"O Destino em sua Pele" Capítulo 23
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No dia seguinte, ela foi acordada pelo barulho do despertador que ela mesma havia programado.
Lutando para abrir os olhos, ela verificou a hora.
Eram apenas sete da manhã.
Hoje era um dos poucos dias em que ele precisava assistir às aulas presenciais de sua especialização, daquelas em que a presença era obrigatória.
Ela também se lembrou de que aquele despertador fora configurado especificamente para que ela pudesse "dar plantão" e encontrá-lo nos horários certos.
Pensando nisso, ela espantou a sonolência e enviou imediatamente uma mensagem pelo WeChat: 【Você já foi para a aula?】
Um momento depois, ele respondeu: 【Estou no andar de baixo, prestes a sair.】
Ao ver isso, ela se desesperou: 【Não vá ainda! Me espere sete minutos, eu vou com você!】
Após enviar a mensagem, ela começou a se arrumar em uma velocidade recorde.
Sete minutos depois, no térreo do Edifício Galáxia.
Ele estava com as mãos nos bolsos, encostado preguiçosamente na porta do carro, até que avistou uma figura esguia e pequena correndo em sua direção, ofegante.
Hoje ela vestia um vestido rosa claro de alcinhas, o que a deixava com um ar especialmente jovial e vibrante; enquanto corria, as camadas da saia balançando pareciam flores de macieira-silvestre em pleno desabrochar.
"Me... me desculpe."
Ela chegou fazendo um grande esforço, com a respiração descompassada: "Sinto muito por fazê-lo esperar, vamos lá."
Ele a observou em silêncio. Seus olhos grandes, naturalmente brilhantes, estavam com os cantos levemente avermelhados pelo esforço da corrida.
Seus lábios cor de pêssego estavam entreabertos pela respiração curta, e o calor que exalava parecia envolver o arco do cupido de forma tocante.
No entanto, era apenas o cansaço de uma pequena corrida.
Provavelmente nem as flores criadas em estufa eram tão delicadas quanto ela.
"Tudo bem, vamos." Ele desviou o olhar e, cavalheiresco, abriu a porta do passageiro para ela.
O carro chegou à universidade em apenas dez minutos.
Ainda faltava um tempo considerável para o início da aula das oito.
"Você tomou café da manhã?"
No caminho para a sala de aula, ela perguntou de repente.
"Não tenho o hábito de tomar café", ele respondeu. De soslaio, seu olhar pousou involuntariamente na cintura fina dela.
Parecia tão frágil que ele sentia que, se a apertasse com as duas mãos, poderia quebrá-la facilmente.
Era magra demais.
Retomando o foco, ele disse calmamente: "Vamos, eu acompanho você para comprar o seu."
"Ah?" Ela olhou para ele com surpresa.
Ele retribuiu o olhar: "Não quer ir?"
"Quero, quero sim!" Ela sorriu, os olhos se transformando em meias-luas de felicidade.
Após hesitar por dois segundos, ela reuniu coragem e, com cuidado, enganchou o próprio dedo mindinho no dele.
Sua amiga havia dito que casais adoram andar de mãos dadas.
Como eles ainda estavam no período de simulação de romance, ela precisava aproveitar a oportunidade para fazer com que ele se acostumasse com isso.
Diante do gesto repentino, ele parou o passo e olhou para ela.
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Ela também o encarou, apreensiva.
Justo quando ela estava prestes a desistir por puro nervosismo...
"Vamos."
Ele disse em tom baixo e, para a surpresa dela, envolveu a mão que apenas o tocava levemente e a puxou para dentro de sua palma larga e firme.
Sentindo o calor que emanava da mão dele, ela ficou paralisada por um instante; em seguida, ficou tão feliz que as pontas de suas orelhas ficaram rosadas.
Havia esperança, realmente havia esperança.
Parecia que, no modo de simulação de romance, ele era consideravelmente mais gentil do que o habitual.
E isso era apenas uma simulação.
Se fosse assim, será que no futuro, se ela pedisse para ele comer direito, descansar regularmente e beber ou fumar menos, ele também a ouviria?
Quanto mais pensava, mais feliz ficava, chegando a cantarolar baixinho.
