"Sete Dias Para Esquecer Você" Capítulo 3
PUBLICIDADE
Henrique sentiu um aperto no peito diante da frieza dela e explicou em voz baixa: "Eu não tive a intenção. É que a Beatriz teve febre baixa depois de ser agredida e os médicos disseram que isso poderia afetar a cirurgia. Eu me desesperei e acabei..."
"Além disso, você passou dos limites desta vez. Não importa o que aconteça, uma vida está em jogo. Você não pode ser tão egoísta."
Ao dizer isso, seu tom voltou a carregar um ar de censura; no fundo, ele ainda acreditava que a raiz do erro era dela.
Clarice finalmente reagiu. Ela virou a cabeça para encará-lo e, com a voz rouca, mas pronunciando cada palavra com clareza, interrompeu-o: "Não fui eu."
"Henrique, estamos juntos há mais de dez anos. Como você ainda pode duvidar de mim? Você conhece o meu temperamento; eu sempre resolvo minhas contas na hora e faço tudo abertamente. Eu não me rebaixaria a joguinhos sujos pelas costas de ninguém."
Antigamente, quando ela se irritava, não importava o tamanho do escândalo que causasse, ela nunca fazia nada às escondidas.
Ele era quem melhor deveria conhecer sua personalidade, mas agora, por causa de Beatriz, não era capaz de lhe conceder o mínimo de confiança.
Henrique abriu a boca, querendo dizer algo mais, mas a porta do quarto foi aberta bruscamente. O Sr. e a Sra. Silveira entraram apressados, ainda segurando as malas, evidenciando que haviam vindo direto do aeroporto para o hospital.
Ao ver a filha pálida e definhada na cama, a Sra. Silveira começou a chorar instantaneamente. Ela correu para segurar a mão de Clarice, com a voz embargada: "Minha querida, como você deixou chegar a esse ponto? Por que não contou para nós que algo tão sério estava acontecendo?"
O Sr. Silveira permanecia ao lado, com o rosto rígido. Seu olhar para Henrique transbordava fúria e a aura ao seu redor era assustadora.
A joia preciosa da família Silveira, que casou com Henrique, havia sido reduzida àquele estado deplorável, e até uma doença de vida ou morte havia sido escondida deles.
"Henrique," a voz do Sr. Silveira era fria como gelo. "Você não nos contou que a Clarice estava doente há tanto tempo, e até aí não dissemos nada. Mas o coração que salvaria a vida dela... com que direito você o entregou para outra mulher? Você ainda tem algum respeito pela família Silveira ou pela Clarice, sua esposa?"
A sequência de questionamentos fez Henrique baixar a cabeça, envergonhado: "Sogro, sogra, as coisas não são como vocês pensam. A Beatriz ela..."
"Pai, mãe, não briguem com ele."
Clarice deu tapinhas leves na mão de sua mãe, interrompendo Henrique. "Fui eu que cedi para ela. O estado da Beatriz era mais grave que o meu, ela precisava mais daquele coração."
Ela não queria que seus pais brigassem por causa dela, muito menos queria passar seus últimos dias em meio a conflitos familiares.
PUBLICIDADE
Dito isso, ela olhou para Henrique e disse calmamente: "Saia um pouco, por favor. Quero conversar sozinha com meus pais."
Henrique observou o olhar distante dela após tê-lo defendido. Ele sentiu um nó na garganta, mas apenas lançou um longo olhar para ela antes de sair do quarto, fechando a porta suavemente.
Em silêncio, ele jurou a si mesmo que encontraria um doador compatível o mais rápido possível.
No quarto, restando apenas os três, a Sra. Silveira não aguentou mais e abraçou Clarice chorando: "Minha filha, por que você foi tão boba? Era o coração que salvaria a sua vida, como pôde entregar para outra pessoa?"
Clarice encostou-se no peito da mãe, sentindo o nariz arder, mas conteve as lágrimas.
O Sr. Silveira disse com voz grave: "Só ficamos sabendo quando recebemos os documentos de doação de órgãos do hospital. Viemos imediatamente. Se algo acontecer com você, como nós vamos continuar vivendo?"
Um sentimento de culpa invadiu o coração de Clarice. Ela ergueu a mão para limpar as lágrimas da mãe.
"Pai, mãe, não pensem bobagens. Eu assinei aquilo apenas por precaução. O médico disse que meu caso pode ser tratado com repouso, não é tão grave."
Ela não queria que seus pais soubessem que lhe restavam apenas poucos dias; não queria que passassem o tempo final de convivência mergulhados em tristeza profunda.
O Sr. Silveira não se convenceu e segurou a mão dela com força. "Não se preocupe, minha querida. Já pedi que contatassem os melhores cardiologistas do mundo. Mesmo que tenhamos que revirar a terra, encontraremos um coração para você. Você vai ficar bem."
