"Entre o Silêncio e a Redenção" Capítulo 15
PUBLICIDADE
Enquanto eu estava distraída, o doutor Carlos entrou com a enfermeira, Sílvia, para me examinar.
Tentei descer da cama, mas minhas pernas simplesmente não se moviam.
— Doutor Carlos, ainda não posso sair da cama? Meus outros ferimentos já sararam quase completamente...
Ao ouvir isso, a mão do doutor, que segurava uma caneta, travou. Ele trocou um olhar com Sílvia e pigarreou de forma não natural: — Seus ossos da perna foram danificados, de fato você não pode caminhar por um curto período. Não se preocupe demais; desde que coopere com o tratamento, você ficará bem logo.
Ao ouvi-lo dizer isso, a inquietação em meu peito diminuiu um pouco.
Vendo meu semblante aliviado, o doutor e a enfermeira sentiram uma pontada de remorso.
Por causa das recomendações estritas de Felipe e Samuel, eles não podiam contar a Lívia a verdade sobre sua real condição, com medo de que ela sofresse um novo golpe...
Com a ajuda de Sílvia, fui colocada em uma cadeira de rodas e levada para os exames.
Um sol morno e raro iluminava as ruas tranquilas.
Um Lincoln parou lentamente em frente à mansão. Daniel desceu do carro e abriu a porta traseira, revelando o pai de Felipe, com o semblante carrancudo.
— Presidente, o senhor Felipe ele...
Antes que Daniel terminasse de falar, o pai de Felipe levantou a mão, interrompendo-o.
Ao saber que Felipe não apenas não ia ao hospital acompanhar Lívia nos últimos dias, mas também havia abandonado suas responsabilidades na empresa, ele estava fervendo de raiva.
Sem dar atenção à hesitação de Daniel, ele entrou na mansão a passos largos.
Ao empurrar a porta que não estava totalmente fechada, um forte cheiro de álcool o atingiu.
O pai de Felipe parou, acompanhando o olhar até a garrafa de bebida que rolara até o pé da escada.
Ele viu Felipe, vestido apenas com camisa social e calças de terno, sentado descalço no chão, rodeado por garrafas vazias e outras ainda fechadas.
Ele estava encostado no sofá, com os cabelos pretos desgrenhados e os olhos injetados de sangue, olhando sem vida para a foto de Lívia sobre a mesa.
Suas pálpebras estavam roxas, e o queixo, antes bem cuidado, já estava coberto por uma barba rala; ele parecia um andarilho de beira de estrada.
O pai de Felipe fechou a cara: — Olhe para você! Que figura decadente!
A repreensão furiosa não trouxe Felipe à realidade.
Ele ergueu a cabeça lentamente, olhou para o pai por um momento e, em seguida, pegou o conhaque ainda não terminado, virando um grande gole.
O pai de Felipe franziu a testa, prestes a avançar para uma bronca, mas parou ao ouvir Felipe murmurar: — Pai...
O tratamento há muito esquecido fez o pai travar.
Ao olhar para o filho bêbado, com os olhos vermelhos, ele teve a sensação momentânea de ver a si mesmo na época em que perdera a esposa.
PUBLICIDADE
— Lívia me expulsou... ela... ela nunca, nesta vida, vai me perdoar... nunca...
O olhar de Felipe era perdido, como uma criança que cometeu um erro e não sabe como consertar.
Por três dias inteiros, ele não fechou os olhos.
Sempre que tentava, os olhos desesperados e indiferentes de Lívia cruzavam sua mente, e cada acusação irrebatível ecoava como um feitiço em seus ouvidos.
O pânico, o remorso, a dor no peito e a impotência eram como facas cravadas em seu coração.
— Pai... — Felipe segurou a perna da calça do pai. — Me ajude, ajude-me... a encontrar a Lívia... eu a amo, eu estava errado, eu errei...
O pai agachou-se, e a raiva em seus olhos transformou-se em tristeza: — Ela não deveria te perdoar, e você não merece perdão.
Ao ouvir isso, o olhar de Felipe vacilou e suas mãos caíram lentamente.
É verdade, ele não merecia perdão.
Como perdoar um homem que torturou a mulher que mais o amava até deixá-la em frangalhos, causou a morte do próprio filho e levou, indiretamente, à perda do único parente que ela tinha?
No segundo seguinte, Felipe virou o restante da garrafa.
Uma sensação de fogo subiu pela garganta, e uma dor intensa explodiu em suas entranhas.
Antes que o pai pudesse impedi-lo, ele vomitou uma grande quantidade de sangue.
— Estrondo!
Com a garrafa caindo no chão, o sangue vivo tingiu sua camisa branca.
— Felipe!
Capítulo 26
Ao acordar novamente, Felipe percebeu que estava deitado em um quarto de hospital.
Sua cabeça girava, o soro pingava em sua mão e sua garganta ainda ardia, tornando o ato de engolir extremamente doloroso.