Ele olhava para frente com serenidade, mas percebia cada pequeno movimento dela pelo canto do olho.
Era apenas um aperto de mãos; seria mesmo motivo para tanta alegria?
—
"Só vai comer isso?"
Ao saírem do refeitório, ele olhou para o bolinho de batata doce e o leite de soja nas mãos dela, franzindo levemente as sobrancelhas.
Ela ergueu o café da manhã e respondeu: "Isso já é o suficiente para me deixar satisfeita."
Na verdade, ela nem conseguiria terminar tudo.
A comida do refeitório número um era famosa pela fartura; o tamanho do bolinho e do copo de leite eram exagerados, e ela sempre acabava deixando metade.
Mas desta vez...
"Não vai comer?" Ele perguntou, voltando-se para ela.
"Vou comer, sim," ela sorriu docemente para ele: "Mas prefiro sentar na sala de aula antes de começar."
Ao ouvir isso, ele apenas soltou um "hum" casual e não disse mais nada.
"Ei, aquela não é a cunha... a garota?"
Na esquina do refeitório, um rapaz viu as costas da jovem e arregalou os olhos: "O que ela está fazendo com aquele almofadinha do..."
Ele parou de falar bruscamente ao notar o rosto de seu amigo ao lado, que estava mais sombrio do que um fundo de panela, e perguntou cautelosamente: "O que está acontecendo? Vocês terminaram?"
O outro não respondeu, mas seus olhos fixaram-se com um ódio profundo na figura alta ao lado dela.
Quinze minutos depois, na sala de aula de Cálculo da turma 1 de Computação.
Faltando apenas cinco minutos para o início da aula, um aluno que tentava recuperar o sono na mesa foi acordado por um tapa do colega ao lado.
"Cacete, olha ali!"
Ele levantou a cabeça zonzo e, de repente, deu de cara com ele e ela entrando na sala de mãos dadas.
Ele travou por um segundo.
No instante seguinte...
"Caraca!"
"Vocês... vocês dois!" O sono dele sumiu instantaneamente. Ele apontava ora para um, ora para o outro, gaguejando em choque.
Mas logo em seguida ele pareceu entender algo, abriu um sorriso largo e gritou para ela: "Olá, cunhada!"
Ao ouvir o termo, ela ficou paralisada e olhou nervosa para ele.
Eles estavam apenas simulando; será que ele ficaria bravo?
Para sua sorte, ele não pareceu se importar.
"Entrem logo, não bloqueiem o caminho."
Ele usou as mãos para afastar os colegas sem cerimônia e deixou que ela se sentasse no assento do meio.
"Ei, oi cunhada~"
Assim que ela se sentou, deparou-se com o outro colega fazendo caretas e piscando para ela.
Ele sussurrou: "Cunhada, você realmente fisgou o cara. Mandou bem!"
O rosto dela esquentou e ela baixou a cabeça timidamente, olhando de relance para ele novamente, tensa.
Desta vez, ele ficaria bravo ou explicaria a real natureza da relação?
"O café vai esfriar. Não vai comer?"
Foi uma reação inesperada.
O cenário de irritação ou descontentamento que ela imaginara não aconteceu; ele estava sendo incrivelmente prestativo.
Ela sorriu com doçura: "Vou comer agora."
Dito isso, ela usou um saco plástico extra que havia pegue para dividir o bolinho de batata doce ao meio e entregou a ele.
Ele franziu as sobrancelhas: "Eu não..."
"É muito para mim." Ela o interrompeu com uma expressão de angústia: "Não quero desperdiçar. Por favor, me ajude, pode ser?"
"Você não consegue comer nem esse pouquinho?" Ele a encarava, sem entender.
Pouquinho? Aquele bolinho era quase do tamanho do rosto dela!
Ela não disse nada, apenas ficou olhando para ele com seus grandes olhos brilhantes, sem piscar, com um ar de teimosia.
Ele a encarou em silêncio por dois segundos.
Por fim, como se admitisse a derrota, ele estendeu a mão e aceitou a metade do bolinho.
Ao ver a cena, o coração dela saltou de alegria.
Um pequeno passo para cuidar do estômago dele: começar com um café da manhã regular.
Bom para ele, bom para ela!
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