"Amada por Vingança" Capítulo 8
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Capítulo 14
O coração de Nara disparou, temendo que ele percebesse a mentira.
Para sua sorte, Yuri não insistiu, apenas comentou secamente: — Foi melhor assim.
Ao chegar em casa, Nara encontrou os pais esperando por ela. Assim que entrou, sua mãe correu ao seu encontro com lágrimas nos olhos: — Nara, você finalmente voltou.
Seu pai não disse muito, mas seu olhar transbordava preocupação. Nara sentiu o calor da família e abraçou a mãe: — Mãe, estou de volta.
Nos dias seguintes, Nara foi cercada pelo carinho de todos.
Sua mãe preparava pratos diferentes todos os dias, e seu pai estava sempre atento, perguntando se ela precisava de algo.
E, toda manhã ao acordar, havia inúmeros presentes empilhados na porta de seu quarto.
Ela chegou a resmungar que aquilo estava atrapalhando a passagem e que seria melhor se dessem apenas um cartão de crédito.
No dia seguinte, um cheque de dez milhões de reais estava preso na fresta da porta.
Após receber quase cem milhões em cheques, Nara, entre o riso e o choro, não aguentou e foi procurá-los.
— Pai, mãe, vocês vão me estragar desse jeito.
A mãe sorriu e balançou a cabeça: — Não temos nada a ver com isso, foi tudo arranjado pelo seu irmão.
Nara virou-se para Yuri, confusa. Yuri apenas sorriu, com voz doce: — Você passou anos fora, e eu não tinha como expressar todo o meu afeto. Agora que você voltou, não vai me dar a chance de mostrar o quanto me importo?
Nara sentia-se impotente: — Mano...
Yuri acariciou o cabelo dela: — Tudo bem, você acabou de chegar. Eu só quero que você descanse com a maior alegria possível. Quando estiver recuperada, eu te levo para conhecer o estúdio de dança.
Os olhos de Nara brilharam instantaneamente: — Sério? Posso ir logo?
Yuri assentiu: — Pode, mas antes de ir, precisamos resolver uma coisa.
Nara estranhou: — O que?
Yuri olhou para ela com um olhar profundo: — Esqueceu que eu disse que ia te apresentar ao seu noivo?
O rosto de Nara mudou na hora: — Mano, não tem pressa...
Mas Yuri balançou a cabeça, firme: — Tem pressa, sim. Ele já está te esperando no estúdio de dança.
Dito isso, ele pegou a mão dela e a conduziu para fora.
Nara sentiu um pânico repentino, sem saber o que Yuri estava tramando.
Mas antes que pudesse perguntar, foi colocada dentro do carro.
Enquanto o veículo seguia em direção ao estúdio, Nara começou a ficar nervosa com a ideia de conhecer esse noivo.
Sentada no banco, ela mexia nervosamente na barra do vestido, com os sentimentos em total desordem.
As palavras de Yuri ecoavam em sua mente:
"Seu noivo já está te esperando no estúdio."
— Mano, você pode me dizer... que tipo de pessoa ele é? — Nara finalmente perguntou, com a voz carregada de tensão.
Yuri, segurando o volante, esboçou um leve sorriso: — Está nervosa?
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Nara assentiu: — Claro que estou! É um noivo, não é como encontrar um amigo qualquer.
Yuri olhou para ela com um brilho enigmático nos olhos: — Ele é alguns anos mais velho que você, a família dele tem empresas, ele tem uma personalidade estável e é fácil de conviver. Quanto a ser bonito ou alto...
Ele fez uma pausa, em tom de brincadeira: — Eu acho que ele dá pro gasto.
Nara franziu a testa, achando a descrição de Yuri estranha. Por que a imagem desse noivo soava tão familiar? Mas ela não conseguia identificar com quem ele se parecia.
— Mano... ele é alguém que eu conheço? — ela tentou sondar.
Yuri não respondeu, apenas sorriu: — Você saberá quando chegarmos.
Capítulo 15
O carro parou lentamente em frente ao estúdio de dança, mas Nara subitamente agarrou a porta, recusando-se a descer: — Mano, é melhor esperar mais um pouco. Eu... eu ainda não estou preparada.
O olhar de Yuri tornou-se mais profundo, com uma firmeza inegável: — Não. Ele já está te esperando há muito tempo. Agora que finalmente você chegou, ele não pode esperar mais.
Nara paralisou: — Me esperando há muito tempo? Será que ele... tem uma queda por mim há anos?
Yuri não respondeu. Ele apenas saiu do carro, contornou até o lado dela, abriu a porta e a puxou para fora. Nara sentiu um pânico repentino, mas não conseguia vencer a força dele, sendo obrigada a segui-lo para dentro do estúdio.
