"Destruída pelo Desejo" Capítulo 5
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Capítulo 9: Não sou íntima dele
As vozes no corredor se aproximavam.
"Nós entendemos errado, a Janaína não é uma alpinista social, ela é a filha de um grande empresário."
"Quem?"
"Aquele empresário de prestígio de anos atrás. É normal você não ter ouvido falar, a família dele se mudou para o exterior há muito tempo..."
As vozes foram se distanciando, e Yago soltou uma risada baixa: "O seu pessoal realmente se dedica a você."
Janaína percebeu imediatamente; aquela era a informação que o Hugo estava espalhando.
Ele vivia cercado por moças da alta sociedade, então era fácil para ele plantar esse tipo de notícia.
Janaína lançou um olhar furioso para Yago e disse friamente: "Me solta."
"E se eu não soltar?"
Os cantos da boca de Yago se ergueram em um sorriso provocativo. "Vou te avisar: não abra o bico na frente da Zara."
Janaína ficou estupefata: "Você me trouxe aqui só para me dar um aviso?"
"E por que mais seria?" Yago a soltou e deu um passo para trás. Seus olhos estreitos escureceram com sarcasmo. "O que mais a senhorita achou que eu queria fazer?"
Janaína sentiu o sangue subir: "Pois saiba que eu vou agora mesmo contar para a Zara sobre a sua vida desregrada e que você leva mulheres para passar a noite na sua casa!"
Yago soltou uma gargalhada: "Por que você parece tão ciumenta? Está exalando azedume."
"Só porque eu não te levei para casa, você ficou brava assim?"
Janaína: "..."
Ela riu de puro nervosismo.
...
Após o jantar, Quitéria convidou Janaína para uma partida de mahjong.
Ao ir ao banheiro, Janaína cruzou com a senhorita mais velha da família Zara, que estava de braços dados com Yago em uma atitude muito íntima.
Mas aquela mulher não era a noiva do Ricardo?
A vida privada do Yago era realmente um caos.
Janaína sentiu-se, mais uma vez, aliviada por ter se livrado dele cedo.
De volta à mesa, Quitéria comentou sorrindo: "Jana, você sempre me traz sorte. Quando você está por perto, minhas jogadas são ótimas."
Janaína não se fez de rogada: "Então a tia deve me chamar mais vezes para trazer essa sorte."
Quitéria sorriu gentilmente: "Chamarei sempre que montarmos uma mesa."
Uma outra convidada, a Sra. Helena, suspirou: "Desse jeito não dá para competir. Estou aqui há duas horas e não fiz uma jogada decente."
Janaína estava se divertindo quando Yago apareceu.
Ele segurava uma taça de vinho e caminhava despreocupadamente. No momento em que seus olhos se cruzaram, Janaína desviou o olhar discretamente.
Quitéria perguntou calmamente: "O pessoal lá de cima já foi embora?"
"Meu pai teve uma crise de enxaqueca, tomou o remédio e já foi dormir." Yago aproximou-se de Janaína e mudou o tom de voz repentinamente: "Que belas cartas você tem na mão."
Ao ouvir isso, Janaína sentiu como se estivesse sentada sobre brasas, chegando a gaguejar: "É... estão razoáveis."
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Após algumas rodadas, Yago continuava ali e comentou em tom de brincadeira: "Como é que as suas fichas aumentaram tanto desde que eu cheguei? Parece que eu é que trago sorte para você. Que tal me deixar jogar um pouco?"
Enquanto Janaína pensava em como recusar, Yago se inclinou, apoiando uma mão no encosto da cadeira dela. A proximidade súbita trouxe uma onda de calor que a envolveu.
Ela franziu a testa instintivamente.
A Sra. Helena percebeu a tensão na hora: "Você está interessado nela, por acaso?"
Diante da pergunta, Janaína respondeu de imediato: "Não sou íntima dele."
Ela não ia ceder o lugar; sabia que a relação de Quitéria com Yago não era boa.
"Não é íntima?" Yago fingiu surpresa, rindo internamente da tentativa dela de esconder o óbvio. Ele assentiu com desdém: "É verdade, não somos íntimos. Só nos vimos algumas vezes."