O amor incondicional de seus pais foi como uma corrente de calor que desmoronou toda a fortaleza que Clarice vinha sustentando.
Ela não aguentou mais, escondeu o rosto no colo da mãe e começou a chorar baixinho, deixando sair toda a injustiça, o cansaço e o desespero acumulados.
Foi a primeira vez, desde que entrou na história, que ela se permitiu chorar daquela forma.
Após dois dias de internação, Clarice insistiu em voltar para casa. O Sr. e a Sra. Silveira não conseguiram convencê-la do contrário e acabaram cedendo.
Porém, ao abrir a porta de casa, Clarice estancou.
Beatriz estava sentada no sofá da sala, coberta com o paletó de Henrique, bebendo a água morna que uma empregada acabara de trazer.
Capítulo 5
Henrique, ao ouvir o barulho, aproximou-se rapidamente e explicou para Clarice: "Clarice, a Beatriz vai operar em dois dias e precisa de repouso absoluto. O hospital está muito barulhento. Além disso, ela estava com medo de que você ainda estivesse brava e mandasse alguém para ameaçá-la no hospital. Ela não se sentia segura lá sozinha, então a trouxe para ficar aqui por dois dias para que eu possa cuidar dela. Assim que a cirurgia terminar, ela irá embora."
Beatriz também se levantou rapidamente, com o rosto pálido e uma expressão assustada. Ela caminhou até Clarice, baixou a cabeça e disse com voz fraca: "Senhorita Clarice, sinto muito por incomodá-la. Vou ficar apenas dois dias e, assim que a cirurgia acabar, irei embora imediatamente."
PUBLICIDADE
Clarice não tinha mais forças para discutir com eles. Apenas lançou um olhar indiferente. "Fique se quiser."
Eram apenas alguns dias; ela não se daria ao trabalho de se estressar por causa disso.
Henrique ficou surpreso. Ele esperava que Clarice causasse uma cena ou, no mínimo, dissesse palavras cruéis, mas ela aceitou com uma facilidade inesperada.
Ele virou-se para consolar Beatriz: "Beatriz, fique tranquila. Comigo aqui, ninguém ousará encostar em você."
Clarice sentiu uma opressão no peito e quis subir para o quarto para descansar. Assim que se virou para a escada, ouviu passos suaves atrás de si.
Beatriz a seguiu, diminuindo o passo propositalmente para manter uma pequena distância.
Ao chegarem no topo da escada, Beatriz aproximou-se e sussurrou de forma sombria, para que apenas as duas ouvissem: "Senhorita Clarice, não importa o quanto você lute, o Henrique sempre escolherá a mim."
Clarice já estava sufocada pela raiva contida, e a provocação deliberada de Beatriz foi o estopim. Ela virou-se bruscamente para responder à altura.
No entanto, a outra arregalou os olhos e jogou o corpo para trás, caindo da escada sem qualquer aviso prévio.
"Ah——"
Um grito estridente quebrou o silêncio da mansão. Beatriz caiu ao pé da escada, encolhida no chão e segurando o abdômen. Seu rosto ficou instantaneamente lívido e as lágrimas começaram a rolar.
Henrique correu como um louco e pegou Beatriz nos braços, com a voz tremendo de pavor: "Beatriz! Você está bem? Onde dói?"
Beatriz, nos braços dele, olhou para Clarice com os olhos cheios de lágrimas e apontou com o dedo trêmulo: "Henrique... foi a senhorita Clarice... ela me empurrou... ela disse que me odiava por ter tirado tudo dela e que não me deixaria fazer a cirurgia..."
Clarice permanecia no topo da escada, assistindo àquela cena patética e repugnante. Ela pressionava o peito com as mãos; a dor em seu coração tornava-se cada vez mais intensa, quase impedindo-a de ficar de pé.
Mesmo assim, ela tentou se defender: "Eu não a empurrei, ela se jogou..."
Antes que pudesse terminar, foi interrompida pelo rugido furioso de Henrique.
"Clarice, você não se cansa?"
Com os olhos injetados, ele fixou o olhar nela. Qualquer vestígio de amor ou culpa havia desaparecido, dando lugar a uma fúria e decepção avassaladoras. Cada palavra parecia sair por entre seus dentes cerrados.
"Ela já está nesse estado e você ainda não a deixa em paz. Como seu coração pode ser tão perverso?"
A voz de Henrique era ensurdecedora. Ele apertou Beatriz em seus braços, como se Clarice fosse uma criminosa imperdoável. "Como eu nunca percebi que você era uma mulher tão cruel? Só porque sua família te mima, você acha que pode fazer o que quiser? Agora você se acha no direito de matar?"
Clarice olhou para o ódio nos olhos dele e para a forma como ele protegia Beatriz. Tudo parecia absurdamente surreal e amargo.