Olhando ao redor, seus pensamentos estavam confusos.
Suas lembranças paravam na noite em que ele e Lívia discutiram e ele voltou para casa.
Diante de uma casa que carregava a sombra dela em cada canto, e das palavras cruéis que ela proferira, ele só conseguira recorrer ao álcool para entorpecer seus sentidos.
Mas descobriu que, mesmo bêbado, não podia escapar da clareza daquela dor.
Felipe massageou as têmporas, tentando aliviar a embriaguez residual.
Ao virar o rosto, viu uma tigela de mingau ainda fumegante sobre a mesa, com um bilhete por baixo.
— Cuidarei dos assuntos da empresa. Fique ao lado da Lívia; você pode não perturbá-la, mas não a deixe.
Era a letra de seu pai.
Ao ler o bilhete, sentiu-se tomado por emoções complexas.
Não perturbar, não abandonar...
Após muito tempo, o olhar de Felipe tornou-se límpido.
Uma enfermeira entrou para trocar seu soro, mas ele arrancou a agulha, assustando-a: — O que você está fazendo?
Felipe saiu da cama e correu para fora sem hesitar.
A enfermeira, segurando a medicação, resmungou: — Bebendo a ponto de quase perder a vida...
No prédio da internação.
No quarto, eu acabava de voltar dos exames, empurrada por Sílvia.
Antes que Sílvia pudesse me ajudar a deitar, ouvi um colega lá fora dizer: — Sílvia, leve o medicamento para o quarto 43 logo, ele vai para a cirurgia em breve.
PUBLICIDADE
Sílvia respondeu: — Entendido.
Disse a ela de forma compreensiva: — Pode ir, estou sentada há muito tempo, sentar um pouco também é bom.
Sílvia ficou um pouco constrangida: — Tudo bem, volto logo.
Balancei a cabeça e, quando ela saiu, percebi que meu celular havia ficado no posto de enfermagem e girei a cadeira de rodas em direção a ele.
Como era hora do almoço, as enfermeiras no posto estavam conversando livremente.
— Ah... meu coração dói sempre que vejo a Lívia passar por aqui.
Ao ouvir isso, parei a cadeira de rodas e, escondida no canto, observei as três enfermeiras.
— Eu também. Ela tem esclerose lateral amiotrófica, o que já dava para controlar com tratamento, mas agora, por causa do acidente, além de perder a capacidade de ter filhos, ela ficou paralisada. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco.
— Tenho medo até de falar com ela, receio deixar escapar alguma coisa...
— Estrondo!
Senti como se um raio explodisse em minha mente, deixando meu rosto pálido.
Perda da capacidade de ter filhos, paralisada...
Uma sensação de desamparo atingiu-me como gotas de chuva, e quase caí da cadeira.
Eu sabia que o destino não me pouparia, mas nunca imaginei que entraria em desespero tão rapidamente, tornando-me um peso incapaz de cuidar da própria vida!
Uma das enfermeiras notou minha presença no canto e sua expressão travou: — Lívia? Por que você saiu sozinha?
As outras duas viraram-se, constrangidas.
Tentei forçar um sorriso casual: — Esqueci meu celular aqui há pouco.
Elas buscaram o aparelho imediatamente e o entregaram a mim.
Recusei a oferta de me levarem de volta e girei a cadeira sozinha até o quarto.
Do posto ao quarto, a distância de um minuto pareceu durar uma vida inteira.
Quando recobrei a consciência, já estava no quarto, com lágrimas cobrindo meu rosto sem que eu percebesse.
Olhando para a cama, meus olhos vermelhos brilharam com indignação.
Agarrei os apoios e tentei levantar meu corpo com todas as forças.
— Estrondo!
Junto com a cadeira de rodas tombando, caí pesadamente no chão frio.
No mesmo instante, uma dor aguda, como mil facas perfurando meu coração, explodiu em meus ossos, mas era uma dor que minhas pernas não conseguiam sentir.
Subitamente, um líquido quente escorreu entre minhas pernas.
— Lívia!
A exclamação preocupada de Felipe veio de trás. Olhei para a mancha transparente no chão e meus braços tremeram violentamente.
— Não venha, por favor...
Capítulo 27
Felipe, que correra apressado da sala de emergência, parou do lado de fora do quarto, olhando atônito para mim, que estava caída no chão, tremendo por todo o corpo.
De costas, repeti várias vezes com a voz embargada: — Não venha...
Contendo a dor profunda em seu coração, ele não conseguiu se controlar e avançou, apenas para perceber que minhas calças estavam encharcadas...
O coração de Felipe afundou pesadamente.
No segundo seguinte, ele fechou a porta e se abaixou para me levantar.
Mas, assim que ele me tocou, empurrei-o freneticamente, gritando em desespero: — Não me toque! Vá embora... saia! Eu disse para você sair!
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4104 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127