"O Destino em sua Pele" Capítulo 9
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Capítulo 9: Derrubada com Força
Momentos depois, um apito estridente soou, anunciando o início oficial da partida.
No instante em que a primeira bola foi lançada ao ar pelo árbitro, Paulo saltou agressivamente, esticando o braço para tentar agarrá-la.
Inesperadamente, Caio, que estava do lado oposto, já havia se movido com a velocidade de um raio, interceptando a bola com precisão.
"Ahhh, vai Caio!"
A plateia explodiu em gritos de incentivo.
Paulo encarou com ódio o jovem alto que acabara de roubar seu destaque, praguejou mentalmente e correu para tentar bloqueá-lo.
O confronto intenso começou imediatamente, pegando fogo.
...
Vinte minutos depois.
"Droga, como esse almofadinha pode ser tão bom?" Bruno estava com o rosto vermelho de exaustão, praguejando entre respirações ofegantes e irritadas.
Paulo não respondeu. Ele observava aquela figura esbelta e ágil na quadra e, com um movimento brusco, levantou a barra da camisa para limpar o suor.
O time de Direito, incluindo ele, tinha vários jogadores da seleção da universidade e, no início, estavam transbordando confiança.
Mas, após o começo da partida, o massacre que eles previam não aconteceu.
Caio tinha a aparência de um herdeiro refinado que preferia os livros às artes marciais, mas em quadra ele jogava de forma implacável e precisa, como um verdadeiro demônio, massacrando os jogadores da seleção como se fossem amadores.
Essa dominação inesperada foi como um tapa na cara de Bruno e Paulo, que momentos antes subestimavam as habilidades dele.
Eles estavam perdendo completamente a face.
Paulo, lembrando-se de algo, olhou ansioso para a arquibancada.
Ele viu a garota doce e bonita observando o lado dele com nervosismo, gritando algo em voz alta.
Ele não conseguia ouvir nada, pois o som era abafado pelas outras comemorações.
Ainda assim, a irritação no coração de Paulo diminuiu bastante, e um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios.
Pelo menos, sua garota ainda estava do lado dele.
"O que esse idiota do Paulo está rindo? Faltam só quatro minutos para acabar o primeiro tempo, ele está sendo massacrado pelo Caio, prestes a perder, e ainda consegue sorrir?"
Sophia comentou como se estivesse vendo um louco.
Thalita não disse nada, apenas apertou a água e a toalha em suas mãos com nervosismo.
Os quatro minutos passaram num piscar de olhos.
No momento em que o árbitro apitou o fim do primeiro tempo para o intervalo, Thalita disparou como um pequeno foguete.
"Vai, Thalita!"
Atrás dela, Sophia e Camila fecharam os punhos em sinal de encorajamento.
Naquele momento, Thalita sentiu que seu recorde de corrida de 50 metros nunca fora tão bem superado.
Como ela foi a mais rápida, deixou facilmente para trás as outras garotas que também queriam entregar coisas para Caio.
Tudo parecia correr bem.
Mas, como diz o ditado:
Se nada pode dar errado, é aí que o erro acontece.
"Bang!"
Um som surdo de impacto ecoou, chegando aos ouvidos de todos os presentes.
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Todos olharam na direção do som e, em seguida, ficaram boquiabertos.
O Príncipe do Gelo, que acabara de dominar a quadra com maestria, estava agora derrubado no chão, com uma garota pequena em cima dele, prendendo-o contra o piso.
"Tum-tum, tum-tum..."
As batidas aceleradas do coração eram nítidas naquele espaço milimétrico onde a respiração de um tocava o outro.
Thalita piscou, olhando abobalhada para o rosto de Caio, que estava retorcido de dor abaixo dela. Ela entrou em choque.
Uma dor aguda e lancinante surgiu em suas costas e cotovelos, mas não vinha dela mesma.
Foi um acidente inesperado, repentino e inevitável.
Até que uma voz fria e magnética soou entre dentes: "Não vai levantar?"
Thalita voltou a si bruscamente e levantou-se às pressas, pedindo desculpas: "Perdão, mil perdões!"