Ela não queria dizer mais nada e tentou se retirar, mas foi impedida pelo grito autoritário de Henrique: "Pare agora mesmo!"
"Já que você não aprende, hoje eu farei questão de que você nunca mais se esqueça!"
PUBLICIDADE
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 11
MENINA DÁ METADE DO LANCHE A UM MENINO SEM-TETO... 25 ANOS DEPOIS, ELE VOLTA MILIONÁRIO
Aos nove anos, Gabriel Costa vivia nas ruas de São Paulo e esperava todos os dias diante do portão de uma escola particular. Foi ali que conheceu Valentina Almeida, uma menina rica que passou a dividir escondida metade do próprio almoço com ele. Quando Gabriel foi adotado por uma família de Curitiba, fez uma promessa antes de partir: "Quando eu crescer… eu volto para te buscar." Vinte e cinco anos depois, Valentina enfrenta a doença do pai, a falência do Grupo Almeida e um noivado que esconde interesses perigosos. É então que Gabriel retorna a São Paulo — não mais como o menino faminto do portão, mas como um empresário cuja fortuna ultrapassa R$ 950 milhões.Moderno13.8 mil palavras5 180 -
TerminadoCapítulo 11
MILIONÁRIO CHEGA MAIS CEDO À CASA DE CAMPO... E QUASE DESMAIA COM O QUE VÊ
Milionário chega mais cedo à casa de Campo e quase desmaia com o que vê. Alejandro para no jardim sem acreditar. Léo, seu filho, ri alto nos braços de Helena, a faxineira. O menino que diziam ser incapaz de sentir emoção, agora gargalha como nunca. Pela manhã, Carla insistiu em aumentar os sedativos, dizendo que Léo era um caso perdido. Mas ali, diante dos olhos do pai, a verdade aparece. Não era doença, era medo. Helena tenta soltá-lo, assustada, mas Léo se agarra a ela como proteção. Quando o carro de Carla surge na entrada, o sorriso some, o corpo do menino trava. Alejandro entende tudo naquele instante. Ele manda Helena agir normalmente e decide observar em silêncio. Aquela risada muda tudo. Naquela noite, ele jura proteger o filho, descobrir quem mentiu e acabar com o terror escondido dentro da própria casa. A guerra começa ali, no quintal, com um riso que salvou uma vida.Moderno13.7 mil palavras5 123 -
TerminadoCapítulo 12
Eles Pensavam Que Eu Era Uma Boneca Frágil… Até Ouvirem o Som do Gatilho
Na alta sociedade de São Paulo, Christian von Stock e Victória de Medeiros pareciam o casal perfeito: ele, um titã corporativo brilhante e irretocável; ela, uma herdeira gélida e deslumbrante. Mas o conto de fadas durou apenas até o momento em que a porta da imponente mansão se fechou. No segundo em que o último flash da imprensa sumiu, Christian revelou ser o seu pior pesadelo. Dono de uma mente brilhante e sádica, ele confiscou o passaporte, o celular e as contas de Victória, transformando-a em uma prisioneira na própria casa. Para garantir a obediência absoluta, ele escolheu a única fraqueza dela: Camila, sua irmã caçula com síndrome de down, agora vigiada de perto como refém. Aos olhos do mundo, eles eram a imagem da felicidade conjugal, com sorrisos ensaiados e jantares de gala. Entre quatro paredes, era uma guerra psicológica diária onde a respiração de Victória era controlada e a liberdade, uma lembrança distante. Christian acreditava ter quebrado o espírito de sua esposa, transformando-a em uma boneca dócil. O que ele não sabia era que, sob a pele da mulher acuada, Victória contava cada segundo, memorizava cada código de segurança e aguardava pacientemente o momento certo. Ela fingiu submissão. Ela jogou o jogo dele. E, quando o monstro finalmente cometeu o erro de subestimá-la, a frágil esposa sumiu. No lugar dela, emergiu a lâmina afiada pronta para destruir o império dele de dentro para fora. Uma mente brilhante, uma gaiola de ouro e um jogo de gato e rato onde a única regra é sobreviver para ver quem quebra primeiro.Outras|Aventura|Moderno15.3 mil palavras5 148 -
TerminadoCapítulo 10
Minha Mãe Deixou Minha Esposa Desmaiada no Chão
Arthur voltou de viagem dois dias antes e encontrou a mesa cheia, o filho de oito dias chorando e Elena desacordada no tapete. A mãe dele continuava cortando o jantar. Se você encontrasse sua esposa nessa situação e descobrisse que alguém da sua própria família havia falsificado sua assinatura, qual seria sua primeira atitude? Leia até o fimModerno10.3 mil palavras5 130 -
TerminadoCapítulo 11
Mostraram Suas Verdadeiras Faces… Sem Saber Que Eu Fingia Estar Paralisada