Ao entrar, Nara ficou deslumbrada com o que viu. A decoração do estúdio seguia exatamente o seu gosto pessoal: espelhos amplos do chão ao teto, um piso de madeira macia e até uma parede dedicada exclusivamente a exibir fotos dela dançando. Não era difícil imaginar que Yuri havia se empenhado muito para criar aquele estúdio perfeito para ela.
— Mano, isso... é incrível! — Nara não pôde evitar o comentário, sentindo a tensão diminuir um pouco.
Yuri sorriu: — Fico feliz que tenha gostado.
Dito isso, ele se virou para sair: — Vou buscá-lo. Olhe tudo com calma e veja se precisa mudar algo.
Nara assentiu. Após vê-lo partir, ela não resistiu e ligou a música, começando a dançar conforme a melodia. Seu corpo girava levemente com o som, como se todas as preocupações tivessem sido deixadas para trás. Quando a música terminou, ela percebeu que Yuri já estava parado a pouca distância, observando-a com um sorriso nos olhos.
— Mano, quando você voltou? — Nara perguntou, um pouco sem jeito.
Yuri se aproximou, com voz suave: — Agora há pouco. Você dançou muito bem.
Nara sorriu, mas logo se lembrou do compromisso e olhou para trás dele: — E o noivo? Você não disse que ia buscá-lo?
Yuri olhou para ela com um brilho enigmático: — Ele já chegou.
Nara estranhou, olhando ao redor: — Não, não tem ninguém, só você. Ele está lá fora?
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Yuri balançou a cabeça, firme: — Ele já está aqui.
Um zumbido ecoou na mente de Nara, como se tivesse sido atingida por um raio. Sua voz saiu trêmula: — Mano, você quer dizer... que meu noivo é você?
Yuri não disse nada, apenas permaneceu olhando para ela em silêncio, com um olhar carregado de expectativa e nervosismo.
A mente de Nara era um caos, sua voz trazia incredulidade: — Mano, não brinque com isso...
Mas Yuri balançou a cabeça, sério: — Nara, eu não estou brincando. Você era muito nova e não sabia, mas eu fui adotado. Eu sempre fui tão bom para você, será que você realmente não percebeu que, além do carinho de irmão, havia outro sentimento?
Inúmeras cenas passaram instantaneamente pela mente de Nara —
Na infância, Yuri sempre guardava as melhores coisas para ela; se havia algo gostoso ou divertido, ela era a primeira pessoa em quem ele pensava.
Na época da escola, Yuri a buscava e levava pessoalmente e, quando ela era incomodada por colegas, ele não hesitava em defendê-la.
Houve uma vez em que Nara participou de um concurso de dança na escola; Yuri cancelou todos os seus compromissos de trabalho apenas para acompanhá-la durante todo o tempo, torcendo por ela.
E sempre que ela ficava doente, Yuri ficava ao lado de sua cama cuidando dela com total dedicação, sem fechar os olhos a noite inteira.
Depois que ela foi para São Paulo, em todas as ligações ele perguntava quando ela voltaria; ao ouvi-la mencionar um namorado, o tom de voz dele ficava sombrio e descontente... Afinal, nada daquilo era fruto da imaginação dela.
Capítulo 16
— Mano, eu... — a voz de Nara tremia, e seu coração estava em total desordem.
Yuri segurou suavemente a mão dela, com voz doce: — Eu não queria te assustar, por isso planejei me declarar quando você crescesse. Mas não imaginei que você partiria sem olhar para trás, fazendo-me esperar por todos esses anos.
A mente de Nara estava em branco, incapaz de processar aquele fato.
Ela perguntou baixo: — Mas mano, papai e mamãe não vão aceitar...
Yuri sorriu: — Antes de você voltar, eu já havia contado a eles sobre meus sentimentos por você. Eles deram total apoio. Na verdade, quando éramos pequenos e eles viam o quanto eu te mimava, já pensavam em casar você comigo.
Nara ainda estava incrédula, então Yuri resolveu levá-la para casa para perguntar aos pais pessoalmente.
Como esperado, a atitude dos pais foi de total apoio, chegando a dizer sorrindo: — Nara, seu irmão sempre foi tão bom para você, entregá-la a ele é o que nos deixa mais tranquilos.
Nara estava em choque, sem saber como reagir.
Yuri percebeu a inquietação dela e disse baixo: — Não tem problema. A partir de agora, vamos sair em encontros. Vou fazer você me enxergar, passo a passo, não mais como irmão, mas como homem.
— Se você se apaixonar por mim, nos casaremos. Se não, continuarei no meu papel de irmão protegendo você.
Nos dias seguintes, Yuri realmente cumpriu sua promessa. De segunda a sexta, eles saíam em encontros diários, e a cada vez Yuri usava suas ações para quebrar as barreiras no coração dela.
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