Meu Deus, ela correu tanto que não conseguiu frear e acabou atropelando o homem! (ಥ﹏ಥ)
O rosto de Thalita explodiu em um vermelho intenso que se espalhou rapidamente para as orelhas e pescoço. Ela baixou a cabeça, sem coragem de olhar para Caio.
O imprevisto foi tão súbito que Caio parecia ter machucado o osso do cotovelo com o impacto; ele foi levado às pressas para a enfermaria temporária do ginásio para atendimento de emergência.
Sophia e Camila levaram alguns segundos para se recuperar do susto.
No fim, não disseram nada, apenas levantaram o polegar para Thalita em sinal de respeito.
Que ousadia!
Derrubá-lo diretamente foi uma jogada bruta, feroz! Uma verdadeira heroína!
Esqueça o iceberg; uma ilha de gelo inteira derreteria com essa garota!
A alguns metros dali, Alice encarava o rosto odioso de Thalita com fúria. Após praguejar baixinho, ela jogou a toalha deformada que segurava com força no chão.
Desde pequena, ninguém nunca ousara disputar o que ela queria de forma tão descarada, repetidamente.
Desta vez, ela quase não se conteve e quis avançar para rasgar o rosto daquela "vabunda".
Mas antes que pudesse agir...
"Thalita, o que você pensa que está fazendo!"
Thalita, que estava parada como uma aluna que cometeu um erro grave, pensando em como se redimir, foi trazida de volta à realidade por aquela voz forte e irritada.
Uma voz extremamente familiar.
Ao se virar, uma figura já se aproximava furiosamente e, como uma pinça de ferro, agarrou seu pulso fino com força.
Thalita soltou um grito de dor, ergueu o olhar e encontrou os olhos vermelhos de fúria de Paulo.
"O que você está fazendo aqui?" Suas sobrancelhas delicadas se franziram instantaneamente.
"O que eu estou fazendo? O que VOCÊ está fazendo?" A expressão de Paulo era horrível.
"Sua mulherzinha vulgar, eu me perguntava por que você quis terminar comigo de forma tão decidida. Então você já estava de olho nesse almofadinha do Caio, não é?"
Ele soltou uma risada fria e autodepreciativa: "E eu aqui achando que você tinha mudado de ideia, que tinha vindo ver meu jogo e fiquei feliz por um tempão..."
Enquanto falava, ele apertou o pulso dela com ainda mais força e raiva.
Thalita sentiu que seu osso ia quebrar e lutou contra a dor: "Solte-me! Que bobagens você está dizendo?"
"Pare de fingir!"
Paulo deu um grito ensurdecedor, perdendo completamente a razão, e começou a arrastá-la à força para fora da quadra.
Thalita não conseguia se soltar e foi obrigada a segui-lo, desesperada: "Seu idiota, o que você está fazendo? Solte-me, você ouviu? Solte-me agora!"
Tudo aconteceu em poucos segundos. Quando os presentes reagiram, Thalita já tinha sido arrastada por Paulo e desaparecido do local.
Ao ver isso, Alice se recuperou do choque e um sorriso de satisfação surgiu em seus lábios.
Quem diria que o castigo viria tão rápido?
"Droga, o que esse lixo do Paulo quer fazer? Para onde ele levou a Thalita?"
Sophia e Camila correram para fora, mas não conseguiram encontrar ninguém, ficando desesperadas.
"Vamos nos separar para procurar", decidiu Sophia com o rosto sério. "Mantenham o celular ligado. Se alguém encontrar, avise a localização na hora!"
Dito isso, Sophia voltou sem hesitar e correu para a enfermaria temporária do ginásio.
"Poxa, Caio, quando foi que você ficou tão frágil?"
Na enfermaria, Lucas estava relaxado na cadeira observando o médico cuidar do ferimento no braço de Caio, provocando-o sem nenhum pudor:
"Uma garota delicada te derruba desse jeito? Parece que você precisa treinar mais, hein?"
Caio ergueu o olhar preguiçosamente, com uma voz muito suave: "Quer morrer?"
Diante daquele olhar sombrio e opressor, Lucas fez um biquinho de insatisfação e, sabiamente, calou-se.
Nesse momento...
"Caio!"
Uma voz aguda soou.
No segundo seguinte, Sophia invadiu a sala, gritando ansiosa: "A irmã do seu melhor amigo está em perigo! Você vai ajudar ou não?"
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