"Contrato de Paixão: A Noiva do Bilionário" Capítulo 9
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Eu olhei para ele calmamente e o enfrentei.
Sim, quero saber o que ele disse para você.
Ele ficou ainda mais irritado e por um segundo, pensei que ele se negaria a abrir a boca. Ele me olhou por alguns segundos. Parecia quer dizer algo mas parou, optando pelo silêncio. -Tudo bem, deixa para lá, Dante. Respirei fundo.
Ele somente te elogiou e disse que jamais te deixaria sozinha em uma mesa. Eu apenas o coloquei no lugar dele dizendo que você é minha.
Sua?
A minha voz saiu irritada. Ele aproximou os lábios e sussurrou no meu ouvido.
Minha noiva, não se esqueça!
- Tudo bem, não precisa ficar preocupado. Eu lembro exatamente quanto tudo isto dura e quando acaba. E durante o tempo que estivermos juntos, serei a noiva perfeita.
Ele ficou sério, mas não disse nada. O silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pelos bips contínuos do seu celular. Ele respirou fundo, tirou a carteira e jogou o dinheiro na mesa para pagar a conta. Eu vou chamar um táxi, temos que ir embora agora.
Tudo bem, eu já terminei a minha água.
Quando saímos, Dante ligou para um número e começou a falar italiano, provavelmente pedindo o táxi. Ele soltou da minha mão e se afastou. Eu me virei em direção à praça. Minutos depois vi o mesmo homem do bar, ele me chamava enquanto corria em minha direção com a minha agenda em mãos. Eu fui de encontro a ele, que sorriu e me entregou a agenda.
Grazie mille! Muito obrigada.
Agradeci enquanto ele demoradamente soltava a minha agenda, roçando lentamente os seus dedos nos meus.
-Arrivederci dolcezza!
Até mais, doçura.
Eu me virei e me deparei com o Dante caminhando em minha direção. Olhei rapidamente para trás e o homem já estava longe.
Sério, Karen?
Espera, o que foi? A minha agenda caiu, e ele gentilmente veio trazer.
Sim, claro, grande coincidência.
O táxi chegou e continuávamos discutindo. Isto era ridículo.
Olha, se você não confia em mim, teremos grandes problemas esta semana, seria melhor...
-Eu preciso de provas, não é pessoal, me entenda, já fui traído milhares de vezes... - falou irritado.
O taxista nos chamou. Dante abriu a porta para mim e eu entrei segurando a minha raiva. Ele entrou e deu instruções ao motorista, enquanto o carro partia para a estrada ele se virou para mim. Eu estou disposto a tentar confiar, mas você pode me encontrar na metade do caminho?
Eu apertei a agenda nos meus joelhos. Eu entendia perfeitamente o que ele queria. Na minha agenda, ele não encontraria nada que me deixasse desconfortável. Já em meu celular era mais íntimo do que as minhas anotações de compromissos da faculdade. Então, sem pensar, eu estendi a agenda para ele. Ele a pegou das minhas mãos e segurou por alguns segundos, mas não a abriu. Quando ele estava me entregando de volta, algo caiu de dentro da agenda e ele se abaixou para pugar.
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- Figlio di puttana. Bastardo, cretino. Viene a fare il filo alla mia fidanzata...cazzo...
Filho da puta, bastardo, cretino. Veio paquerar a minha noiva...caralho...
Eu entendi quase tudo e olhei para ele assustada, ele me entregou o bilhete mesmo assim. Tinha um nome e um número de telefone. O homem trouxe a minha agenda com o seu cartão de visitas dentro. Dante estava furioso, mesmo assim me deu o cartão. Eu rasguei o cartão enquanto ele me olhava com atenção.
-Eu estou aqui para um trabalho, não tenho interesse em me distrair ou fazer um extra se isto te preocupa. Relaxa! Eu vou ser uma mulher a sua altura.
Ele fez um ar indignado.
Sim, psicologia reversa, querido, se usa com crianças e este comportamento inseguro e infantil não pode ser levado a sério. - Pensei, mas não disse.
Ele passou a mão no rosto e nos cabelos, em um gesto nervoso. Respirou fundo e me encarou novamente.
-Nunca mais repita isto! Eu não te acho menos do que eu ou menos que outro alguém de meu convívio. Eu não te julgo, jamais te julgarei por isto e...
Eu fiquei calada, desviei o meu olhar para a estrada, olhando através da janela. Senti os seus dedos alisando o meu braço.
Eu sou um imbecil. Eu não sei o que me deu, me desculpe novamente, eu não quero te machucar.
Tudo bem, Dante, acho que isso está sendo difícil para nós dois. Você é um homem desesperadamente apaixonado e, obviamente, gostaria de estar com a sua ex que você ama... -Eu não a amo, eu preciso dela...
O carro parou na frente do hotel. Dante parou de falar, pagou o motorista e saiu do carro. Eu fiz o mesmo. Ele em silêncio, pegou a minha mão e me levou para o quarto. Quando ultrapassamos a porta do quarto, ele soltou a minha mão, como se eu fosse feita de fogo. Ele me entregou as sacolas de compras que segurava na sua outra mão.
Eu vou ter que responder alguns e-mails e fazer alguns telefonemas. Você se importa de tomar banho e se arrumar enquanto eu faço isto?
Eu busquei por seu olhar, mas ele não me olhava e se afastava.
- Tudo bem, alguma sugestão para o que eu devo vestir?
Algo que não me traga problemas... Discreta.
Ele saiu porta a fora. Eu fiquei irritada e comecei a organizar as minhas coisas do meu lado no armário. Peguei as coisas que precisava e fui para o banho. Enquanto estava sob o jato d'água, lembrei de Dante se masturbando naquela manhã. E isto me encheu de tesão. Eu poderia me tocar novamente, mas ele poderia me pegar no flagra.
E, por mais tentadora a ideia de descobrir sua reação, eu não estava pronta para lidar com uma possível rejeição. Eu terminei de tomar banho, usei a escova e o secador, deixando as ondas do meu cabelo, caírem em minhas costas. Escolhi um vestido e fiquei pensando se isto mexeria com ele.
Eu realmente estava querendo brincar com o fogo? - Sorri do meu pensamento.
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