Helena desconfiou: "Sério mesmo?"
Capítulo 10: Será que estão mesmo juntos?
Yago soltou um riso suave: "A Sra. Helena sabe muito bem que ela era minha cunhada. Não é bom fazer esse tipo de brincadeira."
Janaína sentiu um aperto no peito e respirou fundo discretamente.
Helena lançou-lhe um olhar: "Você não sabia? Ela não é mais a esposa do Lucas... Quantos anos você tem mesmo? Parece ser muito jovem."
Janaína respondeu: "Vinte e um."
Helena surpreendeu-se: "Só vinte e um? É quase uma criança. Já terminou a faculdade? Onde estudou?"
Janaína: "Na Universidade de Cambridge. Já terminei a graduação."
"Cambridge?" Helena quase riu. "Então você estudou na mesma universidade que a irmã mais nova da Zara. Ah, o seu Lucas também estudou lá."
Internamente, Helena a desprezava, pensando que a garota devia ter vindo de algum curso de etiqueta para alpinistas e mentia sem sequer piscar.
"Quando você se formou?"
Janaína respondeu: "No ano passado."
Formada aos vinte anos?
Helena riu ainda mais: "E qual foi o curso?"
Janaína: "Psicologia Criminal."
Ouvindo isso, Yago comentou: "Impressionante, maninha. Só não sei se é verdade."
Janaína: "..."
Seu rosto escureceu.
Helena arqueou a sobrancelha; como ele pôde dizer exatamente o que ela estava pensando?
Enquanto Janaína tentava elaborar uma resposta impactante, a mão quente de Yago tocou subitamente as suas costas: "Você está ferida?"
O toque repentino fez Janaína enrijecer. Ao sentir que a mão dele ia deslizar para baixo, ela reagiu por instinto com um movimento brusco do braço.
A reação foi exagerada, atraindo o olhar de todos na mesa.
No entanto, em vez de ser afastado, o pulso dela acabou preso na mão dele.
Yago manteve aquela postura atrevida: "Não deveria estar no hospital se recuperando? Está querendo morrer?"
Janaína percebeu os olhares de julgamento e sentiu a raiva borbulhar: "Me solta!"
Yago respondeu pausadamente: "Não solto."
No segundo seguinte, sem qualquer aviso, ele a pegou no colo, sem dar margem para recusa.
Ele apenas disse: "Com licença."
Janaína arregalou os olhos, em choque. Antes que pudesse reagir, lutar ou gritar, já estava sendo carregada para fora.
Ainda em transe, enquanto se distanciavam, ela pôde ouvir o riso fofoqueiro de Helena: "Será que estão mesmo juntos?"
Janaína agarrou o colarinho dele com força e disse furiosa: "Seu canalha, me coloca no chão agora!"
Yago fingiu não ouvir e caminhou a passos largos até o carro.
A porta se fechou com força.
O motorista deu a partida, saindo rapidamente da propriedade.
No espaço confinado do carro, Yago não a soltava. Sua mão quente explorava o corpo dela com destreza.
"O que você pensa que está fazendo!"
Janaína encolheu-se, esquivando-se e tentando lutar.
Com facilidade, Yago prendeu as mãos dela atrás das costas com uma das mãos, enquanto a outra segurava a nuca dela.
Ele era forte demais; ela não tinha como resistir.
A voz grave, carregada de um hálito quente, soou em seu ouvido: "Não era isso que você queria? Fazendo cena de ciúmes e me ameaçando... não era exatamente para chegar a isso?"
Janaína lembrou-o, franzindo a testa: "Sr. Yago, nós terminamos."
Yago riu: "Só se termina o que se começou. Nós alguma vez estivemos 'juntos'?"
O olhar de Janaína gelou: "Então, agora você pretende me cortejar?"
Ele soltou um riso de deboche.
"Sim, você aceitaria?"
"E se eu não aceitar? O senhor pretende me forçar aqui mesmo no carro?"
"Forçar?" Um sorriso perigoso surgiu nos lábios de Yago. "Você gosta desse tipo de coisa?"
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