Fingi Estar Paralisada Por 10 Dias… Meus Filhos Disputaram Minha Fortuna, Mas A “Intrusa” Ficou... Aos 66 anos, Beatriz Montenegro Sampaio construiu um dos maiores impérios imobiliários de São Paulo. Rica, poderosa e acostumada a controlar tudo, ela acreditava conhecer os próprios filhos. Até ser envenenada durante sua festa de aniversário. Ao descobrir que sobreviveria sem sequelas permanentes, Beatriz toma uma decisão perigosa: fingir que ficou paralisada e sem conseguir falar para descobrir quem permaneceria ao seu lado quando ela não pudesse mais oferecer poder, dinheiro ou proteção.Moderno15.1 mil palavras5 352 -
TerminadoCapítulo 11
“Ela Não É Minha Filha”… Até o DNA Revelar Um Segredo Pior
No aniversário da pequena Sofia, Isabela presencia uma cena que muda para sempre sua relação com a poderosa família Montenegro. Mas o golpe mais cruel vem do próprio marido, Alexandre, que olha para a menina e declara diante de todos: "Ela não é minha filha." Isabela, porém, já conhece a verdade. Um exame de DNA confirma que Sofia é filha biológica de Alexandre com 99,9998% de probabilidade. Só que existe uma segunda página no resultado — e ela revela algo ainda mais devastador... Até onde sua própria mãe foi capaz de ir para proteger os segredos da família Montenegro?Moderno13.4 mil palavras5 287 -
TerminadoCapítulo 11
O Chefe da Máfia Mais Temido Viu Minhas Mãos Tremendo… E Fez Uma Única Pergunta
Isabela Oliveira Martins só queria sobreviver a mais um turno em um restaurante sofisticado nos Jardins, em São Paulo. Mas, ao servir a mesa 17, suas mãos começaram a tremer diante do homem que todos no salão pareciam temer: Dante Vasconcelos Montenegro, um poderoso e misterioso chefe da máfia. Quando Dante percebe as marcas no pulso da garçonete, segura sua mão e pergunta baixinho: "Quem fez isso com você?" Isabela não consegue responder. Porque o homem de quem está fugindo é Marcelo Ferraz, seu ex-namorado controlador, alguém que parece sempre saber onde ela está. O que Isabela ainda não sabe é que seu encontro com Dante está longe de ser uma coincidência do destino. Uma investigação começa a revelar que Marcelo se aproximou dela por causa de Antônio, seu pai, morto quinze anos antes em circunstâncias nunca esclarecidas. E quanto mais Isabela procura respostas, mais descobre que os Ferraz e os Montenegro escondem um passado construído sobre dinheiro, traições e silêncio. Até Dante guarda um segredo sobre a noite em que Antônio morreu. Agora, Isabela terá que descobrir em quem pode confiar — sem permitir que outro homem decida seu destino. Porque talvez seu pai não tenha morrido apenas por descobrir um crime.Bilionário|Máfia|Moderno14.3 mil palavras5 4107 -
TerminadoCapítulo 10
Três Dias Após o Funeral, Ouvi Meu Marido Planejar Minha Herança
Três dias depois de enterrar a mãe, Eliza ouviu o marido dizer ao telefone: “Assim que eu acessar as contas, a gente venceu.” Ela não desceu a escada nem exigiu explicações. Apertou o botão de gravar. Na manhã seguinte, o último vídeo de Margaret revelou que Garrett pesquisava a herança antes mesmo do casamento — e que Sienna, irmã de Eliza, havia aberto a primeira porta.Moderno9.7 mil palavras5 197 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Que Entrou Molhada no Baile
Com fome e encharcada, Lívia, de nove anos, entra escondida no baile beneficente do Hotel Imperial procurando a mãe. Helena Albuquerque, viúva de uma das famílias mais ricas de São Paulo, joga água no rosto da menina e a acusa de roubo. Quando Lívia cai, um colar de safira se solta de seu pescoço. Dentro da pedra existe uma fotografia que Helena não vê há vinte anos — e a prova de que a criança humilhada diante da elite é a neta que ela nunca soube que tinha.Moderno10.0 mil palavras5 110 -
TerminadoCapítulo 10
A Menina Deu Seu Último Remédio ao Temido Homem
Uma reação alérgica derruba Adrian Moretti dentro da própria mansão. Ellie Carter, filha de uma funcionária e portadora de alergia severa, usa nele seu último autoinjetor de epinefrina. Quando Adrian voltou a respirar, descobriu que aquela era a última dose dela. Minutos depois, a menina disse algo ainda mais impossível: viu um velho colocar “lágrimas azuis” no vinho. O que começou com uma injeção levou a uma chave costurada dentro de um coelho, ao assassinato encoberto de David e à filha que Adrian acreditava ter enterrado.Moderno|Romance10.1 mil palavras5 127