! Rápido!
Os seus olhos se moviam com rapidez, e ela realmente parecia alguém que estava em um surto psicótico. Eu fui tirando o vestido e olhando para ela, pensando no que eu poderia fazer. Gritar poderia me ajudar, mas ela poderia atirar em mim ou em qualquer outra pessoa que viesse me ajudar. Eu respirei fundo e tentei me concentrar. Comecei a pensar em tudo, em Dante. Ela se aproximou e jogou uma roupa sobre mim.
-Vista-se! Rápido!
Eu obedeci. Rezando para que alguém percebesse a minha demora. Não tinha nada mais a ser feito. Olhei para ela que estava vestida com o uniforme da loja de vestidos de noiva. -Agora vamos. Amarre o seu cabelo e siga na minha frente. Apenas uma tentativa em desobedecer e eu atiro em você.
Assim que terminei de me vestir, eu amarrei o meu cabelo como ela pediu. Ela abriu a porta de trás do provador e seguiu por uma outra porta onde estava escrito privado. Seguimos por um corredor. Ela Foi me fazendo seguir adiante e por um grande azar, não encontramos ninguém no caminho. Quando alcançamos o Jardim externo da loja, ela me fez entrar no carro que estava estacionado na rua lateral. Eu entrei. Ela jogou a minha bolsa no meu colo. Eu nem tinha percebido que ela estava com ela.
Faça uma mensagem para o Dante. Escreva que você fugiu com outro homem. Que na verdade, você nunca o amou. Mande-o te esquecer!
Eu peguei o celular, eu estava tremendo e dessa vez era de puro nervosismo. Obviamente, ele não iria acreditar no que eu escreveria. Mas eu tinha que tentar escrever algo nas entrelinhas para que ele percebesse de imediato que existia algo errado. Então eu abri a caixa de mensagem e escrevi.
"-Desculpe. Não posso mais mentir. Eu amo outro homem. E estou fugindo com ele. O dinheiro sempre foi mais importante que qualquer sentimento. Eu não preciso de você, me esqueça!"
Ela sorriu de maneira assustadora quando pegou o telefone da minha mão e apertou enviar. Não demorou muito e o meu telefone tocou sem parar. Ela travou as portas do carro e colocou a arma na lateral da sua porta. Ela me encarou com ódio quando disse:
-Nem pense em fazer besteira. Eu tenho um comparsa que está com a Lourdes e o Gabriel. Melhor ser boazinha comigo.
Eu tinha quase certeza de que isto era um blefe, mas eu também não poderia arriscar. Eu tinha que ganhar tempo. E pensar no que faria.
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-Eu não farei nada. O que você quer?
-Na verdade. Eu queria te eliminar agora mesmo. Acertando uma bala na sua cabeça. Mas isto não vai me render dinheiro. Então vou usar você para tirar dinheiro do Dante.
-Você acabou de me fazer mandar uma mensagem para ele.... -Respondi, confusa, e ela me interrompeu.
-Aquele imbecil te ama demais para acreditar naquela mensagem. Então ele já está confuso e agitado e virá atrás de você. Depois eu saberei exatamente o que fazer.
Ela acelerou para a estrada e começou a subir. Eu senti o enjoo vir com tudo. Eu fiz o possível para controlar a minha respiração. Ela não pararia o carro se eu pedisse, e ela não poderia desconfiar que eu estava grávida. Depois de algumas curvas em alta velocidade, ela parou na frente de um casarão. Ela me mandou descer e apertando o meu braço com uma de suas mãos, ela me levou para dentro. Segurando em sua outra mão a arma apontada para mim. Me ameaçando o tempo todo. Eu só conseguia pensar em Gabriel, em Dante e no nosso bebê. Desta vez, o enjoo veio com toda a força e eu pedi. -Por favor, eu preciso ir ao banheiro.
Estávamos caminhando pela sala que parecia abandonada, como todo o resto da casa. Ela, em um gesto irritado, me empurrou para dentro de um quarto, apontando em seguida o banheiro. Ela puxou a bolsa da minha mão e todo o conteúdo caiu aos nossos pés. O meu coração acelerou quando eu a vi pegar um envelope do chão. Era tarde demais para tentar algo, ela estava lendo e sua gargalhada monstruosa me fez perder as forças das pernas, enquanto ela apontava a arma para mim.
