"Contrato de Paixão: A Noiva do Bilionário" Capítulo 16
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Ele continuava sorrindo para mim, mas seu olhar era intenso e parecia querer me dizer mil coisas. Eu segurei as lágrimas e sorri para ele. Ele disse que era um presente de amigos, mesmo assim, eu estava emocionada.
Obrigada, Dante. Vou me lembrar de você, da nossa amizade vinda desta circunstância inusitada.
Eu preciso de um abraço, Karen, eu...
Eu não o deixei terminar a frase, empurrei o urso sobre o carro, enlacei o seu pescoço, seus braços envolveram a minha cintura e ele me puxou para ele. A sua respiração quente em meus cabelos e o seu cheiro inebriante me entorpeceram, tudo me invadia, me transportava para um lugar de onde eu desejava nunca mais ter que sair. Eu me segurei para me manter assim, se eu virasse meu rosto, eu beijaria os seus lábios.
Obrigado, Karen. Ele sussurrou para mim.
Obrigada, Dante. — Ele beijou, suavemente a minha bochecha.
Ele nos afastou da porta, abrindo a para mim, eu o agradeci. Ele acomodou o urso no banco de trás e entrou nos colocando novamente na estrada. Depois de alguns minutos de estrada e muito silêncio eu criei coragem para falar:
Você quer combinar o que devemos dizer?
Não. Você é a minha noiva e isto basta. Eles não precisam saber de mais nada.
E se eles nos encherem de perguntas?
Fique tranquila, Karen, vou responder todas elas.
Eu apenas sorri. Ele voltou a atenção para a estrada. Eu estava me sentindo arrastada para o olho de um furacão. Presa em uma teia de mentiras. Eu estava sim fazendo por dinheiro. Mas não dava para negar que nossa química foi mais que perfeita. Ele, apesar da pose de durão e de toda a sua prepotência, estava se revelando um homem totalmente diferente do que ele tentava demonstrar. Alguns minutos mais de estrada, e passamos por um grande portão preto e dourado. Um caminho cercado dos dois lados de grandes árvores deixava claro que elas estavam ali há muitas décadas. A grande casa à nossa frente, apesar de alguns detalhes modernos, ainda carregava o charme de uma história antiga. Luxuosa e tradicional eram as palavras que resumiam a arquitetura. Assim que descemos, eu o ajudei a pegar as sacolas com os presentes e caminhamos em silêncio para a porta. Mas antes que ele pudesse tocar a campainha Liah abriu a porta toda sorridente.
-Eu estou muito feliz que vocês vieram, Dante.
Ela o abraçou e se virou para mim, me dando um grande abraço.
— Seja bem-vinda, Karen, estou feliz que você esteja aqui. E feliz que tenha trazido o Dante para nos visitar. Ele só se reúne quando tem negócios para fazer. Ignoraremos os documentos que eles vão assinar hoje. Ao menos ele vai ficar para jantar.
- Obrigado por fazer boa propaganda para a mulher que vou me casar.
Eu sabia que era uma mentira, uma amarga mentira para mim. Mas eu empurrava o incômodo garganta abaixo sorria. Liah nos convidou para entrar.
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- Dante, você sabe que eu sou como a Vovó. Conheço as pessoas que não prestam a quilômetros de distância. E conheço as que valem a pena. Pois acredite em mim, esta mulher é perfeita para você. Ela tem um coração.
O marido de Liah se aproximou rindo da situação. Ele apertou a minha mão.
Desculpe ontem nem fomos apresentados como se deve. Eu sou Alberto Savoia. Prazer em conhecer a mulher que está fazendo milagres na vida do Dante.
Prazer, Karen. Eu fico feliz de saber disto, mas não acredito em todo este poder...
Pois, acredite. - A voz séria de Dante e seu olhar para mim, me fizeram quase acreditar que tudo era real.
Ele realmente era muito bom em fingir.
Que lindo. Obrigada pelo carinho de vocês. As flores são lindas, Karen. E o Presente para Nathan, é tão fofo. Pena que ele dormiu na cadeirinha de Balanço. Agora está no bercinho.
- E o vinho é uma edição limitada que eu estava atrás fazia muito tempo. Obrigado, Dante... - Alberto comentou sorrindo enquanto admirava a garrafa em suas mãos.
-Eu não fiz nada. Agradeçam a Karen...
Eu disse que ela é perfeita, Dante. — Liah piscou para ele.
Eu sei disto. Eu tive sorte em encontrá-la por acaso.
Eu desviei o meu olhar do seu, e Liah sorriu para mim.
- Vamos, sentem-se. Estou animada para uma conversa.
Temos que deixá-las sozinhas por alguns minutos. Temos papéis importantes que devem ser assinados imediatamente. -Alberto sorriu e caminhou sala adentro rumo a um corredor.
Dante me deu um beijo no rosto e começou a se afastar para seguir o Alberto. Eu tentei segurando pedi segurando a sua mão mais do que deveria, mas ele apenas sorriu e apertou levemente os meus dedos.
Assim que estávamos sozinhas, Liah deu pulinhos e segurou as minhas mãos sobre a mesa.
Obrigada, Karen. Você não tem ideia do bem que você vai proporcionar na vida de todos nós.
Eu apenas sorri, eu não poderia acrescentar mais mentiras do que já tinham sido ditas. Ela continuou. Desculpe. Como você deve saber, somos bem diretos, culpa do nosso temperamento italiano.
Ali estava a explicação para o italiano perfeito de Dante, sem sotaque. eles eram italianos.
Tudo bem, eu estou apenas nervosa por estar na casa de alguém da família dele...
- Karen, fique tranquila que a única que poderia ser um pouco la. Mas ele estressante é a tia Fiorella. Mas ele hatia nunca escuta a mãe, e ela sempre aceita tudo o que ele faz. Então fique tranquila. O que você gostaria de beber?
Eu raramente bebia, mas aquela seria uma noite em que eu precisaria de algumas doses a mais para superar toda aquela situação.
-Vinho tinto?
Perfeito. Tenho um merlot de Masseto que será perfeito. Ele já está decantado.
Ela pegou o decanter e colocou o vinho em uma taça para mim e outra para ela. Nós brindamos e degustamos o sabor intenso do vinho.
Intenso como Dante, eu pensei.
Quando levantei o meu olhar, ela estava sorrindo para mim.
- Ah! este olhar perdido. A sintonia perfeita entre vocês é linda. Eu estou muito feliz, Karen. A maneira como ele te olha, isto é uma paixão avassaladora. Indo para algo bem mais sério...
Eu me peguei pensando como ela reagiria quando eu sumisse da vida dele e a Vivian se casasse com Dante.
- Você já terminou o seu interrogatório com a minha noiva?
Dante se aproximou e se sentou ao meu lado. A mão dele pegou a minha. Eu estava tremendo e ele percebeu. Ele me puxou para ainda Bebeu. Ele mais perto dele e me abraçou por trás, me puxando em seguida para o seu colo.
Dante, é como se eu estivesse vendo o garoto passional que era tão vivace, vivaz e sonhador. Eu pensei que tínhamos perdido você para o mundo capitalista.
- Exagerada! Você deveria ir ajudar o Alberto na cozinha, ele vai fazer espaguete à carbonara e disse que precisará de você.
Ela sorriu e se afastou. Ele me virou para ele, alisou o meu rosto.
Está tudo bem?
Sim, não se preocupe.
Eu bebi um pouco mais do vinho, e ele continuou estudando cada gesto meu. Ficamos em silêncio.
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