-Golpe da barriga! Fez melhor do que eu! Realmente, você é uma profissional. Bom, agora Dante vai ter que pagar a mais para salvar vocês dois.
Ela bateu à porta atrás dela, me deixando trancada. Ela estava com o meu celular e com o resultado do meu exame de gravidez. Ela estava armada, e eu nem sabia o que fazer para escapar com segurança daquele lugar.
"Eu tenho que conseguir nos proteger, amor." -Alisei a minha barriga pensando em como eu poderia acalmar e convencer aquela louca me deixar ir embora.
Semanas atrás...
Dante Montallegro
Eu estava realmente muito feliz. Karen estava sendo um presente maravilhoso em minha vida. Pensávamos que viver juntos neste mês antes do casamento desencadearia algum desentendimento entre nós, mas isto nunca aconteceu. Gabriel e Lourdes se entenderam desde o início e brincavam muito. Preparavam comidas para todos nós e eu não tinha como imaginar estar mais feliz.
Naquele momento, eu olhava para a Karen que estava dormindo na cama, serenamente. Enquanto o gerado em meu coração estava acelerado em meu peito. O meu mundo estava ali, naquela cama. Ela estava ainda mais linda e algo em meu coração me dizia que muito em breve eu a veria carregando um filho meu em seu ventre. Do momento em que ela teve problemas com DIU, não usamos mais proteção, e nossas transas estavam cada vez mais quentes.
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Ela se moveu um pouco, encaixou a sua bunda perfeita em minha ereção. Soltei um gemido baixo e poco beijei levemente o seu pescoço enquanto ela empurrava um pouco mais contra mim. Esta era uma fantasia que eu não poderia resistir por muito. Mas naquele momento eu não poderia, pois tínhamos compromissos logo cedo. Não daria tempo para fazer tudo o que eu desejava com ela.
-Acorda, meu amor, para de me provocar e abra seus lindos olhos.
-Só mais cinco minutos, por favor...-ela choramingou.
Eu puxei o seu corpo contra o meu, e ela se girou lentamente.
-Você precisa de mim, querido noivo?
-Sim, sempre! -Apertei a sua bunda.
Ela sorriu maliciosamente e deslizou as suas mãos delicadas sobre a minha ereção, me fazendo gemer em seus lábios.
-Bella mia, precisamos ir. Eu tenho que fechar o contrato e você tem que resolver os papéis para embarcarmos com o Gabriel.
-Mas você precisa de mim. -Ela disse enquanto fazia beicinho fazendo o meu coração se dissolver.
-Na verdade, eu acredito que é você quem deve estar precisando me sentir dentro.
Imediatamente, as suas bochechas ficam vermelhas, e eu vi as suas pupilas brilharem. Então continuei falando.
-Acredite, eu quero muito fazer amor com você. Vamos fazer o seguinte, vamos nos arrumar e sair o mais rápido possível. Quem terminar primeiro, liga para o outro e combinamos de nos encontrar. E pegue o carro que aluguei para você.
-Dante, isto é um exagero.
-Exagero seria se eu tivesse comprado. Eu apenas aluguei visto que iremos embora em poucas semanas para a Itália. Mas assim que chegarmos em Portofino, iremos comprar um carro para você. Você precisa de um carro...
-Eu preciso de amor, do seu amor...
-Isto você já tem e sempre terá. Você tem tudo de mim, Bella mia.
-O sentimento sempre foi mais importante do que qualquer dinheiro. E o seu amor é tudo o que me interessa, amore mio. -Ela me disse antes de nós perdermos em um beijo profundo e apaixonado.
***
Dias atuais...
Dante Montallegro
Eu estava no restaurante próximo onde eu a deixei. Eu reli a mensagem e liguei para ela imediatamente. Algo estava acontecendo. Mas...
Ela me mandou uma mensagem, dizendo o oposto do que sempre me dizia. Para o meu desespero, ela não atendeu. Saí correndo do restaurante até a loja, ligando para a Karen, sem obter respostas. Quando adentrei o local, Liah estava ao telefone. Ela me viu e veio correndo ao meu encontro.
— Dante, o que houve? — Ela deixou o telefone cair.
— Cadê ela, Liah?
-Senhor, por favor, abaixe a voz.
Uma funcionária tentava me impedir de passar para a sala onde Liah apontou dizendo ser onde Karen estava. Assim que entrei no provador, o meu coração acelerou, pois estava vazio.
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